Archive for Fevereiro, 2016

Sorriso do Dia – Sou Feliz!
Fevereiro 29, 2016

A Lembrança das Águas, 2013

A manhã é uma menina muito pequenina com um grande vestido de chita estampada de histórias sedosas, sarapintado de alegria saltitante nos dedos do sol e nos bancos das nuvens, e que usa um chapeuzinho azul com estrelas por dentro, escondendo-lhe o rosto com meigos sorrisos, chamando por ti, estendendo-te as suas manitas de mar turquesa, aspergindo-te de constantes e cintilantes cristais do inequívoco e inefável desejo do seu coraçanito de criança, repetindo:

– Feliz! Sou Feliz! Sou Feliz! – diz!

O Sorriso do Amor
Fevereiro 29, 2016

Memórias Cintilantes, 2103

Se um dia leres o que te escrevi, e te emocionares, sorri, sorri! Sorri para o amor que sempre sorriu, e sorri para ti!

Gente Boa da Minha Aldeia – O Portão Aberto
Fevereiro 29, 2016

Quilha de Barco-reflexos, 2012

Despedida do mês de Fevereiro!

Domingo, de manhãzinha!

Vento violento, frio, humedecendo a atmosfera de rouca maresia, vinda da Costa de Norte!

Uma voz de pescador apressado, soprando de uma camisola de xadrez mesclada de azuis, com um boné de pala cinzenta debruçada sobre os olhos fundos, assobiou de uns dentes alvos e sorridentes, empurrando o vento:

– Deixaram a porta do quintal aberta! Deixaram a porta do quintal aberta!

Sorri, concordando com a cabeça a esta simpática e inédita saudação de Bom Dia, e prossegui em sentido contrário, ajudada pelo amigo vento a acelerar o passo para chegar a horas a um compromisso!

O Olhar das Boas Pessoas
Fevereiro 28, 2016

Reflexos do Sol, 2013

As pessoas vêem-nos com os olhos do coração, por isso, cara amiga, as que nos tratam bem, não é por que, como afirmas: “Acham que temos caras de boas pessoas”, mas por que elas são boas pessoas, refletindo o seu ser em nós!

Queimadura na Alma
Fevereiro 28, 2016

O Reflexo da Dor, 2013

O lume da tua dor é queimadura incessante na profundeza da minha alma!

Sorriso do Dia – Manhã de Olhar Nublado
Fevereiro 28, 2016

Dia Turquesa, 2013

Na manhã de olhar nublado, traça imagens de mel silencioso na brisa de sabor a sal, beijando os rostos das criança com doces flautas de maresia e cantos de sereias floridos de sorrisos!

Na manhã de olhar nublado, chama as horas vividas nas constelações do amor, o deleite dos sabores da fruta madura e da água fresca nos teus lábios, e escreve poemas com sucos borbulhando na imaginação das sílabas dos sentidos!…

Na manhã de olhar nublado, sente a força das ondas brancas, desprendendo-se dos braços do mar turquesa, bailando para ti com véus rendilhados de carícias, abraçando os teus segredos com olhos de mar vitorioso, abrindo caminhos na tua imensa praia com audaciosas guardiãs da costa com olhos de arco-íris e vestidos de esperança, a imponência do rei dos mares entregando-te o foral das praias dos Buizinhos Falantes, dos Caramujinhos Felizes e do Felizardo Alegrete, a gentileza da rainha, oferecendo o raiar das manhãs e o sol poente com noites estreladas das heroinas marinhas, uma cana da Índia com um aparo, um rolo de papel de areia fina e livros cativos do teu coração!…

As Brincadeiras da Nita e do Nito – O Rei Leão, 2.ª Página
Fevereiro 20, 2016

A Janela da Muralha

– Nito, mas… deixa-me ser agora eu, sim? – pediu a Nita, prosseguindo o seu discurso.
O Rei Leão, que era vermelho e tinha olhos e voos de águia, e que gostava e conhecia tanto de bibliotecas, não tinha boas relações com o Dicionário de Sinónimos da Língua Portuguesa.
Ele bem lia e relia, de frente para trás e de trás para a frente, e… cogitava, mas… coitado! Não entendia nada!… E desculpa-se com a editora, que era… do “Porto”!

Soletrava a espontaneidade, e… saltava-se-lhe a impulsividade, e… confundia quase tudo:
– Alerta com ambulância;
– Conselho com comando;
– Conversação com ordenação;
– Necessidade com apetite;
– Preocupação com pieguice;
– Solidariedade com ditadura;
– Sugestão com decisão.

– Nita espertinha, é a minha vez! – reclamou o Nito.
Mas… quando via uma criança a chorar, porque o seu passarinho tinha uma asinha partida, por exemplo, o Rei Leão, que não gostava de ver ninguém triste, sentia a sua dor, e… recomeçava a cogitar, e… a correr à procura do feiticeiro curandeiro!…
E… por onde passava, a sua juba esvoaçava e escrevia…
– Distribuam a alegria! Bom Dia! Bom Dia!

A Nita fez um sinal de paragem ao amigo, ao qual ele correspondeu, e prosseguiu:

– Num momento de aflição em que o Rei Leão corria, corria à procura do feiticeiro curandeiro, quando ia a fazer a curva da rua do Saco, a juba arrastou uma corda de roupa vermelha ainda molhada, a dentadura ficou presa num fio dental e… zás! Caiu redondinho no chão, perdeu a alegria, e… gemia, gemia, e via estrelas, dizia!

Os amiguinhos olharam um para o outro e não paravam de rir, imaginando a cena. Depois o Nito retomou a história:

– Aproximou-se, então, uma mulher muito bela de longos cabelos negros, de olhos rasgados e azulados de lábios vermelhos, vestindo um top!
O leão estremeceu, tentou erguer-se, mas… as forças iam-lhe faltando, e… começou a revirar os olhos!…
A misteriosa e encantadora mulher beijou o leão, que verteu uma derradeira lágrima, a juba foi-se transformando em penas brancas, a boca num bico dourado!..

A Nita estava estupefacta, mas, respondeu ao gesto do amigo:

– A mulher muito bela, acariciou-o as penas macias e, a pouco e pouco, o Rei Leão, que ia perdendo o feitiço, tornava-se num príncipe. Então ela disse-lhe:

– Vais encontrar uma jovem princesa…

O Nito levantou o dedo, e adiantou:

– Príncipe Leão, a tua visão é excelente, por isso, ao longo da tua vida, analisarás tudo ao pormenor, aproveitarás, a alta velocidade, as correntes quentes das oportunidades, terás surpreende sucesso, e… o teu clube será conhecido nacional e internacionalmente!

A Nita começou a bater o pezinho, e disse:

– Nito, onde já se viu um príncipe a gostar futebol? Vou continuar. A mulher bonita ainda acrescentou:

– Príncipe, percorrerás o mundo, mas no final da tua vida, aconchegar-te-ás nos ninhos do beira Tejo, nas delícias da costa do litoral alentejano, e ainda no Parque Nacional do Gerês e nas terras do Douro – não te escapará qualquer afluente, e serás muito influente!
Alcançarás as tuas metas como qualquer homem-rei
Vais ser um Rei muito feliz!

– Obriiigaaaddoo! – respondeu-lhe o Príncipe, pestanejando, poisando a sua mão no ombro nu da linda e misteriosa mulher !

A mulher muito bonita, toda vermelha,  pegou na lágrima que estava caída na laje, e colocou-a na cabeça do Príncipe, coroando-o, desaparecendo de seguida!
FIM

– Muito bem, Nita! – retorquiu o amigo!

– Gosto do nosso trabalho, Nito! É divertido, mas… agora temos de elaborar bem o texto.

O Nito franziu o sobrolho, contudo… sentou-se no degrau das escadas do castelo ao pé da amiga…

A Voz da Fé
Fevereiro 20, 2016

Dança de Plumas na Praia, 2013

A Fé não está no burburinho nem na exaltação da oração, mas na voz viva das raízes do coração, abraçando indiscriminadamente o universo com sorrisos de luz!

Felizes, o Mar e Eu!
Fevereiro 20, 2016

Guardiãs da Costa, 2013

Era noite! Levantei a cabeça e pareceu-me ver o mar! Mas… àquela hora?!…

Aproximei-me!

Ele abriu-me os braço, e eu corri!

Olhámos um para o outro, e sorrimos como fazem o sol e a manhã quando a aurora os acorda!

Dei um salto de onda e cruzei os meus braços à volta do seu pescoço!

Senti o tic-tac de um coração de infante, depois de dois, tocando uma fina melodia!

E… o mar cantava ao meu ouvido! E… eu sorria quando ele dizia:

“- Feliz! Feliz!”

E… eu esfregava o meu nariz no seu nariz, e respondia-lhe:

“- Feliz! Feliz! Feliz!”

E… o mar conjugava o verbo “a mar”:

“- Amas”!

E… eu segredava-lhe:

“- Amas o amor!”

E… o mar deixava saltar das suas mãos grandes de saber e de ser bondoso para a minhas mãos pequeninas de menina coradinha:

“- Buzinhos, leituras e escritos”!

E… eu, de boca aberta, e muda de terna alegria… Eu… Ee…só sorria! Sorria, Sorria!

E… o mar deu-me um sorriso e um beijinho, e chamou-me:

“- Senhora da terra dos caramujos!”

E… eu, peguei numa réstia de vela e numa caneta de cana, dei-lhas com um laço beijoqueiro, e disse-lhe:
-Toma, Senhor da terra das ninfas do Tejo!

E… o mar sorria, e escrevia! Escrevia! escrevia!

E… eu, lia, ouvia, corria atrás das palavras com histórias, batia palmas, dançava, sorria, agradecia:

“- Muito Obrigada! Quero mais delícias, s.f.f.!

E… o mar sorria, escrevia, contava e não se cansava, porque gostava do que fazia, e achava que eu era a brisa, e que o puxava, e partilhava! Partilhava, Partilhava!

E… eu dançava com o canto dourados dos pássaros, ameigando-o de sorrisos com a harpa da luz da alegria a qualquer hora, fazendo da noite dia!

Amar de Mão Dada
Fevereiro 20, 2016

O Abraço da Nuvem, 2015

Quem ama não comanda, sorri, dá a mão e anda!