O exibicionista não é mais nem menos do que um macaquinho a saltar de galho em galho e a rir-se para os outros, mas de si próprio.
Primavera Iluminada
Os ruídos da hipocrisia são sinais da noite, que não perpassa a alegria de quem é Primavera.
Reconhecer as Diferenças
Chorar
Saber Amar
Amar é dar, é partilhar, é respeitar a identidade do outro, é escutar sem criticar, é compreender quando se discorda, é sentir o prazer de proporcionar felicidade, é navegar em mar alto na bonança e na tempestade sem perder o rumo, é encontrar a harmonia na exaltação dos sentimentos, é saber expandir o que há de melhor dentro de nós.
Guardar Silêncio
Que ninguém repita as palavras de um indeciso, que cobardemente se esconde atrás de si próprio e faz de quem acredita nele o seu escudo.
Saudades da Mãe-Pátria
O Verdadeiro Amigo
O verdadeiro amigo é quem sente a tua dor sem que te manifestes, quem fala contigo sem que a tua boca se abra, quem te ouve sem que te julgue, quem te ajuda sem que esperes, quem te compreende sem que esteja de acordo, quem te desculpa sem que lhe peças, quem chora por ti sem estar contigo.
O verdadeiro amigo é um amor-perfeito plantado no teu coração, a cor que as nuvens não ocultam, a simplicidade que as convenções não derrubam, a discrição que as pressões não alteram, a presença que alegra todas as estações, a resistência que vence as intempéries – Obrigada, Amigo (a)!
Sons Vazios
Não dês ouvidos aos imbecis e, sobretudo, não reproduzas as suas falsas palavras e pseudodecisões, por mais convincentes que te pareçam, porque, enfatuados, os cobardes são impostores disfarçados, oportunistas natos, que não merecem qualquer crédito.
O Poeta Azul – 4.ª página
Decorridas poucas horas, os passarinhos saudaram a aurora, o sol sorriu-lhe, as árvores espreguiçaram-se, as estrelas adormeceram, as crianças esfregaram os olhos, os pobres recolheram as mantas de cartão e a gaivota assobiou ao poeta.
Sentindo-se flutuar envolto num arco-íris estrelado e inspirando aromas embriagadores, o poeta alongou preguiçosamente o corpo, ergueu-se lentamente, ziguezagueou pelo quarto de mãos na cabeça, questionando-se:
“ – Sou eu? Estou sozinho em casa? Já acordei? Sonhei?!…”
Mas não encontrou respostas.
Aproximou-se da janela e vislumbrou a elevação de uma onda branca com traços de mulher, que lhe sorria; na areia, pegadas delicadas tinham escrito: “Bom dia!”
De olhos envernizado, o poeta pestanejou, incrédulo.
Os lábios da magnífica mulher desenhavam palavras indecifráveis no ar e a sua mão acenou-lhe.
Apercebendo-se de que retribuía a despedida, afastou-se da janela e justificou-se:
“- Coisas de poeta!”
(continua)





