A Dança

Novembro 16, 2018 - Leave a Response

A dança é a memória do corpo sintonizado com o canto de amor no ritmo aveludado do ventre materno, em que a criança se reconhece no silêncio caloroso do perene alimento, esperança pura sem dor nem tormento, poema dos poemas de luz e alento!

O Sopro na Solidão

Novembro 16, 2018 - Leave a Response

Há longos arrepios de frio na geometria das janelas onde o mar ensonado se eleva na paisagem nua de boca entreaberta, soprando a solidão deitada na rua!

Sorriso do Dia – Perfumes de Luz

Novembro 16, 2018 - Leave a Response

Sorriso do dia é beijares a doce madrugada, e vestires-te de meio-dia de um verão de agosto na perfeita harmonia da alegria, sentindo a luz do sol no rosto, sem medo das sombras da saudade, conquistando os abraços perdidos na cintilante liberdade das estrelas bordando a baía de floridos poemas, contando fantásticas histórias de corajosas caravelas pintadas de trémulas e coloridas aguarelas com esparsos ecos de frescas gargalhadas no azul deitadas!

A Lentidão

Novembro 16, 2018 - Leave a Response

A lentidão ou é preguiça, ou doença puxando-te para o chão, ou falta de ânimo para accionares o teu coração sem passos perdidos, nem rumo à solidão!

Quando eu For Grande – Sexagésimo Oitavo Desejo

Novembro 16, 2018 - Leave a Response

Quando eu for grande, quero ser as pétalas de poesia deitadas ao luar a adivinhar a roda da justiça a brilhar!

Quando eu for grande, quero ser um ramo de alecrim para o teu nariz beijar e estares sempre ao pé de mim!

Quando eu for grande, quero ser uma árvores ressequida para me puderes regar e te encantar com os olhos da folhagem a rebentar!

Quando eu for grande, quero ser o silêncio, impedindo o ruído de te incomodar para escutares devagar a voz do mar dentro de ti a cantar!

Quando eu for grande, quero ser o mapa do tempo para te mostrar que um dia vais mudar de lugar e o jardim da memória vais abraçar!

Quando eu for grande, quero ser o arco-íris do sonho para te acordar e a cítara da alegria começares a tocar!

Quando eu for grande, quero ser o farol para dos perigosos rochedos te afastar, e da transparente beleza da pura verdade te aproximar!

As Raízes Humanas

Novembro 16, 2018 - Leave a Response

As raízes humanas são ondas do mar ora a dormitar, ora a cantar, ora a dançar, imagens mudas sempre a brilhar, que os outros nem podem imaginar, barcos de verdade às praias brancas a acenar!

O Barco da Educação

Novembro 16, 2018 - Leave a Response

O barco da educação só conduz a bom porto quem aprende: a remar, a içar as velas, a deitar e a recolher as redes, a seguir as estrelas, a fazer-se ao largo e a saber regressar!

E…

Para isso é preciso que haja mestria na arte de amar para ensinar a navegar: com a calmaria, com a brisa a gingar, com o vento a gritar, sendo senhor dos segredos das sereias e dos suspiros dos lobos do mar, brilhando no peito a luz da alegria sem medo de cantar, de chorar, de se espreguiçar à frente das ondas sempre a bailar!

A Ingratidão e o Perdão

Novembro 16, 2018 - Leave a Response

O perdão é a luz ocultando a escuridão da ingratidão na plena dimensão do abraço do coração!

A Transparência da Máscara

Novembro 15, 2018 - Leave a Response

A tua máscara de cetim fala de ti e não de mim como o papel mata-borrão absorve a tinta-permanente, mas não apaga as letras enganosas, nem as escritas com o coração.

A Pobre Pavoa!

Novembro 15, 2018 - Leave a Response

A pavoa humana abre a roda do leque, exibindo todas as garridas cores da vaidade, pintando olhos do que só ela vê, pavoneando a mentira com o que auto-apregoa, acreditando que é verdade, as palavras maltratadas atiradas à toa!