Archive for the ‘Sorriso do Dia’ Category

Sorriso do Dia – O Valor das Pistas
Maio 19, 2019

Dá pistas a quem não sabe como, nem para onde caminhar, na certeza de que encontrar-se-á, se vencer o medo extasiado pelo misterioso perfume do mar!

Sorriso do Dia – Presentes
Abril 26, 2019

À porta do dia há olhos de mel nas palavras, respiração de flores de amendoeira esgueirando-se nos telhados, cintilações de água doce acordando a criancada, sorrisos à mesa posta de alegria com toalhas brancas bordadas de sonhos nos dedais das memórias, e beijos de vento na dança dos estendais, limpando lágrimas e apagando ais!

Sorriso do Dia – Olhar Transparente
Abril 17, 2019

Sorriso do dia é a memória transparente do teu olhar poisada na segura e protetora partilha de um selim acionado pela sintonia de um infinito amor, a lágrima distante da janela do adeus numa precária vidraça de saúde, a insaciável sede das palavras escritas, a melhor de todas as heranças de uma criança feito homem à sua semelhança, a dança interminável de uma onda acariciando-te de fortaleza e esperança, transformando as noites de tempestade na luz da aurora, anunciando-te doces dias de bonança!

Sorriso do Dia – Segredos do Instante
Março 9, 2019

Corre a vida aos solavancos, se não se parar para desdobrar o bem e vislumbrar a beleza, na transparente reflexão do olhar em que o sol semeia estrelas com beijos sobre o mar, e a pedra se deixa acariciar pela espuma das ondas e escuta o seu cantar!

Sorriso do Dia  – O Abraço da Madrugada
Março 1, 2019

Um lençol de tule musicado envolve-me e atrasa os meus passos miudinhos, pisando o silêncio para beber as notas da sinfonia da madrugada:

– o pássaro risonho e gentil, que vem dar-me os bons-dias à minha janela, e o coro alvoraçado da sua orquestra, oculto na folhagem como uma criança tímida agarrada à saia da mãe, espreitando e sorrindo, desvendando-me desconcertantes refrões;

– o galo distante, o majestoso tenor do seu reino de penas, respondendo ao seu amigo Fiel, esperando, impaciente, pelos próximos desafios da desgarrada;

– as gaivotas robustas e atrevidas, namoriscando nos telhados baixos, e as solitárias exibindo as brancas ancas nas suas danças, e voos planados com rimas dos seus bicos a saltar;

– a voz do mar, ao fundo, sempre a acenar-me, a chamar-me, a convidar-me para as suas festas, rebolando-se na extensa areia, tocando nas guitarras das rochas com cordas de espuma;

– o abraço intenso e doce deste aveludado despertar, contemplando a ténue luz que cresce para o dia, o rosto sorridente da vida desenhado nas paredes brancas com flores renascidas nas sombras, a alegria de ser peregrina de tudo e de nada, e de aqui estar: a desfrutar, a partilhar, a amar, imensamente grata: por ser, por sentir, por existir!

Sorriso do Dia – A Magia da Voz
Fevereiro 27, 2019

A voz da rádio emana a magia de quem tudo diz à espera que alguém sorria!

Sorriso do Dia – A Poesia 
Fevereiro 25, 2019

O horizonte da poesia é o infinito abraço ao mundo no baloiço vivo da alegria, soletrando sorrisos nas sílabas, gotejando leques de espuma no dia-a-dia!

Sorriso do Dia – Os Teus Olhos de Luz
Fevereiro 22, 2019

Os teus olhos de luz desafiam os rochedos e respondem aos fantasmas que se assustam com os seus medos!

Sorriso do Dia – Pétalas Avermelhadas
Fevereiro 12, 2019

As pétalas do teu rosto avermelhadas são maçãs envergonhadas com sorrisos de criança lambuzadas!

Sorriso do Dia – O Silêncio
Fevereiro 4, 2019

Mar silencioso e quietinho tapadinho com um cobertor cinzentinho, novelo de nuvens em gotículas enroladinho, dormindo um belo soninho!

Nem o galo acordou, nem o cão se espreguiçou, nem um carro pegou, nem um fato de macaco o frio matinal atravessou, nem uma mochila se aconchegou nas costas de qualquer menino ou menina!

Até a lambreta de um vizinho num cantinho do parque de estacionamento acomodada com uma capa impermeável muito bem agasalhada, com gorro e um bom espaço para as orelhas, que escondem os seus olhos-espelhos, ora caídas, porque o vento foi dar uma volta por outras bandas, se encontra num profundo sono sem mexer nada, talvez com sonhos azuis na sua cor alojada, depois de uma tempestade em que ficou a tremer, destapada!

Mas…

Já sorri o baço sol, espreguiçando os seus finos fios de cabelo alourado sobre os telhados sem gatos deitados!