Archive for Abril, 2014

Maria Lisboa à Janela
Abril 27, 2014

Varanda de Lisboa, 2014

Vem à janela a Maria Lisboa mostrar ao mundo o coração alfacinha de lenço à cabeça!

 

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As Diferenças dos Sentidos
Abril 27, 2014

Arco de Lisboa, 2014

A diferença dos sentidos como os olhos que se cruzam são únicos, portanto não há melhor, nem pior, nem lindo, nem feio, mas… belezas e essências diferenciadas, simplesmente!

Onda do Destino
Abril 27, 2014

Mar Florido 2014

 

Sê livre como a flor do chorão!

Baila como a guardiã da costa!

Navega como o mar, quer faça sol, quer faça chuva, quer a maré seja quietude, quer esteja alvoraçada…

E… conhece o brilho do sol, o piscar de olhos de ouro do teto azul, o  banho do terno luar…

Sê onda do teu destino!

Histórias de Fantoches – A Gabriela, 4.ª Página
Abril 27, 2014

A Gabriela

– O meu pai usa uma boina na faina, mas quando saímos prefere o chapéu ou leva os cabelos, que são lindos, à mostra!

Eu ponho sempre o meu chapéu quando brinco na rua, e quando estou na praia ou vou à piscina com a minha tia Bia.

Quando o Rafael era bebé, a minha mãe explicou-me que, até que ele fizesse um ano, só podíamos estar pouco tempo na praia ou na piscina, e que ele tinha de permanecer abrigado à sombra do chapéu-de-sol, e nunca às horas de maior calor, das 12h às 16h, tal como ela fizera comigo.

Quando ele já andava, continuava a usar chapéu, mas a minha mãe tinha sempre bonés suplentes, porque ele divertia-se a atirar o que tinha na cabeça para dentro de água. Também lhe vestia camisa de algodão, e brincávamos com ele de um lado para o outro, para não ficar todo vermelho, nem doente.

A minha mãe põe-nos protetor solar antes de irmos para a praia, porque deve ser aplicado meia hora antes de nos expormos ao sol, e também enquanto brincamos e, sobretudo, depois do banho, nos: lábios, nariz, maçãs do rosto e ombros – há crianças que têm camadas de creme; parecem uns palhacinhos, mas estão felizes e protegidos.

Também me ensinou que temos de aplicar o protetor quando o céu está nublado, porque as radiações atravessam as nuvens, e ainda quando ficarmos debaixo do guarda-sol, por causa dos raios solares, que são muito travessos e atravessam-no, fazendo mal à nossa saúde.

Bela, como é que os teus pais fazem contigo, e com os teus irmãos?

–  Fazem como os teus: ensinam-nos! E a minha mãe também anda sempre atrás de nós para bebermos água, enquanto estamos na praia ou na piscina.

– Já pensaste que, se um dia eu for jardineira, trabalho ao ar livre, e tenho de pôr protetor todos os dias? E vou comprar um chapéu de palha enorme para proteger o a minha cabeça e o meu rosto.

O meu tio Acácio, que é pescado, e tem a pele muito branca e macia, aplica um creme protector que o médico lhe receitou, antes de ir para a pesca, para evitar as queimaduras solares. E usa sempre um boné.

Se calhar o Sr. Jacinto, que é agricultor, e vende legumes e fruta na praça, não põe protetor, por isso, no verão tem sempre a cara e os braços vermelhos como os tomates que tem na banca.

– Gabriela, e o Quim Zé, que é pedreiro, e traz sempre uma boina na cabeça? Será que ele põe creme protetor quando está a trabalhar ao ar livre? Eu já o vi com uma blusa de alças e parecia que tinha umas mangas castanhas até ao meio dos braços, e um babete da mesma cor.

– Bela, conheces alguém que precise dos nossos conselhos sobre a proteção solar?

(continua)

Sinais de Cura
Abril 27, 2014

Hortênsias Brancas, Lx 2014

A criança que já bate no irmão, que parte o prato ou  que atira um brinquedo para o chão.

O idoso que já se levanta, que se arranja, e que sacia o seu apetite.

O  jovem que já ouve música, que quer sair, e que reclama os seus direitos.

O adulto que já pega num livro, que lhe apetece trabalhar, e que já refila.

Todos dão sonoros sinais de cura, com certeza!

A Prisão dos Afetos
Abril 27, 2014

Escadas da Praia, 2014jpg

Sinto-me prisioneira na minha pequena aldeia, acorrentada a perenes afetos, que pela sua debilidade temporal não me permitem pegar na minha barquinha e fazer-me ao largo!

A Força do Sonho de Tule Dourado
Abril 26, 2014

O Sonho de Tule

A bailarina do sonho de tule dourado acordou num dia nublado, em que soube que a sua doença quase esquecida tinha acordado!

Colheu uma lágrima, cortou o cabelo, começou uma nova dança…

E… de biquinhos de pé rodopiará, de braços levantados olhará para cima e para a frente, e de sorriso no seu doce e lindo rosto vencerá!

Gente Boa da Minha Aldeia – A Despedida da D. Anabel
Abril 26, 2014

Quilha de Barco-reflexos, 2012

É dolorosa, mas curta a despedida de alguém tão grande como a D. Anabel, que há muito abandonara o mundo com a mudez dos seus lábios, dando voz aos seus olhos, chorara o silêncio da árvore debruçada sobre a sua janela onde os pássaros que conhecia um a um já não poisavam, apagara o perfume do seu calor, que enchia a sua salinha salpicada de lavores tecidos pelas suas hábeis mãos, mergulhara na tristeza, que acompanhou o seu marido quando a vida lho roubou para sempre!

Já não sorrirá ao receber os beijos da minha mãe para a “menina Anabel”, nem contará histórias que viveu e conheceu, nem desfolhará o seu enorme livro cultural, nem  voltará à pastelaria onde os amigos se perderam no tempo, nem calará a sua dor pela sua ausência para tomarem um chá na sua casa, porque não conseguiam subir a escada em caracol, nem sentirá a falta da afilhada e dos sobrinhos, todos seus filhos de coração, nem será acarinhada pela fiel e  sempre presente Mari, que  sorria quando lhe dizia doce e sinceramente, que gostava muita “da minha quida” com estas palavras:

“- Criei uma grande estima pela D. Anabel!”

A minha amiga partiu sem nos despedirmos, sozinha na solidão a que foi votada, sem  lágrimas, incógnita!

Mas… deixou-me um universo de arco-íris de recordações desde a sereia que mergulhava como ninguém, e que insistia para que a seguisse, dando-me instruções, à esposa dedicada ao “seu menino” durante cinquenta anos, passando pela mulher inteligente que afirmava:

” – Sem objetivos não há rumo!”

E… uma arca: de lições, de  memórias, de tesouros de amizade, que depositava em cada pétala de margarida que lhe estendia, de  lencinhos bordados de emoções, de serenos e discretos sorrisos!

A minha querida amiga Anabel não partiu, libertou-se!

Viver a Liberdade com a Pagizinha
Abril 25, 2014

A Pagizinha

A Pagizinha surgiu na minha frente, saindo principescamente do elevador acompanhada pela mãe.

Na cabeça trazia o brilho azul e rosa dos seus dois ganchos, que lhe dera a avó, participou-me vivamente, tocando-lhes!

Iam passear, certamente aceitando o convite do risonho sol!

Decorrido algum tempo, a sua mãe, movida por um carinhoso impulso, partilhava comigo por mensagem:

” – Estar no parque com a Pagizinha, deixando os pensamentos voarem, isto também é LIBERDADE!”

Sorri alegre e grata!

Respondo à minha amiga:

– Minhas queridas, vivam a liberdade da grandiosidade do amor!

Quando Eu For Grande – Décimo Quinto Desejo
Abril 25, 2014

Menina Grande

Quando eu for grande, quero ser uma flor poisada nos vidros da tua janela para… poder namorar-te a toda a hora, e perfurmar-te com beijos.