Archive for Abril, 2016

A Prudência na Confiança
Abril 30, 2016

Redes da Ribeira, 2010

Na escada de corda da confiança, à medida que sobes mais preso ficas à tirania de quem se convence que te iça, ignorando que o esforço e a vitória são méritos teus, dignos de respeito! – sê prudente e fica de atalaia!

Sorriso do Dia – O Beijo da Manhã
Abril 30, 2016

A Praia Descalça, 2010

O doce sabor da maré é a música do coração num dia de verão, é uma ondinha a bater palmas de espuma com magia, é o gatinhar das palavras na construção do conto do dia, é o despontar da delicia inefável de cada sorriso, é o beijo da manhã lambuzando a tua vida de alegria!

Meu Portugal!
Abril 30, 2016

A Cor de Portugal, 2010

Meu Portugal,

Minha fonte onde o sol brilha e me acaricia com mãos de veludo!

Meu jardim florido de mar com estrelas sempre a brilhar!

Meu tesouro habitado de memórias na bandeira içada por heróis!

Minha seara ao vento no meio de ervas daninhas e papoilas dançantes!

Meu pão de esperança entre pinheiro, baloiçando com as ondas da praia!

Meu construtor de naus, e de navegadores plantando palmeiras gigantes!

Minha baía com cantos de gaivotas e ziguezagues gritantes de alegria!

– Acordai! Erguei-vos! Nasceu o novo dia vestido de esperança prometida!

Os Pés na Praia da Vida
Abril 30, 2016

Manto Branco de S. Torpes, 2016

Cogito se será melhor comprar um par de sapatos para dançar com a vida ou se preferirei a liberdade de andar descalça?!…

Claro que o pé ao léu tem muitas vantagens de contacto com o terreno: ao de leve, aos saltinhos, bater o pé, anda de bico de pé, não arradar pé!…

Mas…

E… alguns grandes, pesados ou bicudos sapatos ou botas me pisam?!… Nunca fiando, por isso, pé ligeiro!

Já o pé no sapato, protege do frio e da chuva, mas… aquece, e pode apertar o peito – do pé – e gastar a sola!

Mas…

Também permite… dar massagens, pisadelas, distraídas, se não acertar, por exemplo, o passo de dança, ou propositadas, de chamada de atenção ou de estilo palmadinhas, ou sapateado, para seduzir, encantar, comandar!…

Posto o pé à vontade, ou calçado, estaria pronta para abrir o baile com a minha dança e o par adequado à circunstância!

E…

Responderia a um convite de cortesia perfumado de maresia:

– A menina dança?!…

E… retorquiria, trémula:

– Sou a flor dourada da manhã!

– Conheço-a, menina, a do pé levezinho! Não tenha medo! Eu não a piso! Dê só um passinho, e estenda o seu bracinho – responder-me-ia o rapazinho muito espertinho!

– Estendo o bracinho?!… Para quê?!… – perguntaria, surpreendida e decidida. Não se incomode!

E…

Ele, envergonhado, retirar-se-ia!

Descalça, rodopiando, eu cantaria:

Como é linda a música do mar!
E… os sorrisos a brilhar!
E… o pé nu e livre a dançar!

As Mãos Puras das Crianças
Abril 30, 2016

A Primavera do Pátio, 2016

As mãos puras das crianças são nascentes de flores a cantar baixinho todas as emoções dos seus corações!

As mãos puras das crianças são danças malabaristas de papagaios de papel em volta das torres de Babel!

As mãos puras das crianças são rodas de bagos de romã, abraçando cada manhã com frescura de hortelã!

As mãos puras das crianças são castelos de algodão doce e sorrisos de alegria no mundo da fantasia!

As mãos puras das crianças são néctares de amor, lufadas de vento primaveril nos invernos de dor!

Na Sala de Aula com a Vitória e o Vivaço – A Joana Brincalhona e o João Sabichão, 3.ª Página
Abril 30, 2016

Contos de Criança

Joana Brincalhona – No mar, estava… um barquinho todo branquinho!

João Sabichão – É normal!

Joana Brincalhona – Sim, menino racional! Mas, uma nuvem afastou-se, e… o barquinho e o mar estavam a brilhar!

João Sabichão – É normal! As nuvens não são estáticas, menina brincalhona!

João Sabichão – Já sabia, João sabichão! As nuvens, se foram da cor da neve, parecem claras em castelos com princesas, príncipes, mouritas, animais e tudo a passear no céu!

João Sabichãol – Muito bem, Joana da imaginação! E?!..

Joana Brincalhona – E…

João Sabichão – Ainda se fossem os pássaros azúis, sempre a música era outra!
Eu sou descendente de músicos e de peritos em manejo de armas.
Enfrento tudo!
Luto pelo que devo e acredito!
Venço!

Joana Brincalhona – Que “trabalhêra”, João Sabichão! É por isso que andas com um ar tão cansado!

João Sabichão – Impressão tua! Coisas de menina! Faço tudo como se lhe estivesse a escrever-lhes longas cartas, ou melhor, um livro, mas com desenhos dos passos do menino e com pegadas do homem que me tornei!

Joana Brincalhona – Que modesto, João Sabichão!

João Sabichão – Obrigado, justa Joana! Ainda bem que reconheces!

Joana Brincalhona – Pois eu, João Sabichão, no dia em que eu nasci, já era muito amada! E… ao contrário do poeta, perante a pergunta:
– Tens muito que fazer?!…

João Sabichão – Com a tua licença, Joana brincalhona, e sem conhecer o tal sujeito, nem o que terá dito, respondo-te:
– Tenho imenso que fazer! Nem poderei estar muito mais tempo aqui a conversar! Combinei coisas com pessoas giras, e… ainda tenho de ir aprender muitas coisas com a Sr.ª Professora. Quero sair dessa terra um verdadeiro sabichão com tudo na ponta da língua!

Joana Brincalhona – Eu, Joana Justina, responderia ao distinto sujeito, o grande poeta e professor Sebastião da Gama, não o que ele disse:

“- Não! Tenho muito que amar!”

Mas:
– Sim! Mas tenho muito mais que amar!
Deixo o caminho gasto onde nascem pedras! Não, não vou por ali!

João Sabichão – Espera aí, Joana espertinho! Então essa conversa não é do outro poeta e professor, o Régio?!…
Também aqui o João sabichão, irmão gémeo do Eugénio Vivaço, recomeço sem angústia e sem pressa! E… sou homem sinalizado pela obrigação de: crescer sempre, viver com o pulsar do mar no meu peito, oferecer pétalas sorridentes das flores dos valados a todas as saias…

Joana Brincalhona – Muito bem, João sabichão! Mas eu, Joana Brincalhona irmã gémea, mas não igualzinha à Vitorinha, que é mais… estudos, bebo o orvalho da manhã pelo cálice da felicidade, saúdo a vida com um sorrisos salpicados de melodias de alegria…

João Sabichão – Ó Joaninha engraçadinha, estou pasmo! Mas…

Joana Brincalhona – Desculpa, Joãozinho pasmadinho, mas agora não posso. Olha!

João Sabichão – Estou a olhar, e… nem te digo o que vejo mesmo ali à minha frente…

Joana Brincalhona– Pois! Pois! Tens muito que fazer, já sei! Mas, primeiro, olha para o que te vou dizer:
Era a manhã!
Era o dia que nascia!
Era o teu rosto que sorria!
Era o teu ombro que mexia!
Era a tua caneta que escrevia!
Era eu sem saber o que fazia!
Eras tu à espera do Bom Dia!

João Sabichão – Ah! Ah! Ah! Aonde é que vais com tantos era, e um eras?!… Não tínhamos ficado no… “E…”?!…

Joana Brincalhona – Não vou! Estou a ouvir telefonia na minha imaginação, e a cantarolar uma espécie de poesia!

João Sabichão – Bem me parecia, Joana espertinha! E… naquele dia?!…

Joana Brincalhona – E… naquele dia, as nuvens depositaram um balão muito branquinho e gorduchinho…

João Sabichão – Ó Joana brincalhona, tens a certeza de que era um balão muito branquinho e gorduchinho, e não uma bola de futebol no bico de uma águia?!…

Joana Brincalhona – Tenho, João sabichão! Era mais parecido com o palhacinho do Carnaval da terra dos Caramujos!…

Os oradores fizeram uma pausa e entreolharam-se, sorrindo, e uma explosão de palmas encheu a sala!

Professora – Muito bem, Vitória e Eugénio! Parabéns!

O Vogar da Barquinha no Reencontro do Ser
Abril 30, 2016

A Arte no Painel do Dia, 2016

Abre o teu coração ao verão da vida, desafia o vento enrolado nos rochedos, reencontra-te na plenitude da doce ternura do teu ser, do teu sentir, da tua coragem na autenticidade do fazer.

E…

Na liberdade da tua pura essência, olha e abraça o mundo, na certeza de que a idade não se esconde da pueril criança que habita em ti, nem teme o seu tamanho de gente grande!

E…

Se ouvires o cantar sintonizado de uma musa, pega no refrão que ela deixar cair na tua mão, e… teçam um céu estrelado de histórias de amor com inefáveis sorrisos na dança das ondas, deixando rastos de luz desenhados no vogar das asas da vossa barquinha!

Sorriso do Dia – Entrar na Dança da Vida
Abril 30, 2016

Descobrir a Magia do Dia, 2010

Dança com as flores das nascentes do teu coração!

Dança com as sinfonias saltitantes dos pássaros azuis!

Dança com as melodias perfumadas de mar turquesa!

Dança com as pegadas das criança nas dunas brancas!

Dança com as mãos da manhã dourada nos pinheiros!

Dança com as asas do vento no arco-íris do mundo!

Dança com as aguarelas da alegria beijando o dia!

A Hipocrisia do Indigno Sujeito
Abril 30, 2016

A Luz das Ondas do Norte, 2016

Não acredito!

Não acredito no que dizes!

Não acredito no que fazes ao cumprimentar alguém com um cínico gesto e um subtil sorriso, engando-o com a máscara de bem-parecer, insultando-o em sussurro e ao seu surdo ouvido, para que ainda te faça uma vénia e te fique agradecido!

Os Óculos da Vida
Abril 30, 2016

Expandir o Olhar, 2010

Os óculos que usas são preciosos para melhorar a tua visão do mundo material, mas as lentes de que precisas para a vida, e para te humanizar, são de aumentar: o amor, o perdão, a inteligência emocional!