Histórias de Fantoches – As Aguarelas do Júlio, 1.ª Página

Version 2

Caros Leitores,

Esta história, e outras, de fantoches, como: A Gabriela, A Margarida, O Professor, A História da Avozinha, As Recordações do Sr. José, Um Dia com o João, A Ritinha , A Liliana e A Mariana, que alguns de vós tiveram oportunidade de ler nas Estórias da Carochinha, nasceu de um projeto de uma amiga, que construiu as personagens com papel, vestiu-as e adorno-as, deu-me dicas para o tipo de narrativa, interativa e didática, e objetivo temático pretendido.

Partilho convosco a história d´As Aguarelas do Júlio, atualizada, aumentada e mellhorada, adequada a este contexto!

Trata-se de uma história simples direcionada para crianças, que espero adoce o gosto de todas as idades!

Muito obrigada pela vossa visita! Voltem sempre!

Maria do Mar

O Júlio olhou para as cores que escorriam dos pincéis e pensou que elas estavam em todo o lado:

– no céu azul, sorridente no verão;

– no mar: turquesa; azul-esverdeado, parado, branquinho, ondulado;

– na cidade: de paredes, de carros e de roupas pintadas de arco-íris;

– no campo: arborizado e atapetado cor de esperança;

– nas flores dos jardins: vermelhas, amarelas, lilases, de pétalas lisas e recortadas;

– na fruta: rosada, verde, alaranjada, amarelada, matizada;

– na televisão, principalmente nos desenhos animados: de todas as cores muito bem conjugadas, cintilantes e falantes, com coroas douradas, varinhas mágicas cor-de-rosa, e espadas do poder grandes, pesadas com luzes azuladas;

– nos bibes das crianças aos quadradinhos: brancos e azuis-escuros, brancos e encarnadas, brancos e cor de laranja, brancos e cor-de-rosa;

– nas fardas dos homens: verdes, dos militares; azuis-escuras dos marinheiros, dos polícias e dos bombeiros; azuis-marinhos dos fatos de macaco sempre cansados; amarelas das senhoras da pastelaria onde comia bolinhos castanhos, dourados e muito docinhos;

– no dia e na noite: azuis e douradas ou cinzentas e pretas nubladas, ou com gotas de chuva, ou estrelas acordadas e rastos de aviões nas suas estradas;

– no sorriso e nas palavras a brilhar de alegria com ou sem dentes, branquinhos e lavadinhos, mas a pintar os lábios mais ou menos rosadinhos, e nas cores do que as pessoas dizem, diferentes se estão contentes ou zangadas, se são doces ou amargas, se ensinam muito ou se caladas ou abrindo a boca, não dizem nada.

(continua)

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