A Pagizinha e o Nosso Lanche de Natal

Fevereiro 7, 2018 - Leave a Response

Já tínhamos festejado o Natal.

A casa continuava decorada à espera da chegada dos Reis Magos, e… da Pagizinha, pois a sua prenda de aniversário e a de Natal estavam a descansar à sombra da Árvore, brincando com as luzinhas, que continuavam a piscar, ora mais lentinhas, ora saltitantes, ora imitando o farol pela janela a espreitar…

A minha afilhadinha-amiguinha vinha muito bem vestida e agasalhadinha; apesar de não estar frio em casa, ela preferiu não tirar o seu lindo casaquinho cor-de-rosa.

A Pagizinha gostou muito dos livrinhos que, como não os tinha, ficaram mais do seu agrado, depois de ter escrito uma palavras a si dedicadas e… muito docinhas.

Rimo-nos muito com as luvinhas, e aproveitámos o suporte em que vinham para colocá-lo no narizinho da Pagizinha e tirarmos uma divertida fotozinha!

A nossa sessão fotográfica correu muito bem, sobretudo as “artísticas” “selfis”, em que conseguimos focar, por exemplo: as sobrancelhas esquerdas de cada uma, e… lá fomos recuperando as cabeças e as carinhas – momentos únicos e inesquecíveis!

O nosso lanche decorreu muito bem! Foi um verdadeiro momento de partilha:

– visitámos a escola: sala de aula, casas de banhos, recreio e cantina – não posso entrar em pormenores, porque as amigas têm os seus segredos;

– entrámos nos jogos e na sua linguagem – não acrescento mais nada, pelo motivo atrás mencionado.

– falámos sobre o Carnaval, da imitação do Brasil, da roupinha de verão no nosso arrepiante inverno, e muito mais, do que só saliento esta sua frase: “O Carnaval não é para quem tem temor a Deus!”

Querem saber mais?

Eu conto! Não nos apetecia dar por terminado este nosso saudoso e delicioso encontro!

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O Amigo Caixa de Socorros

Fevereiro 7, 2018 - Leave a Response

O amigo caixa de socorros é aquele com quem contas, porque está sempre de serviço, isto é, ao teu dispor sem precisar de despertador!

Mas…

Também o amigo disponível e sempre contigo sintonizado gosta de ser lembrado quando, em vez de teres medo, estares assustado ou andares com uma dor acordado, o convidas para sentar-se ao teu lado, e ver-te animado, porque os ventos te sopram a favor e até tens as paredes brancas caiadas sem teres feito nada!

Histórias de Meninas – A Ninha, uma Menina Multifacetada

Fevereiro 7, 2018 - Leave a Response

Era uma menininha muito pequenina, a Ninha, quando desceu do autocarro dos “Belos” ao colo da sua encantadora e encantada mãe.

Vinha toda vestidinha de amarelinho, incluindo uma bóina que mostrava uns cachinhos de caracóis douradinhos adornando-lhe as branquinhas bochechinhas.

Observou uma menina que correu para ela e lhe sorria, a qual a mãe lhe apresentou, dizendo-lhe:

“- Amor, é a madrinha!”

Não sorriu!

Fez-se silêncio!

A menininha toda vestida de amarelinho retorqui, depois, séria e senhora de si, simplesmente:

“- Olá!”

Os anos passaram e a menininha, a Ninha, antes de entrar para a escola primária, quando ainda dizia: “gafo”, depois “garafo” e finalmente garfo, entre outras pronúncias análogas, já passava longos períodos na casa dos tios-padrinhos, também o lar da “madinha”, pela igreja, com o tio-“padinho”, aquela menina que ficara perdidamente apaixonada por ela, presa ao seu: “Olá” de rainha, ela que era tão pequenina.

A menininha Ninha passou a usar todas as cores, preferencialmente vestidos, alguns de cintura descaída, mini, como impunha a moda, e cobria a cabeça com um fino chapeuzinho; usava óculos, o que nada a incomodada.

Alegre e expedida, a Ninha, rapidamente conquistou a simpatia e o afeto de toda a vizinhança.

A tia, que só muitos anos depois ela saberia que também era sua madrinha, pelo registo, comprara-lhe, na feira de agosto, “uma quarta” adequada ao seu tamanho para ela ir buscar água à bica, para onde se deslocava sozinha e bem escoltada: de um lado, por uma fila de casas onde habitavam todos os seus admiradores-amigos; do outro, pelo imenso mar de cuja beirinha não se aproximava sozinha.

A menininha Ninha demorava muito tempo a realizar aquela sua tarefa, apesar da distância ser curta.

Preocupada, a tia ia “assomar-se”…

Mas…

Ela era famosa pelas respostas rápidas a todas as questões, e também pelas cantorias; então, a pedido das vizinhas, principalmente da mãe da Linda, parava no caminho e poisava bilha, ecoando com trejeitos, entre outras, “A Desfolhada”, aguardando os aplausos, e voltando ligeira para casa, relatando à tia o que esta, sem que a Ninha o adivinhasse, vira, disfarçadamente…

Um dia em que a menina foi ao lugar da “ti´ Betolina” comprar algo para a preparação do almoço, tarefa que ela também apreciava bastante, a tia pediu-lhe para comprar mais do que uma coisa, e recomendou-lhe que fosse repetindo, o que ela negou, porque assim é que se esquecia, o que, de facto, sucedeu, originando o seu regresso, gesticulando, toda zangada, sem trazer nada, e lá voltou, tendo sido muito bem sucedida com o exclusivo uso da sua memória…

Comunicativa como era, a Ninha, já com as compras na mão, contou à “ti´Betolina”, por que se fora embora. Achando-lhe muita graça, a senhora, curiosamente avó da sua “madinha”, decidiu oferecer-lhe um pirolito dos que ela própria fazia e vendia.

Quando chegou a casa, a menininha entregou o pedido à tia, declarano que sabia fazer mandados muito bem, e que até tinha ganhado um pirolito.

Contente com a sobrinha, e escondendo com dificuldade uma das suas habituais gargalhadas, a tia perguntou-lhe se dissera: “Obrigada!”, ao que a desembaraçada Ninha respondeu afirmativamente.

Mas…

A tia insistiu na pergunta, e obteve a seguinte resposta:

” – Quer ver como eu disse “obigada”? Vai já ver! ”

E…

Sem esperar a resposta, a Ninha voltou costas e regressou ao lugar a alta velocidade, sem parar ao pé dos vizinhos-amigos, que estavam pasmados.

A tia, antevendo o que ela iria fazer, ria à gargalhada, até avistá-la já próxima da portão, aguardando, curiosa, a sua reação.

” – Vê como eu disse: “Obigada”, tia?!… “Peguntei” à “ti´Betolina” e ela disse que eu tinha dito. Eu sabia!” – declarou muito segura de si.

A Rejeição do Elogio

Fevereiro 7, 2018 - Leave a Response

Quem corrige o elogio do outro, por achar que “é o que se diz aos velhos”, tem parca mentalidade, não merece carinhos, não denota capacidade para acolher um conselho, nem saborear a sabedoria, aflorando com a fina seda do retorno à pele-bebé!

Sorriso do Dia – A Harmonia dos Jardins da Vida

Fevereiro 7, 2018 - Leave a Response

No dia escurecido pelas nuvens da adversidade baloiçam-se estrelas na roda das árvores amigas, descobrem-se segredos floridos de luar nos rostos conhecidos, sussurrando-nos doces cantigas, rebolam-se as ondas com dedos de seda e vozes de pinhais, mostrando-nos a harmonia do bailado dos jardins da vida, esboçando sorrisos nas carícias da brisa, dispersando o silêncio dos nossos ais!

A Menina Azul – Um Adeus de Mãos Cor-de-Rosa

Fevereiro 7, 2018 - Leave a Response

A Menina Azul faz adeus com mãos cor-de-rosa orvalhadas de saudosos beijinhos à Marianinha, a quem já não pode suplicar a sua salvadora comparência junto de si, quando se encontrava de cama, alegando: “A sua menina vai morrer!”

Não tiveram tempo de despedir-se, por isso, a Menina Azul acena-lhe na saudosa noite, seguindo o deslizar suave da lua, em busca do seu sorriso, até ficar ensonada!

O tempo faz o seu percurso, indiferente à saudade instalada, mas as ondas que as embalava continuam a chamá-las pela madrugada!…

Flores nas Pedras da Dor

Fevereiro 7, 2018 - Leave a Response

Nos estrondos das pedras da dor, brilha o sol da solidariedade nos afetuosos abraços, nas lágrimas limpando lágrimas em palavras de consolo embrulhadas!

E…

Cada presença inesperada de longe chegada, cada ação nunca praticada, cada mão na mão apertada é acolhida com emoção, agradecia com o coração, considerada lição a ser tomada!

Quando Eu For Grande – Sexagésimo Quinto Desejo

Fevereiro 6, 2018 - Leave a Response

Quando eu for grande, quero ser uma mala mágica com fita cola para calar: as ofensas, as humilhações, as maldições, as discriminações, e as palavras injustas e amargas das bocas dos rezingões.

Quando eu for grande, quero ser uma árvore florida de balões brincalhões, dançando presos aos braços sonhadores das crianças, correndo na praia da verdade sem andar aos empurrões.

Quando eu for grande, quero ser uma sacola com blocos de notas e lápis de cor, escrever poemas, fazer desenhos de animação e pintar palpitantes corações onde se esconde a dor e brilham olhos chorões!

Quando eu for grande, quero ser uma mão-cheia de piões com cordéis entrelaçados nos dedos atrevidos e vigorosos da criançada, rodopiando e saltando com cócegas e gargalhadas.

Quando eu for grande, quero ser uma estrela de papel, iluminar os caminhos indefinidos do areal, ensinar a distinguir o bem do mal, fazer um barco de alegria com as letras cinzentas do jornal, beijar as mãos-bebés e as enrugadas com olhos de mel!

Sorriso do Dia – Agradecimentos

Fevereiro 2, 2018 - Leave a Response

Agradecemos a atenção com a simpatia da Sr.ª Educação!

Agradecemos o dia-a-dia com a sinfonia da Sr.ª Alegria!

Agradecemos a afeição com a luz do sorriso do Sr. Coração!

E…

Eu também agradeço a quem me visita e está aqui comigo!

A Estrada da Amizade

Fevereiro 2, 2018 - Leave a Response

A estrada da amizade tem dois sentidos; quando a circulação apenas se verifica num, é preciso estar atento aos sinais de perigo – sou eu, o sexto-sentido-amigo, que to digo!