Archive for Maio, 2015

Sorriso do Dia – O Hino
Maio 31, 2015

Mar Crispado, 2015

O mar e o rosto crispados são vagas ondulações na imensidão do poderoso oceano e na grandeza do homem bom.

Alterados num momento, ambos elevam a voz, trepam as rochas, vencem os ventos!…

E…

Serenam como lagos transparentes, beijando as suas margens floridas!…

E… como doces crianças espraiam-se no mundo, brincam com papagaios de papel, lápis de cor, flores do meio-dia!…

E…

Correm…

E…

Saltam…

E…

Dançam…

E…

Param…

E…

Abraçam a vida, e as pessoas, ao som das doces, tranquilas e alegres melodias das caixinhas de música que guardam lá no fundo, partilhando a verdadeira abundância do seu ser!

E …

De manhãzinha, alguém sorria!

Sorria, e estendia-lhes flores perfumadas de todas as cores cantando-lhe hinos de: Bom Dia!

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O Barco de Papel – 21.ª Página
Maio 31, 2015

O Barco de Papel

Foi a vez de São Tomé e Príncipe, e Lá No Água Grande, soou da voz de Alda do Espírito Santo:

“(…) As crianças brincam e a água canta.

Brincam na água felizes…

Velam no capim lá na hora do regresso para a roça.”;

 

Apresentou-se Moçambique com o tambor do José Craveirinha:

“(…) Ó velho Deus dos homens

deixa-me ser tambor

só tambor!”

 

Aproximou-se Guiné-Bissau, revendo a infância com António Baticã Ferreira:

“(…) Revejo a minha infância,

Toda cheia de alegrias: eu corria pelo mato,

Espiava os animais selvagens.,

Sem medo (…)”

 

Canta Cabo Verde, a mãe negra com o seu filho Aguinaldo Fonseca:

“Mãe Negra embala o filho

(…) canta, canta para o céu

Tão estrelado e festivo.“

 

Soa Timor com o Menino Jesus de mão dada com Jorge Barros Duarte:

“Menino de Timor, estás triste’!…

(…) Menino Jesus, dá-me alegria!… (…)”

Ao entardecer, os frutos, os animais e os homens regressaram, satisfeitos, para os seus barcos, mas prometeram reencontrarem-se.

(continua)

A Voz do Choro
Maio 31, 2015

Caminhos no Areal, 2015

Chora-se de felicidade!

Chora-se de terna emoção!

Chora-se de libertação!

Chora-se de saudade!

Chora-se de dor!

Chora-se de amor!

Chora-se de compaixão!

Chora-se de solidão!

E…

Chora-se de adeus ao sonho do coração!

Segue os teus Sentidos…
Maio 29, 2015

Gaivotas na Ribeira

Se…

O teu olhar ensina, olha!

Se…

A tua boca esclarece, fala!

Se…

O teu silêncio tem voz, ouve-o!

Se…

A tua cara é um livro, abre-o!

Se…

O teu riso incentiva, solta-o!

Se…

A tua estratégia é produtiva, avança!

Se…

O teu objetivo é a conquista, luta!

Se…

A tua meta é voar, abre as tuas asas!

O Poema Inacabado
Maio 29, 2015

S. Torpes Multicolorida

Todos os dias, escrevo um verso no poema inacabado da praia da minha vida!

Sinto o fluir: da letra que gatinha; da palavra que nasce; da sílaba que canta ritmada de mar forte e sereno; da frase exata de um singular: Olá!; da concordância de Bom Dia com um parágrafo sorridente de alegria!

Caminho firmemente, e sigo a aventura com o meu poema saltando da minha mão para a tua, dando cambalhotas na rua de dia, à noite e à sombra da lua!

Na minha prazenteira ânsia de escrever, decoro o verso, dou sentido ao poema nu, entrelaçando-o na hera do pensamento indisciplinado de ciência!

Pego na (,) e nada é arbitrário, pelo contrário, cada um no seu lugar: delimito os períodos, as proposições, destaco o vocativo no tratamento pessoal!

Junto-lhe o ponto, e nasce o sorridente (;),  mais duradoiro na pausa, e permissivo na sucessão de histórias coloridas de memórias com jogos de sim e não!

Pego nos (:) e  deixo saltar os meus impulsos, justifico as minhas decisões, pego na liberdade dos sentidos, e  passo para o verso seguinte!

Dou-lhe entoação com a essência do (!): admiração, surpresa, espanto! – “Oh! Que Lindo! Oh! Que encanto! Ah! Que poema!

Questiono, cogito com o (?) e se quiser, ponho-o de cabeça para baixo, para dar “que pensar”. – O que te posso dizer? Vamos dançar com o rumor do mar?”

Deito três pontos na horizontal, e deixo suspensas as (…) para quem quiser completar, “adivinhar”  – O amor é respirar…

Falta o (.), mas só vou usá-lo na preleção de um discurso, e em pequenas paragens para beber nas fontes da vida, e retomar a viagem com letra grande e voz serena!

Todos os dias, enriqueço o poema inacabado da praia da minha vida com a luz da madrugada, brotando no meu peito: flores, arbustos e árvores, que rego com a seiva do meu ser!

Sair da Casa do Ser
Maio 29, 2015

Voos no Mundo, 2014

Saio da casa do ser!

Saio e sinto-me solta no saltitar dos sapatos sensíveis que trazia quando cheguei ao mundo, e fui inefavelmente abraçada pelo amoroso calor e pelo  interminável sorriso da minha mãe!

Saio e sinto-me protegida pelas estrelas cintilantes, algumas ausentes, bafejando-me saudosas, que se escondem graciosas quando as procuro no azul celestial, e pulsam no meu peito!

Saio e sinto-me outra pessoa, o meu outro eu, a  criança que esteve sempre dentro de mim, o mar impetuoso, trepando pelas falésias, o vaivém ondulante na fantasia do que não acontecia, a traineira satisfeita com a pescaria, a gaivota anunciadora de alegria!

Saio e sinto-me a haste revigorada, o ânimo renascido, o olhar rejuvenescido, emergindo das vicissitudes, o vento incentivador, a onda persistente,  lutadora e vencedora!

Saio e sinto-me a tremer, a lacrimejar, sem ninguém ver,  a sorrir no constante anelo da festa da vida, enriquecido nesta viagem, deixando mensagens nas pegadas, guardando sentimentos e memórias no malão do meu coração!

SAIO, SINTO, SORRIO, SOU EU, SIM!

Os Pés do Tempo
Maio 29, 2015

Os Pés dp Tempo, 2015

Olho para os meus pés, e sorrio!

Sorrio, sim!

Sorrio-lhes com carinho pelo fiel companheirismo nesta longa caminhada!

Sorrio, sim!

Sorrio-lhes com gratidão pela sua resistente sensibilidade a todo o terreno!

Sorrio, sim!

Sorrio-lhes com alegria pela disponibilidade permanente!

Sorrio, sim!

Sorrio-lhes com reconhecimento por me fazerem todas as vontades, e levarem-me aonde eu quero!

Sorrio, sim!

Sorrio-lhes com grata liberdade, retribuindo a que me concedem para além das suas dores, libertando-se delas para livremente cumprirmos as nossos objetivos!

E…

Dando-lhe a liberdade de se espreguiçarem, de caminharem nus e livres sorrio-lhes com as minhas mãos quando para, os poupo às agruras, e os visto e protejo, dizendo-lhes:

– Obrigado, amigos, por poder contar sempre convosco!

E eles sorriem, mexem os dedinhos e respondem-me:

– Vamos, Amigo!

E…

Olhando em frente, caminho como sou e sei, reconhecendo-me no tamanho e na firmeza dos meus passos!

Sorriso do Dia – Acordar na Primavera
Maio 29, 2015

Sol Nascente na Palmeira

A madrugada acordou o sol com carícias orvalhadas de perfume de rosas e palavras sussurrantes!

O sol sorriu com os seus raios, espreguiçando-se como uma flor a abrir as suas pétalas para o simpático jardineiro!

O simpático jardineiro tirou o chapéu da cabeça, cumprimentou o dia, olhou para o relógio da torre, e chamou a gaivota que dormia!

A gaivota acordou, desatou os laços das asas, assobiou, descoordenada e resmungona, ziguezagueou, e voou atraída pela mansidão do mar!

O mar bateu palmas, chamou as sereias para pentearem os poetas com pentes azuis, bordarem o manto da lua com saudades do dia, cantarem na praia!

A praia dançou com a areia, preparou um banquete de recordações num barco a flutuar no tapete estrelado da baía com doces de maresia e beijinhos-de-céu!

O céu azul chamou as aves, montou a orquestra e ensaiou os cânticos de amor com notas de alegria para dizer ao mundo: Olá, Bom Dia! E… sorria, sorria!

E…

Uma menina sonhava acordada à sua janela, e contemplava, e aplaudia a festa da primavera com rumores de mar na concha que guardava na sua mão, e com espigas douradas crescendo nas transparente e esvoaçante alegria do seu coração!…

Histórias de Fantoches – Um Dia com o João, 1.ª Página
Maio 25, 2015

O Fantoche João

 

Caros Leitores,

Esta história, e outras, de fantoches, como A Gabriela, A Margarida, O Professor, A História da Avozinha e As Recordações do Sr. José que alguns de vós tiveram oportunidade de ler n´As Estórias da Carochinha, nasceu de um projeto de uma amiga, que construiu as personagens com papel, vestiu-as e adorno-as, deu-me dicas para o tipo de narrativa, interativa e didática, e objetivo temático pretendido.

Partilho convosco a narrativa d´Um Dia com o João, atualizada, aumentada e mellhorada, adequada a este contexto.

Trata-se de uma história simples direcionada para crianças, que espero adoce o gosto de todas as idades!

Muito obrigada pela vossa visita!

Maria do Mar

 

Os pais do João moravam no norte de Portugal. Viviam da agricultura, mas os filhos estavam a crescer e eles queriam proporcionar-lhes uma vida melhor, por isso, um dia mudaram-se com os seus três rapazes e as duas raparigas para uma vila situada no litoral alentejano.

O Sr. Francisco, assim se chamava o pai dos meninos, arranjou trabalho na estação ferroviária, e a família passou a viver numa casa da empresa, baixinha e pequenina, caiada de branco com barrinhas azuis, mas com um quintalinho onde as crianças podiam brincar.

O João e os seus dois irmãos mais velhos gostavam muito de entrar e de sair das carruagens, de fingir que eram maquinistas ou passageiros e, por vezes, quando não havia comboios na estação, faziam corridas nas linhas para ver quem chegava mais depressa a uma meta que eles designavam, saltando de uma madeira para a outra, sem porem os pés nas pedras que ficavam entre elas, dizendo que iam subir as “escadas” da estação.

A mãe dos meninos, a D. Luzia, uma senhora alta e forte, ao contrário do marido, que era baixo e franzino, estava quase sempre a ralhar-lhes:

– António, Carlos, João, venham cá! Onde é que se meteram, que estou a chamar-vos há mais de um quarto de hora e vocês não respondiam, nem apareciam?!…

– Ó mãe, estávamos ali a subir as escadas do caminho-de-ferro – respondeu o filho mais velho, o António.

– Quais escadas, quais escadas, se aqui não há degraus? – continuou a mãe toda rabugenta.

– Há sim! A mãe é que não sabe ver! – disse baixinho o menino mais pequeno, o João.

(continua)

O Verdadeiro Amor
Maio 24, 2015

Candeeiro-laranja

O verdadeiro amor não morre; adormece despido de sonhos no regaço do tempo .