Quando Eu For Grande – Quinquagésimo Sétimo Desejo
Novembro 11, 2016

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Quando eu for grande, quero ser um coro infantil de verão, cantando na praia, numa grande animação!

Quando eu for grande, quero ser um galo-despertador para acordar a linda criança adormecida em ti!

Quando eu for grande, quero ser um papagaio de papel, voar, voar, abraçado ao vento, preso à tua mão por um cordel!

Quando eu for grande, quero ser uma pedra de escrever e guardar memórias de encantar que ninguém possa apagar!

Quando eu for grande, quero ser uma gramática ilustrada, para perceber logo tudo e nunca ser enganada, e trazer uma sebenta anexada, para tomar notas e nos erros não ser apanhada!

Quando eu for grande, quero ser uma tabuada com um menino e uma menina na capa, e Os Dez Mandamentos do Bom Aluno na contracapa, e ensinar: ordens, classes, operações, provas de “noves fora”, numeração romana, numerais, frações e medidas, equivalências, de uma forma engraçada com ilustrações aqueles meninos a desfazer trapalhadas!

Quando eu for grande, quero ser uma coleção de cadernetas: de cromos da bola, de desenhos animados, de heróis e de animais muito bem disfarçados, sem monstros, que deixam alguns assustados, mas pode ter cavalos alados!

Quando eu for grande, quero ser uma série de bolas saltitonas e voadoras, conjuntos de jogos diversificados e uma roda de bonecas e bonecos de todas as raças, faladores e sorridentes, com pouca roupa para mudar, porque não sabem brincar na rua e não se vão sujar, que não andem sempre a chorar.

Quando eu for grande, quero ser um regaço aconchegante de menina-mulher-mãe, trazer rebuçados sem açúcar nos bolsos dos calções, ter uma bicicleta de assento para dois ou mais, com balões de campeões!