O Avô AA e a Armação

Quando o avô AA deixou o seu Algarve e se fixou na terra do Gama com os seus amados esposa e três filhos, o mais novo com apenas dois anos, trazia consigo uma vasta experiência não só das agruras vida, das quais colhera sempre frutos: de coragem, fortaleza e sabedoria, mas também de competências profissionais no âmbito das azáfamas piscatórias.

O avó AA, conta saudosamente o “Rei da Caldeiradas”, era pedreiro, não da construção civil, claro, mas responsável pelo cargo de descobridor de pedras de pesca, pesqueiros.

Paralelamente, desempenhava a função de: mestre de armação: embarcação longa, preta, apenas com uma risquinha branca, a remos, de companha numerosa, que pescava ao largo com redes, cerco, e que aí permanecia – seria levantado posteriormente, para recolha do pescado e as artes de pesca substituídas, visando a nova captura.

Não obstante a sua experiência, o avô AA, douto nos conhecimentos e mestre na comunicação, recordava saudosamente orgulhosa e avó Belina, alertava prudência perante a força marinha:

” – O mar quer apanhar os foitos, porque os medrosos tem ele certos.”

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