Archive for Maio, 2016

Sorriso do Dia – A Poesia do Novo Dia
Maio 27, 2016

Dança de Ondas com Chorões, 2016

Escuta o canto do mar nos assobios do vento, percorre-o como um barco vencendo as ondas encrespadas, escreve a poesia que descobrires neste novo dia e pinta-a com muitos voos de sorrisos bordados de alegria ao som da dança da sua melodia.

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As Brincadeiras da Nita e do Nito – A Camarinha-Perolazinha e o Caroço-Belo Moço
Maio 27, 2016

A Janela da Muralha

A Nita estava meio amuada, sentada no frio degrau do castelo, suspirando, porque o Nito nunca mais chegava. Já tinha contado os barcos azuis e brancos baloiçando na baía, os bonés dos homens que estavam a conversar junto aos canhões, as canas de pesca espalhadas pela praia, e ia seguindo os passos do professor José Manuel, na esperança que ele içasse a linha e apanhasse um peixe…

E… o Nito que não aparecia!

Quando o amigo transpôs a porta do castelo, a Nita apertou os lábios para o seu satisfeito sorriso não se escapar, e logo que ele se aproximou, adiantou:

Nita – Bom Dia, alguém que não sei se existe!

Nito – Desculpe, a menina está a falar comigo?

Nita – Desculpe, o menino vê aqui mais alguém?

Nito – Pois! Mas… “Eu penso, logo existo”, e estou aqui! A menina não estaria a pensar noutra pessoa?

Nita – Não, Sr., menino! Cogitava e falava com esta pessoa, a sua, que, se fosse o Pessoa teria o gosto pela poesia e pela heteronomia, tudo na base da criação escrita, e… pensaria o mesmo sobre como expressar-se nas cartas de amor, “coisas de outros tempos”, falando à moda da minha terra onde tudo é fresco como o vento norte, e onde a luz do farol, que avisto da minha janela, passa com a manita por tudo o que a sua “vida” alcança!

Nito – Estou pasmo! E… a menina, que parece amiga de tal Pessoa, quem é?

Nita – O menino dá-me licença, antes que lhe responda?

Nito – Licença, menina? Faça favor!

Nita – Muito obrigada! O menino desculpe, mas… como ultimamente tenho sofrido de rouquidã, e só ontem é que a voz começou a limpar, tal e qual como o tempo…

Nito – Muito interessante, menina!

Nita – Ah, sim?!… Nunca ninguém me chamou interessante, mas… muito obrigada pela gentileza, menino! Como eu ia dizendo, a voz sai mais normalizada, mas troca as letras.

Nito – Não entendo, menina! Desculpe!

Nita – O menino já vai entender! Por exemplo, como sucedeu há pouco, saiu-me “vida” em vez de vista, e… isto pode mudar… a visão do farol.

Nito – Eu entendi o sentido, menina! Não se preocupe!

Nita – Muito bem! Ora vê como, afinal, o menino existe?!… Claro, porque pensa! Diz-lhe aqui a …

Nito – A… Qual é a sua graça, menina?

Nita – A Graça é a minha amiga; a Graça das Buganvílias; fez anos há poucos dias, mas… isso não interessa. Dizia-lhe eu, aqui presente, a… a Nela Camarinha, mais conhecida pela perolazinha!

Nito – Muito gosto, menina Nela Camarinha Perolazinha! É da família das camarinhas que namoram o mar até de olhos fechados? Eu sou o Nelo Caroço, mais conhecido pelo belo moço!

Nita – Muito gosto! Sou parente, sim, menino belo moço! Porque não vai admirar as camarinhas tão branquinhas, redondinhas, e prová-las?!… Olhe que algumas são azedinhas!

Nito – Gostaria muito, menina Camarinha, mas a vida não me deixa!

Nita – Como é que a vida não deixa algo a alguém que existe, menino Caroço belo moço?!… Há tantas camarinhas na Costa de Norte! E… a Alba, uma gaivota amiga, disse-me que elas choram, choram, choram, à noitinha! De manhã estão… encharcadinhas! Até a minha amiga fica com mais penas, mas no coração, com pena, claro!

Nito – Oh! Não me diga, menina Nela Camarinha?!… Coitadinhas das camarinhas-perolazinhas, suas parentinhas.

Nita – Coitadinhas, menino Nelo Caroço?!…

Nito – Sim, coitadinhas, menina Camarinha!

Nita – Mas, coitadinhas é uma palavra do coração, portanto o Nelo belo moço tem de ser de alguém: “Sinto, logo existo!”

Nito – E… sinto, Nela Camarinha! Mas, porquê tal desdita?

Nita – Cogitando… Nelo Caroço… quem sente com o coração também existe! Porque chama desdita ao: “Sinto, logo existo!” Desdita teria sido se o Gama tivesse levado umas ditas mouras encantadas pelos mares fora!

Nito – Ohhh! Não as levou??!… Li algures um episódio… Tenho de consultar a História.

Nita – Tem boas relações com a História, Nelo bom moço?

Nito – Sim! Leio, releio, comunico!

Nita – Ah! Então, é o: “Comunico, logo existo!”

Nito – Vou comunicando! E queria comunicar mais, mas são só sonhos, porque a vida não deixa!

Nita – A vida só não deixa a “alguém que não existe!” Reza a história popular que o Vasquinho, antes de partir para a Índia, pediu à Fada das Percebeiras para encantar as restantes mouritas, e deixá-las com as guardiãs da costa.

Nito – Oh! E… as mouritas ficaram encantadas em camarinhas tão redondinhas, tão branquinhas, tão gostosinhas?

Nita – Ó menino belo moço, está a revelar-se muito espertinho e… sensível!

Nito – E… sou espertinho e sensível, mas só com certas coisas, e quando a vida deixa, menina perolazinha!

Nita – Não são caraterísticas de “alguém que existe”, desculpar-se com: “Mas a vida não deixa!” Continuando… as mouritas eram às centenas em cada arbusto rasteiro, por isso a costa ficou cheia de camarinheiras. E… muitas multiplicaram-se ao luar!

Nito – Ohh! E… agora?!… Tenho um amigo, descendente do navegador, que talvez as possas desencantar, se a vida deixar.

Nita – Obrigada, mas reza a tal página da história que as camarinhas-mouritas estão à espera de …

Nito – Reza?!… Eu não sou dessas coisas!

Nita – Claro! “Mas é vida que não deixa”…

Nito – Pois! Está bem! Então, e o que reza a dita?

Nita – A dita reza que isso só será possível se um escolhido do povo vier munido de todas as armas, e ainda de equipamento manual.

Nito – Para quê, Nela Camarinha, se as camarinhas são meninas?!…

Nita – Hummm! Diria, menino belo moço, que é muito instruído sobre camarinhas-meninas!

Nito – Sê-lo-ia, “mas a vida não deixa!”

Nita – Claro, “(…)logo existo”. O equipamento manual é inofensivo: vestuário impermeável, calçado, chapéu de oleado, água e farnelito na mochila, um bloco, um lápis e um apara-lápis na algibeira, e muita imaginação!
Diz na mesma página que as sereias e as gaivotas já atapetaram algumas rochas para o receber…

Nito – Ah, Nela Camarinha como gostaria de me instalar nesse local, de sentir o vento e a chuva, o cheiro das ondas…

Nita – Então, Nelo Caroço, menino belo moço que: pensa, sente, comunica, lê, é espertinho e sensível, e sabe que as camarinhas são meninas, TU EXISTES!
Queres que isso aconteça?

Nito – Quero, Nela Camarinha perolazinha, “mas a vida não deixa!”

Nita – Deixa, sim! Um dia! Só um dia grande e único! Cogita, acredita e deixa que a vida aconteça!
Menino belo moço, muito obrigada! Afinal, TU EXISTES, mesmo! Toma um molhinho de camarinhas, mas… cuidadinho, porque podem ser mouritas encantadas e… darem-te dentadas!

Nito – Menina Perolazinha, dizes as coisas de um jeito! Gosto! É Bonito, Nita, minha amiga!

Nita – Muito Obrigada, Nito-amigo! Vem aqui ao pé de mim! Fecha os olhos, respira fundo, e sente a alegria deste sabor a maresia!

Sorriso do Dia – Um Abraço de… Bom Dia!
Maio 25, 2016

Estrelas no Mar, 2016

Deixa que o dia te abrace com fios dourados de alegria, e sente o calor do seu perfume!

Constrói pontes com as pedras soltas que encontrares no caminho, e engrandece o mundo!

Acaricia a vida com o olhar, e aperta-a com as tuas mãos ao som da música do teu coração!

Escuta os segredos dos pássaros a cantar, e dança com os teus sonhos até os concretizar!

Escreve na areia da praia molhada para que o mar te leia, e as estrelas te venham beijar!

E…

Sorri para o sorriso que chama por ti!

A Menina Azul – As Pessoas Simples… Já Sabias?
Maio 25, 2016

A Menina Azul

As pessoas simples como eu, e as sensíveis, e os poetas, e os meninos especiais, e as crianças aprenderam cedo a descobrir a beleza e o lado bom das pessoas, das coisas e da vida!
Há até quem diga que têm umas grandes lupas no coração com vista para o mundo inteiro – já sabias?

E… também é verdade que…

As pessoas simples e com coração de criança como eu trepam pelos joelhos da vida, e abrem as asas à imaginação, e gostam muito andar descalças em casa e na rua, de sentir a areia da praia e das dunas, e a dureza das rochas frias e a escaldar, e de verificar se os limos ainda escorregam… – já sabias?

E… também é verdade que…

As pessoas simples como eu ficam todas contentinhas quando lhes contem histórias: de príncipes e princesas, de mouras encantadas, de pontes com sonhos, de barcos a navegar, de memórias da escola, de animais amigos, de gente boa, e outras, todinhas, mas eu prefiro um contador homem, porque o meu avô era o rei das estórias de encantar, o melhor contador do mundo; consta que já andou por aí um fidalgo-contador, mas foi encantado pelo tempo, dizem as gaivotas… – já sabias?

E… também é verdade que…

As pessoas simples e com coração de criança como eu gostam dos outros tal e qual como são: inteligentes, trabalhadores e senhores, eles e elas, bués de bons, presentes perfeitinhos como nasceram, e… um poucachinho imperfeitinhos como a vida os moldou – já sabias?

É tudo muito simples, de uma pessoa simples, simplesmente – já sabias?

E Espontaneidade
Maio 25, 2016

O Meu Mar Atropelado, 2016

A espontaneidade…

É a dança de flores do campo, soltando pérolas orvalhadas de doce mar salgado!

É o voo de cavalo alado, descobrindo grutas recônditas no mundo das estátuas!

É o grito de liberdade, acariciando a vida com chilreios risonhos de crianças!

É o poema de sorrisos, subindo degraus de nuvens tecidos de estrelas acordadas!

É a sinfonia de alegria com carícias de vento nas vozes ondulantes dos búzios!

Vinte Anos!
Maio 25, 2016

Barco ao Largo, 2015

Vinte anos!

Vinte anos é a primavera da força de viver!
Vinte anos é o pulsar do coração a crescer!
Vinte anos é o calor do corpo a arder!
Vinte anos é a alegria de pegar num filho!
Vinte anos é a vontade de lutar e vencer!

Vinte anos!

Ah! Mais Vinte anos!

Vinte anos é o olhar no espelho do saber!
Vinte anos é a descoberta da alegria de viver!
Vinte anos é o sábio sabor da subida do suceso!
Vinte anos é o amadurecer da fruta revigorada!
Vinte anos é o dia que chega e que se abraça!

Vinte anos!

Ah! Caminho para mais Vinte anos!

Vinte anos é a lágrima vestindo-se de saudade!
Vinte anos é o voo com princesas nos braços!
Vinte anos é a continuação das viagens pelo mundo!
Vinte anos é o sabor da redescoberta reconquistada!
Vinte anos é o encontro e o reencontro com a vida!

Vinte anos!

Ah! Ainda vou precisar de mais vinte anos!

Vinte anos para… amar, sorrir, cantar!…

Na Sala de Aula com a Vitória e o Vivaço – O Reencontro da Bela Aavisah com o Cavaleiro Eurico, 2.ª Página
Maio 25, 2016

Contos de Criança

Vivaço – Minha doce Aavisah, porque tocais o meu rosto com as vossas sedosas e arrepiantes mãos?!… Parai, por favor!

A Vitória retirou as pontas dos dedos da cara do colega e afastou-se um pouco.

Vitória – Meu Garboso Cavaleiro, serenai! Estas minhas carícias são pó-de-arroz de cavalaria com mel de moirita, que vos transformarão num homem livre!

Vivaço – Livre, minha doce Aavisah?!… Mas… tenho muitas responsabilidades no reino!

O Vivaço, aproveitando-se da situação, segurara a mão da colega.

Vitória – Meu Galhardo Cavaleiro, largai a minha mão, por favor, assim, devagarinho, e escutai-me!

Vivaço – Perdoai-me, minha doce Aavisah! Refresquei o meu desejo, simplesmente! Estou atento às vossas palavras!

Vitória – Cavaleiro Eurico, olhai-vos ao espelho, por favor!

Vivaço – Eu, minha doce Aavisah?!… Mas… se vós sois tão bela, porque vou olhar para mim?!…

Vitória – Olhai-vos ao espelho comigo, por favor, Meu Galhardo Cavaleiro! Reparai! Tendes…

… a beleza do trigo a amadurecer no vosso rosto;

… a graça da brisa a esvoaçar no vosso olhar;

… a maré da inteligência a empreender nas vossas mãos;

… o mapa mundi para percorrer aos vossos pés;

… a mesa de iguarias para deliciar-vos à vossa frente ;

… a hora da escrita para reviver, imaginar, brincar, sempre;

… a biblioteca para aprender, cogitar e sonhar;

… a música do vosso peito, e a da natureza para escutar;

… a harmonia da vida a convidar-vos para ser feliz;

… a claridade da manhã a brilhar no vosso sorriso;

… um jardim de bem-me-te-queres para desfolhar;

… a mão das meninas para apertar;

… uma praia imensa para cavalgar!

E… tantas coisas que gostais de fazer e que vos dão prazer!

E… se a vossa generosidade estiver acima de tudo isso, guia-vos por pensamentos de amor!

Vivaço – Minha doce Aavisah, estou sensibilizado! Fá-lo-ei! Quero voltar à minha boa forma física, pôr a minha armadura com ligeireza, desembainhar a minha espada sempre que quiser, meter esporas ao cavalo a alta velocidade em todo o terreno e alcançar metas!

Vitória – Ide, ide, Meu Galhardo Cavaleiro Eurico! Não vos rendeis! Sois corajoso! Dai o vosso grito de liberdade! Começai a redigir os vossos direitos e afixai-os! Ide à luta! Reconquistai a vossa dinâmica, para estardes pronto para vencer todas as lutas!

Vivaço – Obrigado, minha doce Aavisah! Irei! E… espero-vos para o nosso passeio ao castelo de Sintra!

Vitória – Orgulho-me de vós, Meu Galhardo Cavaleiro! A vida é hoje e a premonição de serdes feliz só se concretiza se ouvirdes e cuidardes do vosso corpo!
E… lembrai-vos da felicidade que proporcionais aos outros!

A Vitória pôs-se de biquinho de pé e aproximou-se, hesitante…

Vivaço – Obrigado, minha doce Aavisah! Que fazeis?!…

Vitória – Beijo os vossos cabelos com carinho confiante, e seguro as vossas mãos com força, a vossa e a minha, Meu Galhardo Cavaleiro!

Vivaço – Mas… doce Aavisah, deixai-me…

A colega afastara-se, rosada, mas determinada na voz.

Vitória – Cavaleiro Eurico, deixo-vos esta missão especial: cuidai bem de vós! Honrai-a e a todos: presentes, saudosos e a vós mesmo!
Sabeis onde estou! Levantai os vossos olhos e ver-me-eis transformada numa estrela, sorrindo, cantando e dançando para vós, e brincando convosco, principalmente quando o céu estiver nublado! E… escrevei, escrevei sempre, porque respirais mais fundo!

Vivaço – Obrigado, minha doce Aavisah! Posso tocar no vosso rosto?

Vitória – Perfumemo-nos com uma breve carícia de Bom Dia, Meu Galhardo Cavaleiro!

Vivaço – E… com a sintonia de um sorriso, minha doce Aavisah! Até um dia!

Choveram aplausos na sala de aula!

A Vitória e o Vivaço agradeciam com vénias, ela muito corada, ele hilariante!

Professora – Parabéns, Vitória e Eugénio! Sugiro que comecem a compilar estes textos; talvez a encenadora do nosso teatro as leve ao palco, de preferência com os seus autores, depois de instruídos na arte de representar.
Futuramente, os alunos poderão apresentar trabalhos de grupo, como sucedeu hoje, à quarta-feira, integrando-os na última hora, os quais apreciarei e cotarei posteriormente como complemento às notas de aproveitamento obtidas nos testes.

Estórias de Meninas – A Alicinha, O Prémio do Dia
Maio 25, 2016

Flor de Aniversário, 2016

Era o dia do aniversário da Alicinha!

A mãe parou o carro perto de mim, festejando a data numa alegre e doce partilha!

A menina maravilha dormia na cadeirinha.

– Vamos às compras, filha! – sussurrou docemente a mãe.

A linda moreninha abriu os iluminados olhos castanhos, fixou-os nos meus, e sorriu.

Decorridos poucos instantes, estava junto de mim com o seu vestido de garridas aguarelas, com as suas sabrinas claras, com uma coroa-laço cor-de-rosa sobressaindo os seus cabelos lisos longos, acariciando-lhe o peito, de braços abertos, abraçando-me forte e repetidamente ligadas pela saudade e pelos afetos que criámos enquanto crescia no ventre materno, a acariciava, falava com ela, sorria e ria, antevendo que colheria as saudáveis lições que esvoaçavam inteligente, decidida e alegremente à volta do seu crescimento!…

Falei-lhe sobre o nosso especial conhecimento e contactos antes de ter nascido.

A maravilhosa Alicinha bebia o entusiasmo, o afeto e a alegria das minhas palavras com um interminável sorriso dos seus ávidos olhos com o seu coração pulsando nos seus risonhos lábios, donde brotaram estas cristalinas carícias expectantes de partilha:

” – Eu dava-te pontapés?!…”

Claro que me dava! Respondia-me na sua linguagem, expedita, feliz!

Tivemos de nos despedir apressadamente, porque o dia de festa assim o exigia, com saudações rápidas à irmã mais velha e à prima, alusões ao mano, que já lê histórias para ela ouvir!

E…

Voltámos a abraçarmo-nos espontânea, repetida e calorosamente, entre parabéns à aniversariante e à família, explosões de intermináveis sentimentos de vida venturosa, acenando, acenando, felizes e saudosas de um tempo vivido magicamente, de laços dourados que nos unia, e desta breve e intensa reunião, celebrando a sua vida com inefável carinho repassado de infinita alegria!

A Voz da Escrita
Maio 25, 2016

Primavera nas Descobertas, 2016

A voz da escrita

É música para todos os sentidos!

É canção ritmada com o coração!

É sinfonia a qualquer hora do dia!

É flauta de sorrisos de alegria!

É órgão de bailados com rodopios!

É melodia de encantar na voz do maestro!

A voz da escrita do coração

É palavra cintilante de ricos fios dourados, sorrindo para a vida!

É voo de sentimentos com asas da inteligência, tocando as estrelas!

É sorriso da manhã com mãos cheias de sol, espalhando a alegria!

É poesia do ser com verbos, espreguiçando-se no mar de sensações!

É presente de espontaneidade da natureza com abraços de girassol!

É olhar do coração no abecedário da primavera bordada de sentidos!

A Petrinha e o Pedrinho – Ouvir com Palmadas
Maio 25, 2016

Meninos no carrinho

– Ó Petrinha, acreditas que: “A criança só ouve com uma belas palmadas no rabo!” como diz a tia Miquelina?

– Achas, Pedrinho? As palmadas nem todos ouvem, sobretudo se a criança usar fraldas descartáveis, mas o choro ou a gritaria pode acordar a vizinhança.

– Concordo, Petrinha! As palmadas no rabo sentem-se, digo eu! E doem! Oh! Se doem e doem ainda mais onde não são diretamente dadas, aqui no peito, não achas?

– Acho, pois, Pedrinho! As palmadas no rabo podem ouvir-se, sentir-se e fazer doer, mas quem as recebe não escuta a razão, não entende a violenta e ensurdecedora agressão; apanha-as sem uso do conhecimento e ainda tem de (a)pagar os relampejos autoritários da mão pesada de gente pouco inteligente e sem coração com um superior sorriso de perdão!

– Petrinha, não seria melhor sentar a criança ao colo, como o avô quando nos conta histórias da carochinha, explicar-lhe, explicar-lhe sem se cansar de explicar como se tivesse a dar-lhe, pintarolas para provar com sorrisos e saborear com alegria?

– Boa, Petrinho! Toma nota, se faz favor, do que disseste para escrevermos uma sebenta de apontamentos para os pais de mão leve com queda pesada, que não ensina nada e ainda sai magoada!