Archive for Janeiro, 2018

A Alegria do Amor
Janeiro 31, 2018

O verdadeiro amor providencia a alegria ao som da harpa dos sentidos na sorridente dança das marés, baloiçando os cascos dos barcos brancos nos flutuantes dedos azuis da baía bordada de sol, enquanto a tímida lua dormia!

O Arco-Íris da Amizade
Janeiro 31, 2018

A memória da amizade é um arco-íris atravessando a neblina das janelas fechadas da cidade em busca do sol nascente da felicidade.

O Porquê e a Chuva de Perguntas
Janeiro 31, 2018

A idade do porquê fora do tempo é sinal de parco desenvolvimento, e o insistente chorrilho de curiosas perguntas sem fundamento revelador de um desrespeitoso atrevimento, afastando ambos a possibilidade de um saudável relacionamento!

A Música das Carícias
Janeiro 19, 2018

A orquestra da maré e o canto da gaivota são pétalas de sol e de vento, fazendo-nos carícias e trazendo-nos alento.

A Pobreza Escondida
Janeiro 19, 2018

No quotidiano, na diversidade e na vicissitude, todos somos, de algum modo, “pedintes”:

– pedimos um copo de água, um café, um sumo, ou outra bebida;

– pedimos para nos passarem o pão, a manteiga, o doce, a salada;

– pedimos licença;

– pedimos desculpa;

– pedimos autorização;

– pedimos trabalho e uma oportunidade;

– pedimos férias e folgas;

– pedimos para entrar, sair e sentarmos-nos;

– pedimos certificados e documentos de identificação;

– pedimos presentes de aniversários, de Natal e de outros eventos, alguns cujos resultados são da nossa obrigação;

– pedimos para ficar sós, chorar, protestar;

– pedimos justificação e justiça;

– pedidos direitos pessoais e deveres aos demais;

– pedimos ajuda e perdão;

– pedimos beijos, abraços e atenção…

Mas…

No meio de tantos pedidos e tão ansiosa satisfação, aqueles que não se reconhecem na humana dimensão, não se dão, não abrem o coração, nem estendem a mão aos afetos e ao mundo que os cerca são, sem dúvida, os mais pobres!…

O Canto do Sorriso
Janeiro 19, 2018

O sorriso é um botão, abrindo-se no jardim entreaberto da vidraça do coração num instante de luz, ondulando-se na secreta e profunda carícia de uma canção.

Lufadas de Vento e Tormento
Janeiro 17, 2018

Há lufadas de vento, que fazem sorrir e dão alento, até abrirem fossos nos ziguezagues do tempo e, cortando as asas ao delicioso canto da primavera, se tornarem um tormento, soltando-se pérolas no ar, sem encontrarem alimento!…

O Amigo Tejadilho
Janeiro 17, 2018

O tejadilho é um grande amigo do homem, não só por desempenhar o papel de “burrinho de carga” para transportar todo o tipo de tralha para diversas atividades, mas… porque tudo aguenta…

O tejadilho é um grande amigo do homem quando anda alegremente a desafiar o sol para a conversa e… acontecem “coisas” nos locais de abastecimento de combustível…

O tejadilho é um grande amigo do homem, e um excelente equilibrista, pois consegue andar uns quilómetros, dentro de uma localidade, portanto a pouco velocidade, sentindo-se um rei, não só de barriga cheia, mas com uma coroa muito original: um alguidar azul, com peixe prateado, fresquinho, acabado de ser “pescado” no mercado…

O tejadilho é um grande amigo do homem, porque na sua animação alguém se lembrou do peixinho para o almoço, antes de ficar assado, sem ter sido salgado…

O tejadilho é um grande amigo do homem distraído, que paga a conta ao mecânico, “guarda” a carteira dos documentos sobre a sua ampla superfície e… arranca, dando pela sua falta quando não a encontra, e… não liquida o combustível, arrebita os bigodes e vai a correr aos bancos cancelar os cartões…

O tejadilho é um grande amigo do homem quando, não conseguindo agarrar a carteira, a atira para a berma da estrada, acenando a um motorista com cara de boa pessoa, e que acorre a socorrê-la, entregando-a a quem de direito…

O tejadilho é um grande amigo do homem, e também um seguro e confortável colchão, pois aquele senhor ainda dorme, desde 2010, ao som das marés e ao sabor da brisa marinha, ficando à espera do festival anual, com direito a ressonar, sem nunca o ter sido atirado ao chão…

A Sucessiva Contradição
Janeiro 17, 2018

A sucessiva contradição é sinal de desarrumação… como uma casa com gavetas e prateleiras vazias e tudo despejado no chão no meio de um turbilhão…

O Fado e a Poesia
Janeiro 17, 2018

O fado transborda sentimentos, não necessariamente dor, tal como a poesia, cantando o que vai na alma do poeta com arco-íris de pedras preciosas cintilando de alegria como um farol que à noite a costa alumia, e o pescador guia.