Archive for Agosto, 2013

Palco com Espelhos e Postigo sem Vidros!
Agosto 27, 2013

Mar Dourado Cintilante, 2013

Para uns, reconhece-se o direito ao palco espelhado da fama onde chegam apoiados em reluzentes bengalas de ouro!

Para outros, deixa-se a oferta de uma  mola da roupa ao postigo sem vidros, para juntar as folhas soltas do seu diário!

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A Supremacia dos Senhores do Mundo
Agosto 27, 2013

Muralhas de Vasco da Gama, 2013jpg

Todos aplaudem a subida da escadaria do ensino e do sucesso pelos mais desfavorecidos socialmente, a maioria antevendo presunçosamente que não chegam ao primeiro patamar, mas… se os corajosos e inteligentes persistirem, e continuarem a vencer, os senhores do mundo empurrá-los-ão,  para que não os alcancem, e não se misturem as águas, que um dia a todos transformarão em cinzas!

Celebrar a Vida
Agosto 27, 2013

A Mesa do Mar, 2013

Celebrar a vida é pôr a mesa à abastança do amor, à imensidão da alegria e à multiplicação da partilha, pois não é o fausto respasto que faz a festa, mas as pessoas que formam o seu altar de  mãos entrelaçadas!

O Silêncio do Mestre!
Agosto 27, 2013

Mar Sereno, 2013

Guarda silêncio com quem se julga maior do que tu, porque não te escuta, ri-se do teu saber, e ainda te pode ofender!

Precisamos de Falar de Amor!
Agosto 27, 2013

Mar de Amor, 2013

Precisamos de falar de amor!

Do nosso amor multiplicado de inefáveis sorrisos!

Do amor das pequenas coisas, enchendo balões de alegria!

Do amor silencioso, cintilando no olhar com palavras de arco-íris!

Do amor invernoso, despertando as brasas adormecidas da fogueira!

Do amor tímido, rodopiando só e nu repassado de desejos ocultos!

Do amor doce, beijando as diferenças com insaciáveis lábios de mel!

Do amor em chama, queimando os nossos sentidos!

Precisamos de falar de amor!

Estórias de Meninos – O Prato Preferido do Cacinho
Agosto 23, 2013

Meninos by lusografias

O Cacinho corria para a cozinha, situada num  espaço próprio em fente à casa grande, sempre que o aroma do seu prato preferido lhe chegava ao apurado nariz.

A mãe pedia-lhe para tapar o tachão, e que aguardasse pelo regresso dos irmãos!

Às vezes, o Cacinho inventava a urgência de algumas tarefas, mas… só à hora da refeição lhe era permitido sentar-se à mesa primeiro do que os restantes membros da família, esperando impacientemente que a mãe o servisse.

O prato era simples, mas para ele um grande manjar, que a sua progenitora preparava com todo o carinho: arroz de batata, cortada miudinha, temperado com toucinho frito e linguiça, condimentos que ainda recheavam uma tentadora sandes de pão caseiro, desempenhando o papel de segundo prato.

O Cacinho tornou-se um exímio cozinheiro, mas ainda recorda o arroz de batata confecionado pela sua mãe, iguaria que nunca ninguém, nem os irmãos, eles e elas, nem ele próprio conseguiram imitar!

Enfim! Sabores de outros tempos temperados com a rendibilização de parcos recursos numa família numerosa, apurados com pitadas de imaginação,  e regadas de muito amor!

Pevides e Barbas
Agosto 23, 2013

Melancia, 2013jpg by lusografias

Uma melancia sem pevides é como um homem sem barbas!

O Trigo e a Praga
Agosto 18, 2013

Paisagem Protegida, 2013

A  amor é o trigo maduro, o grão que alimenta a felicidade!

A prepotência é a praga envenenada que devasta a seara!

A Minha Aldeia – O Macaquinho do Sr. Molusco
Agosto 18, 2013

A Minha Aldeia, 2014

O Sr. Molusco tinha uma macaquinho, que divertia toda a gente, principalmente os meninos e os homens, cuja agilidade me assustava, mas… eu tinha de passar ao estabelecimento do seu dono sem, contudo, olhar para o pequeno, mas “feroz” animal.

Fora da taberna, junto ao muro debruçado sobre o mar, o macaquinho permanecia preso a um bidão, por uma corrente unida a uma corda!

Um dia, o macaquinho começou a roer a corda e soltou-se! Saltou para o muro, mas… desequilibrou-se!

Toda a gente lamentava a queda de tamanha altura, antevendo que o bichinho não sobrevivera.

” – Ainda se fosse o borracho ferrado a dormir, que também caiu do muro abaixo, a quem Deus pôs a mão por baixo, safava-se! “- vaticinava uma vizinha do macaquinho!

Aproximaram-se muitas pessoas do muro! Não viam nada!

Mas… eis que o macaquinho, honrando a sua natureza, apareceu para alegria de todos,  com as mãos curvadas e ensanguentadas raspadas pela aspereza das pedras por onde teve de arrastar-se, trepando com dificuldade, corajosamente!

Tapete Florido
Agosto 18, 2013

Flores Caídas, 2013 by lusografias

Flores caídas nas malhas da calçada, mãos de vento impiedoso, pés indiferentes a gemidos com prantos rosa!