Archive for Abril, 2009

O Verdadeiro Amigo
Abril 26, 2009

O verdadeiro amigo é quem sente a tua dor sem que te manifestes, quem fala contigo sem que a tua boca se abra, quem te ouve sem que te julgue, quem te ajuda sem que esperes, quem te compreende sem que esteja de acordo, quem te desculpa sem que lhe peças, quem chora por ti sem estar contigo.

O verdadeiro amigo é um amor-perfeito plantado no teu coração, a cor que as nuvens não ocultam, a simplicidade que as convenções não derrubam, a discrição que as pressões não alteram, a presença que alegra todas as estações, a resistência que vence as intempéries – Obrigada, Amigo (a)!

Anúncios

Sons Vazios
Abril 26, 2009

Dedo no Ar

Não dês ouvidos aos imbecis e, sobretudo, não reproduzas as suas falsas palavras e pseudodecisões, por mais convincentes que te pareçam, porque, enfatuados, os cobardes são impostores disfarçados, oportunistas natos, que não merecem qualquer crédito.

O Poeta Azul – 4.ª página
Abril 16, 2009

Decorridas poucas horas, os passarinhos saudaram a aurora, o sol sorriu-lhe, as árvores espreguiçaram-se, as estrelas adormeceram, as crianças esfregaram os olhos, os pobres recolheram as mantas de cartão e a gaivota assobiou ao poeta.

Sentindo-se flutuar envolto num arco-íris estrelado e inspirando aromas embriagadores, o poeta alongou preguiçosamente o corpo, ergueu-se lentamente, ziguezagueou pelo quarto de mãos na cabeça, questionando-se:

“ – Sou eu? Estou sozinho em casa? Já acordei? Sonhei?!…”

Mas não encontrou respostas.

Aproximou-se da janela e vislumbrou a elevação de uma onda branca com traços de mulher, que lhe sorria; na areia, pegadas delicadas tinham escrito: “Bom dia!”

De olhos envernizado, o poeta pestanejou, incrédulo.

Os lábios da magnífica mulher desenhavam palavras indecifráveis no ar e a sua mão acenou-lhe.

Apercebendo-se de que retribuía a despedida, afastou-se da janela e justificou-se:

“- Coisas de poeta!”

(continua)

Passos Falsos
Abril 15, 2009

Mocho Sábio

Quem muda de passo sem saber andar e quer dar passos maiores do que as pernas, fá-lo em falso, tropeça e enrola-se nos seus próprios pés.

O Poeta Azul – 3.ª página
Abril 15, 2009

Naquela noite, a deusa Alva entrou pela janela, que o poeta deixava entreaberta para respirar a brisa marinha e deixar-se embalar pelas ondas que se espreguiçavam na praia.

O corpo nu do poeta saboreava a tranquilidade de uns lençóis cor de neve e as suas pálpebras cerradas escondiam os seus olhos celestiais.

A deusa Alva aproximou-se e regou calorosamente o seu príncipe de beijos, inundou-o de carícias, mergulhou-o nas ondas do prazer e deixou a sua mente deambular na barcaça dos sonhos.

Depois pegou no búzio que a olhava espantado da mesinha-de-cabeceira, ouviu as ondas longínquas e encheu-o de poemas de amor, que se soltavam das pérolas do cinto mágico que trazia à cintura, ao sabor de leves movimentos, e aromatizavam o ar.

Antes de desaparecer, olhou para trás, estendeu as suas mãos multifloridas e perfumadas, deixou-as dançar, tocarem nos cabelos tentadores e perderem-se no corpo do poeta, tirou uma flauta do peito, tocou uma melodia de amor e deixou-o mergulhado na sua doce essência.

(continua)

O Poeta Azul – 2.ª página
Abril 14, 2009

– Ora sejam bem-vindos, meus amigos! Já pensava que não iriam aparecer! Como vai a vidinha lá pela escola? – saudou o Zeca Pirolito.

– Do melhor, Poeta Azul! Até já aprendemos umas coisinhas da História de Portugal. A Sr.ª Professora falou sobre o regicídio, mas aquilo não me pareceu muito digno de um pais de poetas! – respondeu o Francisco sabichão.

– Tens razão, Francisco. O homem tem de aprender a controlar a raiva que vai no seu coração e a substituir a violência pela inteligência – adiantou o Zeca Pirolito.

– A mim é que eles não enfiam o barrete com certas histórias – adiantou o Manuel.

– O Poeta Azul tem toda a razão, acho eu, que sou um matulão, mas só bato em alguém para dar o troco, porque me lembro sempre das suas palavras: “A pancadaria não leva a lado nenhum”, mas, às vezes, a gente tem de desenrascar-se – salientou o Rui.

– Então e tu, António, o que é que trazes hoje nas algibeiras? – perguntou o Zé Pirolito.

– Umas pevidinhas, Poeta Azul. Quer? – respondeu o António levando a mão ao bolso.

– Não, obrigado! Oferece aos teus amigos – agradeceu o poeta.

– Ó Poeta Azul, vai contar-nos o que aconteceu naquela noite ao poeta e à deusa, como prometeu no outro dia? – inquiriu o João.

– Vamos a isso, meus rapazes, porque sou um homem de palavra.

(continua)

Perdão
Abril 11, 2009

Compadece-te da ignorância de quem injustamente te difama, não te arrependas do bem que lhe fizeste e prossegue o teu caminho em paz.

Caridade e Prudência
Abril 11, 2009

Pratica o bem e ajuda quem precisa, de coração aberto, mas age inteligente e prudentemente, porque não conheces os seus objectivos e, se não forem atingidos, terás encontrado um inimigo.

Cobardia
Abril 11, 2009

Coração de Amor-Perfeito

Não negues a responsabilidade dos teus actos, nem acuses quem te ajudou pelo teu insucesso.

Inteligência
Abril 11, 2009

Amor-Perfeito

Só quem (re)conhece as suas limitações e diferencia o sonho da realidade encontrará o seu caminho.