Archive for Junho, 2019

O Tirano Ramo Verde
Junho 28, 2019

A tirania do ramo verde é a noite anunciada com uivos de loba enfurecida num acampamento desordenado, humilhando o simples com raios de relâmpago para si voltados, esfregando os próprios olhos encandeados!

A Disciplina
Junho 28, 2019

A disciplina é a arte: de aprender, de saber escolher, de vencer na vida!

A Orfandade dos Pais
Junho 28, 2019

Sofre de orfandade, quem, na dissolução de uma relação, fica privado do convívio diário com o(s) descendente(s), árvore nua, de pernadas cortadas, exposta à aridez em que nem o sol, nem a chuva lhe restituirão a primavera florida!

A Aliança
Junho 28, 2019

A aliança é uma pérola florindo na concha do teu coração, sol de verão ofuscando o metal que ostentas no tua mão!

A Permissão
Junho 28, 2019

A persistente permissão é perigosa espuma derretendo-se na tua mão, conduzindo-te de encontro à proibição escondida nas pedras caídas no chão!

A Meninice e a Velhice
Junho 28, 2019

Na meninice e na velhice tecem-se teias de quem dá os primeiros passos: cai -se e levanta-se, abrem-se os braços e equilibram-se as pernas, respira-se o vento e sobe-se às nuvens, dão-se dentadas num limão e fazem-se caretas, e ri-se com o coração.

A Memória das Cicatrizes
Junho 28, 2019

A memória das cicatrizes é a pegada deixada na escarpa da vitória alcançada!

Ser ou não Ser Sábio 
Junho 19, 2019

O sábio sacia-se serenamente das cintilantes gotas da humildade, e o ignorante ri-se do que ouve, não percebe e não sabe.

A Natureza
Junho 17, 2019

A transparência da natureza é o sopro de vida onde nada transpõe a sua força, nem iguala a sua beleza!

Quando Eu For Grande – Octogésimo Desejo
Junho 17, 2019

Quando eu for grande, quero ser o olhar de esperança no rosto triste de cada criança!

Quando eu for grande, quero ser o colar de camarinhas abraçando de doce maresia os delicados pescoços de meninas!

Quando eu for grande, quero ser o pião a rodar na pequena mão com a vibração do pueril coração!

Quando eu for grande, quero ser o sonho acordado ao teu peito encostado a contemplar o céu da palpitação do teu coração!

Quando eu for grande, quero ser o silêncio amadurecido beijando palavras contigo à sombra do canto de um pinheiro amigo!