Archive for Outubro, 2016

Os Sapatos e os Passos
Outubro 28, 2016

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Não são os sapatos que definem, nem dirigem os teus passos, mas a inteligência da tua razão e o pulsar do teu coração!

A Ninita e a Didia – O Projeto
Outubro 28, 2016

Abraço Florido, 2015

A Ninita e a Didita continuam muito atarefadas com os seus estudos, dando voltas aos manuais escolares de trás para a frente e de frente para trás, trocando impressões, apostando na aprendizagem e nos resultados.

Quando fazem uma pausa para lanchar, atualmente dedicadas ao cacau dissolvido no leite bem quentinho, porque já se sente um friozinho, o sabor é mais intenso e a qualidade melhor para a saúde, dizem, se bem que a Ninita torne o seu paladar mais suave com um pouco de açúcar mascavado, trazem a querida Bibia à mesa, preocupadas com a sua gula e com o consequente excesso de peso.

Na última sessão de estudo, a Didia até sugeriu que passassem a lanchar no fim, para ganharem tempo e poderem fazer uma caminhada de, pelo menos, trinta minutos.

– Já pensaste se no verão nos apresentássemos à Bibia como umas tabuinhas rasas na zona abdominal?!… Acho que ela decidiria pôr a repetida bolonhesa e todas as massas de parte – adiantou a Didia, otimista.

A Ninita sorriu e respondeu:

– O pior é que ela não se importa! Talvez quando andar no sétimo… Mas vamos tentar!

Será que elas conseguem? Vamos esperar!

A Interação com o Mundo
Outubro 28, 2016

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A tua inteligência, a tua experiência e a tua capacidade de trabalho são instrumentos para serem utilizados no desenvolvimento, não para guardares inutilmente para ti, sem proveito, mas para interagires com o mundo com coragem, com determinação, com alento!

Estórias de Meninas – O Verão de Outros Tempos
Outubro 28, 2016

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Naquele tempo, não havia esta casinha, nem outras, na praia; só dois restaurantes a cheirar a sardinha, a carapau, a linguado, salmonete e a outros peixes grelhados, a caldeirada, a marisco; a barraquinha da bolachinha americana, e as dos banheiros, os senhores dos domínios da zona de banhos, devidamente delineada, que reservavam as barracas às pessoas mais abastadas, e abriam e fechavam, enrolavam e desenrolavam, objetivamente falando, os toldos para os clientes habituais e/ou os banhistas circunstanciais, zeladores do espaço, e que dispunham de serviços de primeiros socorros, muito procurados quando o peixe-aranha jogava “as garras” aos pés grandes, e pequeninos, na temível maré vazia.

Três jovens amigas, sem terem atingido ainda a maioridade, mas já trabalhadoras, duas em serviços públicos e uma modista, reservavam anualmente o 17P, um toldo às riscas cuja cor da sua preferência era o azul e branco.

O 17P, que graciosamente elas sussurravam entre si ser o toldo dos “17 parvos”, não por falta de inteligência dos seus utilizadores, mas por que todos os dias aquele era o números de jovens que alojava, rapazes e raparigas, bem dispostos, sem excessos, e todos eles se tornaram amigos do trio feminino, tendo mantido correspondência com alguns durante anos.

Já em relação às frequentadoras, suportavam pacientemente a presença de três “hóspedes” infiltradas, da terra, que nunca conquistaram a simpatia de ninguém, não obstante as suas investidas oportunistas quando os amigos alentejanos por ali poisavam com as suas mochilas, em agosto os de Évora, estudantes de ensino médio e superior, exceto o Zezinho, o mais novinho de todos nós, mas o único que tocou na mão de uma menina quase da sua idade como se ela fosse uma deusa do amor, e logo a largou, e em setembro os de Beja, trabalhadores na área de serviços, alguns de uma e outra cidade com os pais em toldos próximos, sempre interagindo gentilmente com as três simpáticas vizinhas do “condomínio” ao ar livre.

Os rapazes percorriam a praia, “dando banho” – assim se ouvia com um cantante sotaque legitimamente
alentejano -, lavavam as vistas com tantas meninas bonitas, nacionais e estrangeiras, faziam jogos entre si e com as amigas, contavam-lhes as aventuras do dia anterior, pós praia, divertiam-se desmesuradamente com o banho de 29 de agosto, eram todos muito felizes!

Reinava um clima de amizade, de alegria, de cumplicidade onde o respeito e a partilha eram mestres de uma orquestra em permamente sintonia!

Neste verão, reencontrei na nossa praia, passeando em sentido contrário, uma das amigas “fundadoras” do 17P, de cuja filha sou madrinha, curiosamente no local onde aquele se situava e, inevitavelmente, trouxemo-lo das nossas memórias e, num instante, enchemo-lo de puras risadas, revivendo aqueles anos, atualizando-nos uma à outra em relação aos ausentes, os amigos, se bem que um ou outro, menos próximos nos nossos anos verdes de alegria e de esperança, permanecessem com a mesma idade, por falta de contacto, como acontecia com aquele moçoilo mal-encarado que queria ser médico, porque: “Não é qualquer pessoa que manda num médico!”, dizia, o qual não chegou a atingir o estatuto de amigo, por ser de tão franzina mentalidade…

À mesa posta do mar da nossa juventude, vieram os aromas gastronómicos já mencionados, os jogos de praia: os concursos de esculturas na areia; o pau encebado; o citado e famoso banho, obrigatório e muito procurado, uma espécie de desfile carnavalesco, pela roupagem, entre outros; os “gasolina” a alta velocidade, os passeios ao pontal, mais procurados por namorados, estes inexistentes no 17P!…

Ainda deitámos um saudoso olhar à antiga Casa do Estudante, reportando-nos à demolição do espaço ali existente, com paredes de pedra, por jovens daquela casa, com sede em Beja, obra do Padre Fatela, e à sua reconstrução, e questionámo-nos sobre por onde andariam os então amigos e também educados na Fé, particularmente: o barbudo estudante de medicina e o amigo, que com ele escrevia na mesma carta-amiga e despedia-se da minha amiga com saudações em Cristo – um médico, o outro capelão, sabemos!

E… a que para nós sempre será a Casa do Estudante permanece resistente: à mudança da paisagem; ao vazio da praia; à algazarra adormecida das crianças e dos jovens, e intacta na sua robustez, tanto quanto as nossas memórias, permanecendo a firme guardiã da perene juventude de bons e velhos tempos, infinitamente apaixonada pelo mar, lamentando a mudança de tom da areia, que divertia os meninos molhados, rebolando-se para ficarem “croquetes”, respirando a doçura-salgada da saudade…

A Explosão do Coração
Outubro 27, 2016

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Finos são os imensos raios de sol que percorrem o frágil corpo, queimando-o quando a forte dor que consome o coração irrompe em explosão.

Renascer e Crescer
Outubro 27, 2016

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Muito tem que aprender: a pensar para não se enganar, a ponderar para não se precipitar, a calar para não julgar quem e o que não conhece, o que ouviu, mas não percebeu, o que imagina que aconteceu, para poder renascer e começar a crescer!

Sorriso do Dia – O Encontro com o Passado
Outubro 27, 2016

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O sorriso do dia é o encontro com aquele antigo amigo, colega, conhecido, que nos faz, ou a quem fazemos uma surpreendente festa por na nossa frente ter aparecido, ficando, normalmente, um dos interlocutores muito atrapalhado, inseguro, parado, surgindo no ar, de cada um por si, frases deste tipo:

– Quem é?!… – pergunta o desmemoriado ou despassarado, sussurrando, de sobrolho carregado!

– Não me conhece(s)?!… – responde o intrigado, ofendido, admirado!

Depois vêm as desculpas:

– Oh! Desculpe! Não Estou a ver quem é! Mas… a sua cara não me é estranha… – justifica-se o atrapalhado.

– Sou eu! O (a)… Não te lembras de mim?… Chamavas-me… (isto ou aquilo) – insiste a chocada resposta, espicaçando.

E…

Entre anos passados e pesos, rugas ou magreza acrescentados, eis que surgem os gentis:

– Estás na mesma!

Ou

– Estás tão bem (diferente), que nem te reconheci!

– Gosto tanto de ver-te!

– Também eu!

E… entre memórias e atualidades, dão-se beijos e abraços, fazem-se promessas de reencontros, mandam-se saudações para antigos conhecidos e para os mais jovens nunca vistos ou também eles já desconhecidos… sempre com sorrisos de saudade esquecida e esperança na hora renascida!…

As Cores do Mundo
Outubro 27, 2016

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O mundo a branco e preto é, para alguns, o dia e a noite, ou o bem e o mal, ou a pureza e o luto, mas o arco-íris da natureza é a delícia de qualquer olhar curioso, cobiçoso e estupefacto de um coração de criança saboreando com a imaginação os paladares, cada um com a sua cor, o seu perfume e o seu sabor, desafiando a sua atenção dentro de um imenso boião.

A Secreta Partilha
Outubro 27, 2016

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As dores que rasgavam o meu peito e as lágrimas que queimavam o meu rosto não eram minhas, mas tuas, porque a mão que da tua mão se desprendia, o amor que de ti se despedia, a tristeza que de luto te vestia eram uma sinfonia que escutava, que sentia e que contigo, sozinha, secreta e silenciosamente, vivia!

Aerograma N.º 25 – A Travessia Luminosa do Eterno Amor
Outubro 27, 2016

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Meu Amigo,

Nestes dias em que realizas mais um dos teus grandes sonhos, desta vez na nossa terra, não é a chuva que te molha, mas as amorosas e emocionadas lágrimas da tua mãe, acariciando-te orgulhosamente do Céu!

Nem os sorrisos são dos teus amigos, dos teus conhecidos, dos que te admiram, mas a luz dos olhos seus, beijando os teus, o menino que ela despiu radiosa de perene felicidade quando eras um bebé, para que eu conhecesse o amor da sua vida: “Tão perfeitinho e tão lindo”!

Nem os abraços que te acolhem, que te felicitam e que matam saudades são de quem tos dás, mas todos eles um único, luminoso e infinito abraço, que só o esplendoroso amor de uma mãe, da tua mãe, sabe e pode inconfundível e inefavelmente dar-to!

Abracinho, Maravilhoso Menino de Sua Mãe, que no-lo trouxe de presente! – um Muito Obrigada, minha querida, meu e de todos nós.