Archive for Janeiro, 2009

Ao Meu Paizinho
Janeiro 14, 2009

Querido Paizinho “do coraçanito”,

Que posso dizer-lhe hoje, que não o faça repetidamente todos os dias?!… AMO-OOOOOOOOOOO!

Que desejo gostaria de satisfazer hoje? Fazer-lhe um bolo, jantarmos juntos, cantarmos os parabéns, vê-lo apagar as velas, abrir os presentes, abraça-lo!

Que posso fazer hoje? Limpar as lágrimas e dizer-lhe OBRIGADAAAAAAA!

Anúncios

Janeiro, Obrigada!
Janeiro 14, 2009

Janeiro é um mês privilegiado, porque deu à luz bagos de romã coloridos com as mais finas flores de amor, encantos da minha vida, doçuras do meu coração, sorrisos do meu rosto, cantos de gratidão dos meus lábios, medidas dos meus passos.

Obrigada pelo avôzinho contador de histórias, que os Reis celebraram o seu nascimento!

Obrigada pelo meu paizinho, o mais belo, o mais doce, o mais amigo, o mais amoroso avô, o mais exemplar dos homens, o mais amplo porto de abrigo, o mais saudoso!

Obrigada pela minha afilhada, menina alegre, cantora, bailarina, motivo de alegria para todos, cúmplice do tio e padrinho – meu paizinho -, perfume de inocência e felicidade!

Obrigada pela princesa, que honrou o dia do nascimento da minha afilhada mostrando o seu rosto ao mundo, flor multicolorida a desabrochar no jardim da vida.

Obrigada pelo meu afilhado, amor da minha juventude, filho primogénito do meu coração.

Obrigada pelo meu priminho – primeiro sobrinho do meu afilhado – alegria roubada ao meu filho pela negação de um afilhado prometido quando ainda crescia no ventre materno.

Obrigada pelo meu amigo Rui, que no vigor da sua juventude preserva os “cabelinhos em pé” que trouxe ao mundo, para vencer as vicissitudes da vida.

Obrigada pela minha afilhada mais velha, pelo seu coração grande, oferecendo e buscando o amor,

Obrigada pelos meus alunos: Diogo, Pedro, Vítor, Fernando.

Obrigada pelo meu amigo escritor, actor, vencedor.

Obrigada pela minha amiga eborense, delicada, generosa e confiante.

Obrigada pelo João Davide, que se recusava a entrar em casa sem ver a vizinha ou chamava-me da rua.

Obrigada pela menina do mundo das fantasias, que representava quando me chamava amiga.

Obrigada pelo Al Berto, vivo na minha memória, nos caminhos onde nos encontrámos, na maresia que traz a sua magnífica e inconfundível voz carrregada de poesia esvoaçando e ecoando pelo mundo.

Obrigada pelo “Geninho” de Andrade, pela oportunidade de ter-se dedicado à escrita e pela herança que legou a Portugal e ao mundo.

Obrigada pelo Vergílio Ferreira, pelo seu pensar/saber e pelo interminável encontro.

Obrigada pelo António Gedeão por todo o seu tempo de poesia e pelo sonho filosofal.

Obrigada pela Ondina Braga e pelo seu sonoro silêncio no amor à escrita.

O Avô Contador de Histórias – 4.ª Página
Janeiro 3, 2009

Um dia, descobri que o meu avô tivera outra profissão, mas só tive o prazer de saber exactamente do que se tratava quando herdei alguns dos seus documentos pessoais, depois daquele doloroso e longínquo Março.

Este é o rosto do cartão sindical do avô contador de histórias em cujo verso pode ler-se numa perfeita caligrafia desenhada com aparo e tinta preta, quiça desbotada pelo tempo, o nome, a filiação – “Jacinto Maria e Maria *Joaquina” – , a naturalidade – “Sines” -, a categoria profissional – “Caldeireiro” -, a data de nascimento – revelá-la-ei brevemente -, a admissão – “10/8/1915”, a nacionalidade – “Portuguêsa” e no espaço destinado à assinatura do titular “não sabe assinar”.

Na página seguinte consta: CARTÂO SINDICAL e o n.º “290”, ao qual se segue uma fotografia, e a autenticação do precioso documento: as assinaturas do presidente e do secretário – no espaço dos Averbamentos nada consta.

Quem diria que em tempos tão longínquos havia tanto rigor?!…

* o nome verdadeiro era Maria Claudina.
(continua)

O Natal dos Filhos do Avô Contador de Histórias – 3.ª Página
Janeiro 3, 2009

Ouvi, há dias, a saudosa narrativa dos deliciosos rebuçados de meio tostão, que brilhavam como aguarelas ao meio-dia no modesto calçado da época, ansiosamente colocado à chaminé, que enchiam de alegria os corações dos nove irmãos e resplandeciam nos seus rostos nas manhãs frias do dia 25 de Dezembro – sensibilizou-me a ternura e a alegria transbordantes das suas palavras celebrando uma festa renovada!

O Meu Nome é…
Janeiro 1, 2009

PAZ!

Estou aqui, aí no teu coração, ali à tua volta, acolá percorrendo o mundo.

Se me conheces, sabes que em mim encontras a felicidade, bem-estar contigo, com os outros, com a vida!

Se andas à procura de uma amiga, dá-me a mão e caminharemos alegremente, espalhando sorrisos e olhares cúmplices, num discreto e doce cântico de Feliz Ano Novo!