Archive for Julho, 2013

Choro Perdido e Soluço Sentido
Julho 16, 2013

Mar de Luz, 2013

Não chores por quem te maltrata, porque te despojas de pérolas em vão!

Mas…

Soluça pela humanidade que sofre a solidão nos ardores da injustiça mergulhada no  mar da tristeza sem esperança!

Pedras e Beijos
Julho 16, 2013

Jardins do Mar, 2013

Não arremessas pedras a quem  te beija, nem batas com palavras a quem  chora e sorri por ti e contigo!

Sorrisos Floridos de Mel
Julho 14, 2013

Flores - Girassóis

Há dias em que os sorrisos explodem de alegria, salpicando-nos de mel:

– Um terno e prolongado abraço, saciando a nossa saudade!

– Um olhar orvalhado de saudosa emoção, tocando o nosso coração!

– Um  lindo sorriso de doce otimismo, regando a nossa paz!

E… umas “manitas” de pequenos meninos grandes acenando-nos!

As Estórias do Esu – O Primo Que Não Comia Peixe
Julho 14, 2013

Menino e o Mar by lusografias

O Esu tinha um primo, o Heralemão, que se apaixonara perdidamente pela linda lusitana Maju, a filha mais nova dos seus padrinhos  – e primos.

O jovem, que entregara o seu coração e a sua vida a Portugal, dominava a língua nacional, denotando, por vezes, com um ligeiro sotaque sonoro mais áspero, não se tinha deixado seduzir pelos sabores do peixe, facto que fez sorrir o Esu, dizendo-lhe:

– Não sabes o que perdes, mas… vou arranjar-te um peixinho que é uma beleza!

O Heralemão respondeu-lhe com um sorriso duvidoso, que a sua terna esposa apoiava.

Um dia, o Esu trouxe-lhe um belo cherne!

Mostrou-lho entusiasmado, aliciando-o com o sabor que ele apreciaria, mas o primo, que fugia do peixe,  não parecia convencido.

E… à hora do almoço, o cherne estava deitado numa travessa douradamente grelhado.

O Heralemão hesitou.

– É peixe fino! Do bom! Prova lá isso, se faz favor! – incentiva o Esu.

A primeira garfada,  a da prova, tinha a quantidade de peixe suficiente para uma criança!

A mastigação foi lenta.

O silêncio expectante pairava no ar.

Nova garfada, agora de gente grande!

– É bom! Venceu! Obrigado! – agradeceu o Heralemão.

Desde aquele dia, o Esu passou a trazer “peixe escolhido”, como ele próprio dizia, para  o primo, que se surpreendera e à família com o apreço pelo novo paladar!

Anteontem, a Maju recordava episódios das deliciosas e inesquecíveis férias e fins de semana passados na casa do Esu, salientando a revelação de que o marido só comia peixe apanhado pelo primo.

– O quê? O avô comia peixe?!… Não acredito! – comentou o neto mais velho.

Risada geral! O Heralemão sorria orgulhoso!

E a esposa continuava…

– Um dia, o primo e o avô entraram na taberna do seu amigo Ricio, conhecido pelas suas famosas caldeiras, e ele também comeu lulas recheadas!

E… o Heralemão reviveu o momento:

– O primo Esu tirou uma canivete de pescador da algibeira, abriu-o, limpou a folha às calças – imitou o gesto – , e começou a cortar as lulas finamente! E… fomos comendo!

A sala encheu-se de risos e gargalhadas!

E… o Heralemão prosseguiu…

– Um dia…

(continua)

A Voz das Pedras da Calçada
Julho 12, 2013

Pedras da Calçada

As pedras da calçada são História de braços cansados, de rostos suados, de vozes do povo, ecoando no silêncio perdido no tempo!

 

Fragrâncias do Amor
Julho 12, 2013

Rebentos de Primavera, 2013

Eduquem-se os pais e os filhos na alegria, no respeito e na liberdade partilhada, fragrâncias que só as flores do canteiro do puro, doce e verdadeiro amor exalam!

A Minha Aldeia – Os Beirais do Mar
Julho 12, 2013

Praia-Mar

Dos beirais do mar da minha aldeia vê-se a praia onde faltam os toldos e as barracas às riscas, os banheiros, homens da terra maduros, amigos do mar e conversadores, os bigodes pretos contrastando com a roupa e a touca branca do vendedor das bolachinhas americanas, os fatos de banho tapando grande parte dos corpos envergonhados da sua nudez, os apreciadores assobios dos rapazes às tímidas e atrevidas esculturas  femininas, despertando-lhes desejos, que lhes respondiam com risinhos discretos ou insinuantes, e segredinhos entre elas, a algazarra e o choro das crianças felizes e assustadas, os concursos de desenhos na areia, a festa do banho de 29 de agosto!

A praia da minha aldeia está isolada nos seus esparsos guarda-sóis, exceto quando as crianças se encontram nas férias ativas e uma associação se dedica a ensiná-las e aos adolescentes a nadar e a salvar vidas!

No pequeno muro da praia da minha aldeia, alguns idosos varrem o mar prisioneiro e a praia abandonada com os olhos húmidos de saudade! E… afastam-se chocados com o a falta de respeito pelo próprio corpo exposto no que se diz: preso por um fio, que nem se vê!

E… no seu: “Ele há coisas!”, um ou outro mais severo e indignado ainda  acrescenta:

– Vá lá! As mocinhas ainda tapam os peitos e as costas com uma blusinha! Mas… andam com o sim sr. ao léu! Que “desavergonhice”, sim sr.ª! Para que um homem estava guardado!

Filhos da Infância
Julho 9, 2013

Flores de Gente Grande-Pequena, 2013

De que serve trocar os calções de menino por umas calças de homem, os favos de mel do peitilho do vestido de menina pelo indiscreto decote de mulher, se continuarmos a ser filhos não emancipados da nossa infância?

Os Escravos Surdos
Julho 9, 2013

Poço, 2013

Os escravos de si próprios têm ouvidos moucos para os outros, e para o eco da sua solidão!

Crescer Connosco
Julho 9, 2013

Flores - Açúcenas, 2013

Crescemos à medida em que reconhecemos as nossas limitações, enfrentamos os nossos problemas, e  esforçamo-nos por melhorar.