Sorriso do Dia – O Pulsar do Coração

Dezembro 7, 2017 - Leave a Response

Sente em ti o pulsar do coração sem distância nem hora marcada, lê as palavras de amor coladas na palma da tua mão, escuta o tempo a bater ao portão da saudade, ao sabor do calor de um beijo, sussurrando uma canção.

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A Riqueza da Escrita

Dezembro 7, 2017 - Leave a Response

A escrita é uma flor a desabrochar do coração de uma criança, uma montanha que ela constrói na planície, uma casa habitada de memórias, de criatividade e de realidade com trepadeiras nas janelas, uma luz beijando os sentidos com sabedoria e risos, uma onda de amor no voo azul do poema da liberdade!

A Menina Azul – Pegadas do Tempo

Dezembro 7, 2017 - Leave a Response

Escondem memórias as árvores refletidas à volta dos círculos de esperança com traços de sonhos de meninas-estudantes em busca do saber, sentindo-se a crescer, olhando para o futuro com desejos de desvendar o amor, fazer alguém feliz, e ser!

Fiéis ao tempo e aos sonhos, as árvores enchem-se sucessivamente de folhagem pintada com aguarelas de anjos, abrindo as portas à esperança, beijando o céu com os tons dourados do sol quando ele já se vai despedindo para férias, ocultando-se nas nuvens, fugindo dos mergulhos lentos e rubros antes de adormecer, receando que a temperatura do mar, que já não consegue aquecer!

Viva na transparência dos olhos do coração na Menina Azul permanece a presença da doce Alice, tão simples como uma flor sorrindo para as crianças, tão serena e graciosa como a espiga de trigo dourado, caminhando consigo no novo mundo verdejante, compartilhando os perfumes da nova vida de estudante, opostos aos diversos tons azuis, à misteriosa turquesa e aos curiosos esverdeados do mar ora sereno, ora zangado do seu Alentejo, naquele tempo saudável e saudosamente delas afastado…

As sebes do jardim perderam-se, deixaram-no exposto e nu, mas os discos de sonho espelhando as amigas-árvores no passivo lago são fiéis à divertida certeza de passar para o outro lado sem o pé molhado…

Entre os estreitos acessos irregularmente empedrados – carreirinhos da cidade – crescem ervinhas, agradecendo à esparsa chuva por tê-las regado, e as folhas douradas e cansadas, deitam-se nelas e salpicam de laranja-avermelhado o imenso relvado com danças de vento ou choro soluçado…

E…

As amigas reencontram-se, e… caminham de mão dada com as recordações do jardim dos verdes anos de esperança, saboreando os seus frutos e a vida sempre festejada!…

A Despedida Precoce

Dezembro 7, 2017 - Leave a Response

Despede-se precocemente da vida pelo adormecimento das suas faculdades quem com tanta dor pedia para partir antes do seu esposo muito amado por não poder resistir ao medo de um dia ter de viver sem respirar o seu calor e tê-lo sempre a seu lado!…

E…

Sozinho no seu lar sem escutar o jorrar de hinos de amor da sua fonte a cantar, os cabelos de prata do marido afagam a saudade no silêncio da solidão nos dias longos e nas noites com memórias de danças e beijos de estrelas ora despidas de enamorado luar!…

A Luz da Confiança

Dezembro 7, 2017 - Leave a Response

A confiança é o sol brilhando no inesperado momento de mudança!

A Inteligente Escorregadela…

Dezembro 6, 2017 - Leave a Response

O mais inteligente e equilibrado quando comete um erro é… daqueles de cair para o lado!…

A Ninita e a Bibia – As Afinações da Bibia

Dezembro 6, 2017 - Leave a Response

No jantar de despedida dos avós maternos que vieram visitar Portugal pela primeira vez, a Bibia, que chegara atrasada, pois tivera ensaio musical, sentou-se à mesa e serviu-se depois de todos os familiares, incluindo a “nana”…

Desencontrada da Ninita, a “mana” por quem chama o dia inteiro, que já saíra para o seu ensaio com o seu amigo saxofone, a Bibia regalou-se com as delícias confeccionadas pela mãe, e, de seguida, presenteou-nos com um pequeno, mas fantástico concerto, primeiro de flauta, depois de violino bem afinadinho, atuação que mereceu o agrado e agradecimento de todos com sorridentes aplausos, alguns ecoando: Bravo! Bravo!

E…

No rosto da Bibia desabrochavam pétalas vermelhas de alegria!

Os Falsos Benefícios da Cadeira e Afins

Dezembro 2, 2017 - Leave a Response

Não é a cadeira que dá a competência, nem a categoria que atribui a valência, nem o estatuto que dá a retidão, nem o poder que enaltece a eleição, nem a tirania que produz a boa gestão!

Porque…

Para além da boca inchada que se acha invencível, poderosa, determinada, que muito fala e não diz nada, também a sua autoridade nada tem a ver com a sua capacidade!…

A Ira e a Lamentação do Sr. Vento

Dezembro 1, 2017 - Leave a Response

O Sr. Vento está a bater à persiana e a subir e descer ao telhado, muito irado! Coitado!

Andou à procura dos papagaios de papel, mas não os encontrou; ficou amuado, porque gostaria de voltar a pôr os meninos a fazer ginástica, enquanto ele puxava pelas asas dos seus voadores brinquedos, e, simultaneamente, pelos divertidos rapazes.

O Sr. Vento também não pode brincar à apanhada com os meninos, roubando-lhes os chapéus, porque a moda são os bonés, com ou sem sol, ou os gorros.

E as meninas? Quem usa saias para o Sr. Vento as envergonhar, levantando-lhas, para elas protestarem e tentarem segurá-las? Ainda se tivessem frio nos buracos das calças de ganga!
E chapéus? Também não usam! Preferem casacos com capuzes e pelinho a fazer cócegas no rosto ou golas para enrolaram a cabeça nelas!

E…

O Sr. Vento grita, bate e estrebucha, deixando tudo assustado, arrepiado e gelado, lamentando-se, coitado!

” – Que triste sina a minha!
Até os bebés não andam ao colo das mães para ficarem quentinhos e sentirem o seu coração; têm os seus carrinhos onde vão sentadinhos ou deitadinhos, muito bem agasalhadinhos e tapadinhos!
Já não tenho com quem brincar!
Já ninguém chama por mim!
Já ninguém gosta de mim!
Tornei-me o Sr. Vento!
Quem tristeza que sinto!
E ainda é maior a minha dor, porque muitos meninos e meninos não têm casa, nem abrigo e… se me aproximasse deles, não seria seu amigo, porque tenho sangue frio e eles precisam é de calorzinho!
Que pena!
Sinto-me tão sozinho, e pobrezinho, por isso ando todo zangadinho!
Ah! Se pudesse ir à televisão, explicava-me, mas… ao entrar andaria tudo no ar…
Vou-me retirar-me, e chamar a chuva para a Terra alimentar!”

Estórias de Meninas – A Trovoada e o Castigo na Escola da Didi

Dezembro 1, 2017 - Leave a Response

Quando a Didi tinha apenas oito anos e andava na escola primária, presenciou um castigo infligido a uma colega, o qual jamais se apagou da sua memória.

Aquele infeliz facto ocorreu num dia em que, durante a lição, as meninas, ao trocarem umas palavras entre si, não seguiram momentaneamente a leitura.

De repente, o ribombar dos trovões fez estremecer tudo!

A professora benzeu-se.

A colega da Didi, perante o inédito e incompreensível gesto, riu-se, o que não passou despercebido à mestra.

Irritada e poderosa, a professora colocou a aluna de castigo, de pé, à janela, “para ver a trovoada”.

Estremecendo com aquela humilhante injustiça, e com vontade de chorar, a Didi não parava de repetir mentalmente esta oração, que a sua mãe lhe ensinara, na esperança de que a sua amiga saísse daquela posição e local o mais depressa possível:

” Santa Bárbara Bendita, que no Céu está escrita com papel e água benta, Deus me livre desta tormenta. Que a leve bem lá para longe onde não haja pão na eira, nem folhinha de oliveira.
Já o galo canta, o Senhor se levanta.
Nosso Senhor subiu à cruz para sempre amém Jesus.”