Aerograma N.º 30 – O Eco do Teu: “Adoro! Adoro!”

Querida Estrelícia,

Foi aqui, neste cantinho, quem mais parecia uma piscina natural, quando estas pedras ainda nem tinham nascido, fenómeno que só ocorreu, após os rebentamentos da pedreira, que estremeciam tudo, que irritavam os cães e que umas sementeiras só com uns pozinhos, que se davam muito bem com a água salgada, ali cresciam, que era uma beleza, afirmava o Zé Sardinha que sabia tudo o que se passa do Pontal até à ribeira, que te iniciaste no mergulho, perseguindo os dançantes cardumes, imagino, muito graciosa na tua encantadora meninice com um minúsculo e feminino fatinho de banho, talvez com um folhinho, ou mais, na falta de uma rendinha.

Naquela época, o mar era um transparente manto verdinho-esmeralda, que o sol bordava de saltitantes estrelas douradas, e na praia pairava uma intensa sinfonia: de risos, de choros, de gritos, de gargalhadas da criançada!

E…

A linda-africanita-alentejanita ria e saltava com as cócegas que o mar brincalhão fazia nos seus pezinhos, e agradecia-lhe, acariciando as ondinhas, e segredando: “Adoro! Adoro!”, e o eco sorria, e no tempo permaneceria!…

Beijinhos perfumados de maresia!

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