Histórias de Fantoches – Folhinha de Hortelã, 1.ª Página

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Caros Leitores,

Esta história, e outras, de fantoches, como: A Gabriela, A Margarida, O Professor, A História da Avozinha, As Recordações do Sr. José, Um Dia com o João, A Ritinha, A Liliana, A Mariana e As Aguarelas do Júlio, que alguns de vós tiveram oportunidade de ler nas Estórias da Carochinha, nasceu de um projeto de uma amiga, que construiu as personagens com papel, vestiu-as e adorno-as, deu-me dicas para o tipo de narrativa, interativa e didática, e objetivo temático pretendido.

Partilho convosco a história d´A Folhinha de Hortelã, atualizada, aumentada e mellhorada, adequada a este contexto!

Trata-se de uma história simples direcionada para crianças, que espero adoce o gosto de todas as idades!

Muito obrigada pela vossa visita! Voltem sempre!

Maria do Mar

A Dulce entrou em casa aos saltinhos salpicando o chão da cozinha com terra que saía das suas sandálias vermelhas, gritando:

– Mãezinha, paizinho, consegui, consegui!

– O quê, minha flor? – perguntou-lhe o pai com um sorriso curioso.

– Ó filha, por onde andaste que trazes as sandálias sujas? – questionou a mãe, muito séria, apontando para o chão.

– Querem ver o que eu encontrei no quintal da avó Esperança?

– O que foi, princesa? Mostra-nos! – respondeu-lhe o pai.

– Olhem para estas folhinhas perfumadas! Cheiram tão bem a: canja com ramos a bailar com as massinhas no caldinho; ao chá que a tia Eugénia oferece às amigas, ao licor que o avô Eurico bebe nos dias de festa e aos rebuçados que picam na língua – continuou a Dulce, entusiasmada, abrindo as mãos cheias de folhas verdes.

– É hortelã, filha! – esclareceu a mãe.

A Dulce levou as folhas ao nariz e inspirou o seu aroma. Depois voltou-se para os pais e disse-lhes:

– Se eu tivesse uma fada-madrinha pedia-lhe para ser uma folhinha de hortelã com pernas e asas para percorrer o mundo e perfumá-lo todinho, mas também precisava de ter sumo, para poder deitar umas gotinhas saborosas na comida e em tudo o que as pessoas e até os animais gostassem do meu paladar fresquinho, porque tinha de manter-me uma folhinha cheirosa, deliciosa e principalmente voadora! – se me metessem na sopa de cenoura, como poderia sair de lá e viajar pela Terra?!…

– Hummmmm! Que boa ideia, minha folhinha de hortelã! – retorquiu o pai, abraçando a menina.

– Concordo! – acrescentou a mãe a sorrir. E agora se fôssemos brincar às cozinheiras e preparar um lanche para os manos e para nós?

(continua)

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