Archive for the ‘Coisas e Loisas’ Category

As Faces da Insónia
Setembro 21, 2019

Insónia gemendo dores do coração!

Insónia saudosa da perdida nação!

Insónia faminta, pedindo pão!

Insónia rugosa de solidão!

Insónia carente de perdão!

A Partida
Setembro 21, 2019

Parte-se abrupta ou serenamente sem adeus, na adormecida dor!

Parte-se todos os dias com os silenciosas soluços do amor!

Parte-se sem saber onde se está, sem tempestade, nem horror! 

Parte-se vestido de solidão numa vivência sem cor, nem calor!

Parte-se, festejando a libertação, seguindo o caminho maior!

O Caminho
Setembro 21, 2019

Não importa se houve desvios no imaginado e desejado caminho, se foi falta de oportunidade, de determinação, de sorte ou… obra do destino,  mas assumir a realidade sem qualquer culpabilidade, valorizar e reconhecer sem lamentação o que digna e dedicadamente se concretiza com a conjugação da razão e do coração!

A Tempestade do Corpo
Setembro 21, 2019

A agitação da emoção enfraquece a árvore do corpo, arranca-lhe as flores do coração, despenteia-lhe as folhas da mente com a inquietação, fragiliza-lhe os troncos, atirando impiedosamente alguns para o chão, tira-lhe a respiração, enquanto estende a mão de seiva às frias gotas de chuva insufladas de vento, subindo no céu da esperança num colorido balão!

Trabalhar e Receber 
Setembro 16, 2019

Muitos são os que trabalham, trabalham, trabalham, e… poucos os que tão cansados do pesado labor têm forças para olhar, para contar e para recontar, sem chorar, sem se lamentar e sem se revoltar, pelo tão pouco que injustamente ganham!

Apontar o Dedo sem Razão 
Setembro 16, 2019

Aponta o folgado dedo culpas aos saudosos e laboriosos familiares apanhados de inesperada e absurda surpresa, sem puderem interromper o que tinham entre mãos, desperdiçando-se um importante momento de usufruto da desejada celebração da festa da vida com abraços, beijos e risadas de crianças, sorrindo uns para os outros com palavras tecidas no coração!

A Madrugada Marinha 
Setembro 7, 2019

Rugia o mar furioso, quando ainda não era dia!

Enrolava-se nas furiosas ondas, atirando-se na areia da enorme praia vazia, e… gemia!…

Queixava-se da poluição que o seu universo destruía, e da revolução que não se fazia!…

Zangava-se com o homem, que os seus erros não reconhecia, não assumia, nem corrigia!

E…

Deitava espuma pela boca, enquanto o farol lhe acenava, e… ele, de olhar nublado de dor, nem via! 

O Bosque da Solidão
Agosto 15, 2019

Ser cidadão é lutar dignamente pelo pão, soprar brisas e despertar realidades, ser pássaro na crescente árvore da sociedade, e mar sem levantar ondas que assustem os inocentes, que arrastem os campos, e que destruam a sua própria cidade, tornando-se um caminhante na escuridão do bosque da solidão!

A Clara Magia
Julho 25, 2019

Desnudava-se o dia na clara magia do grito da criança que naquela madrugada na sua casa nascia.

E…

Entre choros e lágrimas toda a emocionada família se abraçava, e sorria! Sorria! Sorria!

E…

Para ela uma constelação cheia de sabedoria umas asas com olho vivo construía!

A Perigosa Curiosidade
Julho 25, 2019

A excessiva curiosidade e o chorrilho de perguntas escusado cansam o interlocutor, e nunca produzem bom resultado, pois sente-se traído na invasão da sua privacidade, afasta-se amargurado e, culpabilizando-se ou não da sua fragilidade, ficará sempre desconfiado da perseguidora sombra, olhando para trás e para o lado, sem reparar nas pegadas sob os olhos do sol no chão desenhadas!