Archive for Abril, 2018

O Aceno da Tristeza
Abril 12, 2018

Não te deixes abater pelos empurrões da tristeza, limpa os olhos da sua poeira e acena-lhe com destreza!

A Queda do Tempo
Abril 12, 2018

Nos degraus da escrita escorregam duas mãos nos limos do tempo, papagaios de papel com rastos de seda na dança perdida das estrelas entrelaçadas de cálidos sorrisos, espuma turquesa de gargalhadas apagadas!

Imagens ao Vento
Abril 12, 2018

Somos pessoas, pássaros ao vento, asas cortadas pelas ilusões orvalhadas de impiedoso tormento!

O Escaldão numa Repartição 
Abril 12, 2018

O escaldão na repartição não tinha base na conversação; talvez se lesse em todo o rosto constrangido tratar-se de uma provável questão de retenção…

Ou…

Seria o ar condicionado regulado sem ter noção de que um ambiente ameno não é o mesmo de um soalheiro dia de verão, em que a “torrêra” alentejana queima a fivela do cinto e até à sombra causa insolação!…

E…

O silêncio é soprado por desejos de aragem de uma longínqua navegação…

A Alegria e a Tristeza
Abril 5, 2018

Na alegria e na tristeza, cada um é soberano para escolher com quem quer partilhar: festejar e/ou levar à sua mesa; desabafar e/ou chorar – em ambas as circunstâncias, abraçar e/ou ser abraçado!

E…

Quem se sentir rejeitado, por ser, e se julgar ou ter sido considerado amigo, cabe-lhe respeitar, aceitar sem comentar, serenamente, mesmo sentindo-se traído – isto, sim, é de gente grande, de Amigo!

A Escuta do Mudo
Abril 5, 2018

Escuta o teu amigo!

Não o interrompas!

Responde-lhe, se te questionar!

E…

De ti… nada digas, se não te perguntar…

Porque…

Se falares, ainda não se desligou.

Não te escuta, porque não terminou!

Não está atento, porque és o receptor-animador, simplesmente!

O Regresso à Casa do Ser
Abril 5, 2018

Responde ao vaivém do baloiço dos pinheiros, assobiando ao mar que os espreita no outro lado, o pulsar do farol conduzindo a barquinha branca do ser ao despertar do sono encantado com cheiro a maresia e vozes de búzios com remos de sonhos desvendados!

O Véu da Solidão
Abril 5, 2018

A solidão construída é um sono sob o véu da noite invernosa, silenciando o canto da bela aurora, penteando os cintilantes cabelos de fios dourados com doce melodias de pássaros encarnados nas pétalas entrelaçadas de sorrisos enamorados!

O Trajeto da Soberba
Abril 5, 2018

Marra a soberba nos gemidos das pedras selvagens atiradas às velas sulcantes dos espaços brancos, abrindo caminhos aos ventos nos bicos azuis da paz, afastando os tormentos!

A Seca da Dor
Abril 4, 2018

Secam os sentidos dormentes de dor regados de vagas estilhaçadas nas noites mudas e nas janelas dos dias de luz fechadas, sonâmbulas nos estonteados círculos adormecidos!