Archive for Setembro, 2009

Pura Inocência
Setembro 30, 2009

Flores da Estação, 2009.JPG

Uma menina fofinha, com bochechas de bebé, um vestidinho com joaninhas, o cabelo encaracolado e curto, com a franja presa com um pequeno travessão, pedia ajuda à mãe para sair do carro, dizendo-lhe:

“- Agora vou cair daqui!”

– Não vais não, vais saltar! – respondeu-lhe a mãe sorridente de confiança.

Feliz com o sucesso do seu salto, a menina abraçou as pernas da mãe, agradecida e feliz!

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O Poeta Azul – 7.ª página
Setembro 29, 2009

O poeta abriu a porta do armário da cozinha à procura de bolachas, para comer com a geleia que a tia Fernanda lhe oferecera no dia do seu aniversário. De repente, sentiu um cheirinho a comida acabada de preparar… Voltou-se e deparou-se com o seu ovo estrelado sobre a base do ferro de engomar, que o búzio empurrava, com cuidadosos sopros, para dentro de um prato e, no local da camarinha, encontrou um pãozinho fresco!.. Surpreendido e satisfeito, sorriu e deliciou-se com o irresistível manjar.

Depois sentou-se na sua cadeira de baloiço, fechou os olhos e na sua frente, estava a deusa Alva: lábios de mel, balbuciando poemas de amor, sorriso docemente devorador, olhos cintilantes, meigos e atrevidos, mãos estendidas de afagos, seara de cabelo ondulante, vestido laranja, sedutor, peito descoberto, tentador, encaminhando-se para ele…

Ergueu-se, ofegante! Estava só! Saiu de casa e caminhou ao longo da praia, entrelaçado no seu amor, de mão dada com as suas dúvidas, lutando contra a sua falta de coragem, pedindo ajuda ao mar!…

Uma criança fazia castelos de areia, olhava-o e sorria! Como ele queria ser pequenino e não ter medo de dizer “Sim!”…

Voltou para casa. Tremia. Era frio? Não! Vagueou pela sala ao som de uma melodia que nem sabia donde vinha… olhou para o lado e… era o sonho que o espreitava.

Pegou no bloco de notas, releu registos e, em cada um, surgia uma resposta que ele já sabia, que o seu coração ditara, que escrevera na sua mente, que sentira, mas que ainda não transmitira…
– Posso torná-lo realidade! – gritou com um sorriso vitorioso, enquanto se preparava para sair.

Atravessou os Penedos, largo sobranceiro ao mar, e chegou à Rua da Alegria. Parou junto à porta verde, o n.º 7. Hesitou, desejando e temendo que a Áurea espreitasse ao postigo e os seus trémulos e tímidos dedos bateram à porta do seu destino, enquanto sussurrava as palavras do poeta:

“É urgente amar, é urgente ser feliz, é urgente correr para ti!”

Os amigos do Poeta Azul estavam boquiabertos.

– Então, meus amigos, ficaram mudos? – perguntou o Zeca Pirolito.

– Que bonita história! Parecia que estava a sonhar ou no cinema, e a parte final deixou-me em pulgas – opinou o Francisco sabichão. Tenho a certeza que a malta pensa como eu. O Poeta Azul tem de contar-nos mais histórias, se faz favor!

– Apoiado! – responderam os restantes rapazes!

– Obrigado, meus amigos! São horas de irem para vossas casas. Voltem sempre e tenham coragem para dizerem “Sim!” ao que for melhor para as vossas vidas!

A Cultura do(a) Coitadinho(a)
Setembro 28, 2009

Flores à Beira da Porta Amarela, 2009.JPG

O vício mais deprimente do ser humano é tornar-se vítima de si próprio, assumindo os defeitos dos outros como seus, culpabilizando-se pelos erros que comentem, tornando-se escravo do trabalho, punindo-se sem respeito, nem compaixão.

“Compadris” em Lisboa
Setembro 28, 2009

Lisboa Cidade Varina, 2009

A prima “Delaida” foi a Lisboa com o marido, o “ti´” “Jaquim”, e no regresso narrou este episódio à “comadri” “Custóida”

– “Pôji éi verdadi, comadri, nã” se “podi andari de traqui” em Lisboa; aquilo é uma coisa por “demaji”.

Quando a gente se apeou da “carrêra”, tivemos que “apanhari” um “traqui” porque a “famila nã conheci a capitali”. “Entri” naquela geringonça com o “mê Jaquim” e ele deu o papelinho com o destino ao “chóferi” e este pediu-lhe para ele “fechari melhori” a porta – o “mê homi nã” o tinha “fêto” com medo de partir aquilo tudo.
“Nã queri vocemecêia veri que despôji do mê Jaquim teri” aberto a porta e feito trás!, já “´távamos” endividados com dois oiros e foi sempre a conta a “subiri” – “mali fêto, nã acha, “comadri”?

– “Pôji” claro, “comadri”! Tem toda a razão! Tal é essa “rôbalhêra!

Sonhos Perdidos
Setembro 28, 2009

A menina que vi crescer no ventre da sua mãe, que me sorria na sua cândida beleza e que sonhava ser médica, sempre que o irmão adoecia, é uma mulher-mãe com o mesmo cabelo longo, mas menos louro, preso atrás, fala alto, é permissiva com a filha, que agora não está a fazer quimioterapia, e acredita, com um sorriso trémulo e confiante, na sua cura e que um dia poderá realizar o seu sonho de ter um irmão ou uma irmã.

Abraços Amigos
Setembro 28, 2009

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Os eventos sociais, independentemente da sua natureza, estão recheados de presentes, mas os mais valiosos são indiscutivelmente os abraços dos verdadeiros amigos!

O Candidato
Setembro 28, 2009

Músculos Predilecta

09/09/27

O candidato treina na passadeira do ginásio a alta velocidade, preparando-se para a corrida aos votos que inicia amanhã – será que alcança os eleitores?

O Verdadeiro Sinal
Setembro 28, 2009

As Flores da Amizade, 2009.JPG

Uma pessoa não procura/contacta a outra por estar muito ocupada, mas por que não é sua amiga ou por que, não o sendo, já não precisa da sua ajuda – ou está convencida disso, caminhando sozinha entre a multidão.

A Estrela Desaparecida
Setembro 28, 2009

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Pode ser-se uma estrela em todos os palcos da vida, mas quando se sai abruptamente a meio de uma cena, o espectador, atónito e sensível, fica a assistir ao desaparecimento daquela personagem do seu coração e no longínquo e circunstancial encontro, vê-a, mas não a reconhece, nem a consegue aplaudir.

O Amigo Diálogo
Setembro 24, 2009

Gaivotas em Agosto, 2009.JPG

Está na hora de  o Homem adoptar o diálogo, enfrentar a realidade, quebrar barreiras, cultivar a comunicação, resolver situações!

Abraça as relações interpessoais, vive como um ser completo, porque a vida é hoje, é agora, e o que procuras estás dentro de ti!