Archive for the ‘Quando Eu For Grande’ Category

Quando Eu For Grande – Quinquagésimo Primeiro Desejo
Maio 15, 2016

Menina Grande

Quando eu for grande, quero ser a manhã clara, iluminando a beleza dos caminhos com os olhos transparentes do mar turquesa!

Quando eu for grande, quero ser a dança das ondas com as gaivotas, coroando os pescadores de pérolas de camarinheiras, vogando, vigilantes, como suas secretas companheiras!

Quando eu for grande, quero ser a seara dourada, beijando as mãos das ceifeiras com danças de papoilas vermelhas!

Quando eu for grande, quero ser a magia das flores do meio-dia, tocando violino no coração de inverno com flautas coloridas de verão!

Quando eu for grande, quero ser a alegria, cantando nas pétalas do girassol e na folhagem das árvores como um rouxinol!

Quando eu for grande, quero ser a carícia da ventania com pétalas de histórias de encantar, esvoaçando à tua volta, despenteando-te com sorrisos na conjugação do verbo amar!

Quando Eu For Grande – Quinquagésimo Desejo
Maio 6, 2016

Menina Grande

Quando eu for grande, quero ser a sinfonia de cada dia!

Quando eu for grande, quero ser a melodia da dança das flores e tocar a sua beleza perfumada com o acordar de cada madrugada no berço doce da maresia!

Quando eu for grande, quero ser a mão dourada do sol, tecendo laços azuis estrelados de sorrisos, brilhando nos pueris rostos como fontes acariciadas pela brisa!

Quando eu for grande, quero ser a pintura da manhã renascida nas telas das paisagens com a claridade, e cantar a beleza de cada momento nas vitoriosas asas da liberdade, rolando na areia da praia nua com a voz de mar alto e a alegria das palmas de ondas, acordando o dia!

Quando eu for grande, quero ser a semente do saber na terra adormecida, acordar os gestos mudos e edificar obras com o ritmo cadenciado da corrente do labor, abrindo caminhos no saltitar cantante dos pássaros!

Quando eu for grande, quero ser a lanterna da aventura, iluminando as águas nas rotas secretas e únicas das páginas do Livro das Venturas, esvoaçando como gaivotas, sacudindo as gotas de orvalho, atravessando a neblina, cumprimentando as nuvens, abraçando os horizontes silenciosos do mundo com sentimentos de dia a acordar, flores a abrirem-se ao meio-dia, e globos de luar pela noite fora, oferendo frutos da terra, do mar e do céu!

Quando eu for grande, quero ser a pedra preciosa da escrita no rumor dos pinheiros dentro de ti, contar histórias de encantar, de verdade, de brincadeira, e tudo o que desejar, possa e queira partilhar com um sorriso repassado de mar!

Quando eu for grande, quero ser uma menina de vestido branco com bolinhas saltitonas, que só tu, criança, vês, e que brincam contigo, e que riem contigo, e que escrevem coisas de ti, para ti e contigo na dança malabarista da tua mãozinha pequenina, rechonchudinha e rosadinha!

Quando eu for grande, quero ser a luz do meio-dia e colher a gota orvalhada do teu olhar com o sol brincalhão, sentir o calor dos cristais espelhados nos reflexos lapidados do arco-íris da tua casa do ser, preciosas pérolas rolando docemente pelos teus dedos, carícias de sorrisos, anelos inspirados de verdade nos balões coloridos que juntos enchem o cálice da vida com embriagadores sopros de alegria.

Quando Eu For Grande – Quadragésimo Nono Desejo
Março 28, 2016

Menina Grande

Quando eu for grande, quer ser a manhã clara nos dias de inverno de vestido azul e olhos brilhantes, e entrar nos recantos escondidos das cidades sem-abrigo!

Quando eu for grande, quer ser o interminável véu de algodão doce, cingindo as mãos frias e sujas de solidão com arco-íris de pão amassado com a ternura do coração!

Quando eu for grande, quer ser a brisa orvalhada de alegria, atravessando o nevoeiro das pontes douradas de sonhos perdidos na perfeita fusão do horizonte florescente da vida!

Quando eu for grande, quer ser o secreto jardim florido no coração de cada criança, partilhar brinquedos, correr ao sol, ao vento e à chuva, jogar à apanhada, escrever na areia da praia com o dedo da minha mão-apagador, fazer traquinices sem magoar ninguém, pintar bochechas coradas, chorar por tudo e por nada, beijar as flores, fazer beicinho e ficar envergonhada!

Quando eu for grande, quer ser uma caixa de aguarelas com música, pintar baloiços nas árvores com pássaros a cantar, sóis nas noites escuras com a brisa a assobiar, regatos acariciando a tristeza com sinfonias de sorrisos a dançar!

Quando Eu For Grande – Quadragésimo Oitavo Desejo
Março 14, 2016

Menina Grande

Quando eu for grande, quero ser um poema!

Quando eu for grande, quero ser um poema de amor!

Quando eu for grande, quero ser um poema de amor com rimas consoantes, ricas de sorrisos!

Quando eu for grande, quero ser um poema de amor com versos de felicidade: soltos, brancos e de cores escaldantes, com sílabas acentuadas, fortes e átonas, fracas!

Quando eu for grande, quero ser um poema de amor com sílabas da alegria sem número, com ritmo do pulsar de cada peito e com a métrica de mãos inteligentes, com cantigas, quadras, e sonetos!…

Quando eu for grande, quero ser um poema de amor e guardar o tempo das memórias a chaves de ouro, no encontro do ser com a poesia da vida!

Quando eu for grande, quero ser um poema de amor e pintar o sentido das coisas com a espontaneidade do sentir das palavras!

Quando eu for grande, quero ser um poema de amor e sorrir com o renascer das pedras à beira do caminho, com as crianças a brincar, a correr, a suar, a sonhar, a crescer, a viver, a rir!

Quando eu for grande, quero ser um poema de amor e descobrir o sol a brilhar num gomo de laranja, a vitória a saltar de um bago de uva, o dia a perfurmar-se de sorrisos doces e frescos numa fatia de melancia, a força do mar imenso na água que sacia, a flor de meio-dia a fazer cócegas nos rostos tristes com pétalas de alegria, à espera que o mundo sorria!

Quando Eu For Grande – Quadragésimo Sétimo Desejo
Março 1, 2016

Menina Grande

Quando eu for grande, quero vogar no doce mar de paz com olhos de criança envolta no manto do céu azul mergulhado na luz dourada da estrada!

Quando eu for grande, quero abrir as asas dos teus braços e voar na aventura da descoberta do mundo, plantando sementes do bem regadas com alegria!

Quando eu for grande, quero escutar as sinfonias das vozes, e sentir a delícia silenciosa dos gestos na sintonia do pulsar dos corações puros!

Quando eu for grande, quero ver as estrelas a brilhar nos beijos, e acordar a noite com mãos cheias de luz!

Quando eu for grande, quero viver os teus sonhos, e escancarar as janelas brancas de amor com laços azuis de felicidade no canto madrugador das montanhas!

Quando eu for grande, quero tocar a alegria com o teu lindo sorriso perfumado de maresia, e colher no caminho frutos das árvores do dia!

Quando eu for grande, quero(re)visitar a tua baía embriagada de luar no silêncio da noite, e dançar nos teu jardim despenteado pelos dedos da brisa das ondas!

Quando eu for grande, quero beijar a tua face de sol nascente, acariciando a vida, e reerguer as tuas torres com coragem fortalecida de vencedor!

Quando eu for grande, quero pinta histórias nas árvores floridas de perene saudade, e sentir o baloiçar do meu coração de verão com sorrisos de mar imenso e canto de gaivota!

Quando Eu For Grande – Quadragésimo Sexto Desejo
Fevereiro 13, 2016

Menina Grande

Quando eu for grande, quero ter dentro de mim o movimento das ondas suaves e sussurrantes, impulsivas e imponentes, brancas e sardentas de grãos dourados!…

Quando eu for grande, quero ter os olhos turquesa na contemplação misteriosa do ser, percorrendo as profundezas do mar!…

Quando eu for grande, quero ter as mãos douradas de estrelas com crinas de cavalos marinhos, desbravando as costas baixas, os altivos penedos e as escarpas rochosas!…

Quando eu for grande, quero ter o coração transparente e forte das marés, batendo carinhoso e determinado na perseguição do sol, cantando a liberdade no bater de asas das gaivotas!…

Quando eu for grande, quero ter a voz imponente dos mares, quebrando o silvo das sereias, as gargalhadas das marés, brincando com as redes, de lábios rosados, transbordantes de beijos de maresia em noites de luar de agosto, jardineiros de flores de mel de verbos mil em rostos rosados de primavera, os braços de mastros sustentando os barcos, socorrendo os pescadores, salvando as crianças, surpreendendo as mulheres, abraçando o mundo com solfejos silenciosos!…

Quando eu for grande, quero ter os pés de areias brancas, voando na firmeza dos passos sobre as águas, caminhando nas praias desertas, soltando as conchas das algas, abrindo caminhos, deixando pegadas de gigantes entre a multidão!…

Quando eu for grande, quero ter a ventura de contar histórias na proa de uma traineira, valsando nas verdejantes águas, içando as velas entre as vagas, vencendo os vendavais, venerando os heróis e as deusas dos corações marinheiros, saudando a vida de cada manhã renascida, transformada numa menina vestida de branco, acenando ao mundo com a magia dos sorrisos, envoltos em poemas de veludo verdejante numa praia vibrante de alegria!

Quando Eu For Grande – Quadragésimo Quinto Desejo
Janeiro 17, 2016

Menina Grande

Quando eu for grande, quero ser um livro; poderei ser pequenino, mas quer ser um livro!

Um livro para dar(-me) aos familiares e aos meus amigos!

Também posso dar(-me) aos meus conhecidos!

E… apresentar-me aos desconhecidos!

Mas… quero ser um livro!

Quero ser o livro da alegria para todos se sentirem em boa companhia!

E…

Quero ser o: “O Livro Andante” como a minha prima me chama!

O Livro Andante, que anda de mão em mão, recebendo carícias, e oferecendo sorrisos e boa disposição!

E…

Alguns dirão:

” – Não conhecia!”

Outros exclamarão:

” – Não imaginaria!”

Aqui e ali ouvir-se-á:

” – Não sabia!”

“- Eu sabia! Eu sabia! Eu sabia!” – repetirão: o A, o B, o C e outras letras do alfabeto dos afetos! Mas… não lia, dirão alguns, baixinho!

E a voz doce, clara e determinada da Pagizinha, já uma mulherzinha, dirá:

” – Eu sabia, conhecia, e não lia, porque ainda não andava na escola, mas ouvia e imaginava o que a minha mãe me lia, e relia, porque eu lhe pedia, e… sorria! Sorria! Sorria!”

Quando Eu For Grande – Quadragésimo Quarto Desejo
Janeiro 2, 2016

Menina Grande

Quando eu for grande, quero ser as carícias do dia, que estão…

– no céu sulcado de sonhos azuis com promessas de voos nos olhos orvalhados de tristeza!

– no canto dos pássaros à volta das frias lareiras da rua, brincando na árvore do ser excluído;

– no sol dos corações pueris, aquecendo as forças dos homens e das mulheres de amanhã com fitas douradas, numeradas, enchendo de pão torrado de alegria as mãos vazias das calças esburacadas!

– no riso das crianças que se cruzem comigo, fazendo carecas de gargalhadas, dando pinotes nas calçadas molhadas!

– no caminhar dos passos trémulos, subindo terrenos íngremes, parando nas escadas, vencendo a agrura das pedras esburacadas com a clara luz da madrugada!

– no recreio da aldeia, da vila e da cidade, fazendo da viela uma rua, da rua uma avenida, da avenida uma alameda, construindo largos, praças, jardins com coretos e maestria nas notas, nos ritmos, nos concertos, e nos projetos intermináveis de ajuda, de desenvolvimento, de sucesso!

– no teu olhar, na tua cabeça erguida, nos teus passos determinados, na tua imaginação, no teu sorriso colorido de mar, banhando outras ondas no seu velejar!

– no vogar desse dia, e de todos os dias, sulcar calma e rapidamente as suas águas agitadas e as paradas, as noites escuras e as estreladas!

– no vaivém da praia da vida, parando em portos seguros, colhendo na simplicidade das flores sentadas nos rochedos graciosos e doces sorrisos lambuzados de magia!

Quando Eu For Grande – Quadragésimo Terceiro Desejo
Dezembro 5, 2015

Menina Grande

Quando eu for grande, quero ser um ursinho saltitão muito grande e fofinho, e ter asas para me deslocar rapidamente para junto das crianças que precisaram de mim!

Quero ser um ursinho-escritor, e saber escrever cartinhas, postais e bilhetes para os pais, para os irmãos, para os amigos, para os professores e vizinhos, e deixar mensagens colados na porta para dar beijinhos a quem chegar tarde a casa, e desejar boa noite, ou dizer, ao longo do dia, quando sair: “Até logo!”

Quero ser um ursinho-falante, e que também saiba dançar, fazer rodas e jogar à bola!

Quero ser um ursinho-brincalhão e andar com as crianças às cavalitas, para poderem ver tudo o que é maior e fica mais alto do que elas!

Quero ser um ursinho-pronto socorro, dar-lhes palmadinhas nas costas quando estivesse embaçadas com a comida e engasgadas com as palavras ouvidas e ditas, e tratar-lhes as mãos e os joelhos quando caírem no chão!

Quero ser um ursinho-amiguinho e limpar-lhes as lágrimas com rebuçados quando estiverem tristes!

Quero ser um ursinho-livro, sentá-las ao meu colo e contar-lhes histórias de encantar, e com muito para aprender e ensinar!

Quero ser um ursinho-ginasta para poder baixar-me sem me queixar, e pegar-lhes ao colo para abraçá-las e dar-lhes beijinhos!

Quero ser um ursinho-sabe-tudo, para chamar-lhes santinho(a) quando fizerem: Atchim! Atchim! Atchim!, e também piscar-lhes o olho quando se portarem bem!

Quero ser um ursinho-companheiro brincar e sorrir com todas elas como as estrelas quando estão a falar umas com as outras!

E… tudo isto é possível no mundo dos pequenos bué de grandes, porque a verdadeira grandeza está aqui… no coração!

Quando Eu For Grande – Quadragésimo Segundo Desejo
Novembro 30, 2015

Menina Grande

Quando eu for grande, quero ser a aurora de todo o dia!

Quero acabar com a noite que mete medo à criança, que arrepia a solidão do pobre perdido na rua, que faz pingo, dor de cabeça e sobe a temperatura e dá a tosse a quem chama pela saúde durante o dia!…

Quero que ninguém durma com a luz do dia, que cante a vida, e dance ao som da melodia do meio-dia, e… Sorria!