Archive for Fevereiro, 2017

Sorriso do Dia – A Sede e o Beijo
Fevereiro 26, 2017

borbulhar-de-doce-mar-salgado-2012

A sede sacia-se: com água, com amor, com verdade, com justiça, com generosidade!

E…

Tem a “magia” de também ela se/te saciar na abundância da paz, na festa da alegria, na doce partilha do sorriso, beijando-te, ao dia e à vida, e deixando-se beijar!

A Fraqueza dos Fortes
Fevereiro 26, 2017

a-rocha-solitaria-2013

Os auto-intitulados fortes são seres de espuma, escondendo as suas fraquezas na dominadora arrogância, no absolutismo, nos gritos estilhaçados do eu perdido na sua instabilidade, que inflige aos outros, acusando-os dos seus atos, na pobreza da sua imaginária superioridade, querendo sair sempre ilesos das suas próprias garras, déspotas e indefesas, sendo perdidamente tentados, e (a)tentando!…

Gente Boa da Minha Aldeia – A Flor no Banco do Jardim
Fevereiro 15, 2017

flor-contemplativa-2013

É uma flor de grande porte, presente dos anos, contemplativa, serena, sorridente e… bem falante!

É uma flor que se senta todos os dias num banco do jardim, quase sempre no mesmo, ou noutro, se o sol a convidar a mudar de lugar, tentando-a para a aquecer, mas, por vezes, obrigando-a a retirar-se, porque, desabafa, protestando, fazendo uma pausa no seu bom-humor:

” – Hoje o sol não se atura; ainda me põe doida com o seu calor na minha cabeça. Tive de vir-me embora.”

Mas…

A flor volta ao seu canteiro de madeira cheio de histórias de todas as idades, carregadas de memórias, de lamentos, e de alegrias, sobretudo das crianças, e também de sonhos de amores secretos com segredos aos ouvidos, corados, despertando desejos…

E…

A flor lá está sentada a descansar, ou a cogitar, distanciando-se de quem passa, ou saudando todos, em dias mais risonhos, acabando muitas vezes por ter companhia, ficando o jardim mais florido com o diversificados e coloridos ramalhetes, sussurrando e sorrindo, saudosos dos cantantes repuxos, dos despreocupados e frescos anos verdes intermináveis na imaginação e que se revelaram diferentes na concretização, se bem que com reais e gostosos encantos!…

A Lição do Perdão
Fevereiro 15, 2017

nuvens-azuis-2016

Quem trai o irmão e obtém o seu perdão, ganha uma mão cheia de amor e tem muito que aprender com esta lição.

A Minha Aldeia e a Serenidade Noturna
Fevereiro 15, 2017

A Minha Aldeia, 2014

Noites frias neste inverno salpicado de serena primavera em que o sol beija o dia, e o peculiar vento se arrepia e se esconde entre os chorões, adormecendo embalado pelos queixumes das ondas, acenando atrevidas aos barcos ao largo com as rodadas saias de tule levantadas, sentindo-se por eles ignoradas, mas brincando à apanhada com os beijos dourados dos espelhos do farol, eternos amantes das suas vidas.

Ruas desertas e silenciosas com muitos carros deitados, dormindo sem ressonar, nem cães a passear os donos, nem pedais de bicicleta a dar a dar; apenas dois mudos capuzes realçando dois rostos de mulher, de diferentes gerações, e um gorro apertado com dois olhos quase fechados, deitando fumo de homem pelas narinas, e umas barbas tremendo, geladas, desencontrados, distanciados, mudos, os três desconhecidos, com algo em comum nos pés calçados, mas sem voz, que deslizavam cuidadosos sobre os retalhos das diferentes e tão semelhantes pedras da calçada, completamente molhada como se a chuva estivesse num espelho deitada.

Tempos novos e homens e mulheres “velhos”, não pela idade, mas… por que a história se repete, se transmite, se vive, perpetuando-se na nudez da sua natureza, em que a semelhança e a diferença são: árvores de pé, o equilíbrio, a nobreza, a beleza, a simbiose na secreta certeza do poema construído na simplicidade de quem partilha o pulsar da vida!

E…

Na minha tranquila aldeia os agentes tinham os ouvidos atentos, e os manequins habitavam as ruas com tentadoras ofertas de baixos preços, altíssimos para a maioria dos pequenos porta-moedas, que orgulhosamente guardavam ricos sorrisos de: à conta e / ou tem troco…

O Valor do Dinheiro
Fevereiro 15, 2017

a-labuta-da-pesca-2012

O dinheiro dos ricos é a arma de arremesso do seu poder.

O dinheiro dos pobres é a fatia de pão para sobreviver.

As Brincadeiras da Nita e do Nito – Conversa de Vendaval, 2.ª Página
Fevereiro 11, 2017

A Janela da Muralha

O Nito levantou-se também, colocou-se à frente da sua amiga, e questionou-a, surpreendido.

Nito – Aonde vais, Nita?

Nita – Ora, Nito! Vou-me embora antes que o teu navio dê à costa, já que não caibo nele. Não podias querer comprar uma traineira gigante com uma pequena seção para meninas para eu poder fazer parte da companha?!…

Nito – Ah! Ah! Nita, esta nossa terra será sempre o meu porto preferido, mesmo que o meu navio vá ao largo; hei-de arranjar sempre maneira de atracar, nem que seja por terra, ou… a nado!

Nita – Estás a falar a sério, Nito?

Nito – Estou, pois, Nita!

Nita – Então… fico aqui contigo mais um bocadinho. Ainda nem tenho o assento gelado. Sabes o que eu acho? Que se não andares no navio de cabeça perdida nos portos com a bússola do coração sem saber onde fica o Norte, ainda podes fazer muitas viagens de avião.

Nito – Ó Nita, preferes que eu ande nas nuvens?

Nita – Engraçadinho! Mas… se calhar era melhor, com os pés no chão, quer dizer dentro do avião. E ver o mundo lá de cima deve ser tão bonito!

Nito – Ó menina espertinha, não me digas que querias que eu fosse piloto, e tu hospedeira?!…

Nita – Não queria nada! Preferia viajar contigo. Além disso, quando eu for grande, não quero usar fardas. As professoras não precisam, só se fosse uma bata – a professora da minha mãe usava uma bata branca e as alunas também.

Nito – Muito bem, Sr.ª Professora!

A Nita apertou os lábios para esconder um sorriso, e resolveu entrar em ação.

Nita – Muito bem, querido aluno. Vamos começar a nossa aula. Diga lá quais são Os Dez Mandamentos do Bom Aluno. Ainda se lembra? Estavam na sua tabuada.

O Nito corou, pois não se lembrava sequer dos tais mandamentos, mas sabia que a Nita não brincava com aquelas coisas, portanto eles existiam.

Nito – Posso pensar, Sr.ª Professora?

Nita – Claro que pode! Começam todos por…

(continua)

Padecer na Velhice
Fevereiro 11, 2017

pescador-siniense-2016

Padece quem na velhice ao tirano filho obedece, e treme de medo, e emudece se, na lucidez da sua razão e na pureza do seu coração, age bem, mas ao menino(a) dos seus olhos desobedece!

A Nudez do Coração
Fevereiro 11, 2017

reflexos-de-ceu-na-areia-2016

A nudez do coração é uma espelhada caixa de aguarelas pintando cada palavra, realçando cada gesto, ampliando cada ação com a secreta magia da verdade na transparência do sim e do não!

O Insucesso do Grito Voluntarioso
Fevereiro 11, 2017

frente-a-frente-espumoso-2012

“Não Quero!” em resposta a / e por tudo e nada sem razão, sem argumentação apresentada, nem proposta bem fundamentada é atitude de criança mimada que não verá a sua vontade alcançada!