Gente Boa da Minha Aldeia – A Mestra D. Maria

Quilha de Barco-reflexos, 2012

Lá ia a Mestra D. Maria distinta e apressada com a sua mala na mão pendurada.

Cabeleira branca muito bem tratada, óculos na sua cara bem delineada, sorriso saudando-nos nas faces rosadas!

A D. Maria, Mestra de costura, às meninas a sua arte ensinava na casa grande, dos homens do mar.

Atentas, as verdes costureirinhas aprendiam: a enfiar uma agulha, a alinhavar, a dar pontos, a fazer bainhas, a pregar botões, sempre de dedal no dedo médio, e de tesoura à mão, rindo às escondidas da Mestra, fazendo de tudo e de nada uma grande festa!

E…

Lá ia a Mestra D. Maria distinta e apressada com a sua mala na mão pendurada.

E…

Numa noite, tal como ela pedia, partiu desta vida, enquanto dormia, deixando as suas meninas vestidas de tristeza, o seu netinho e a sua filha vivendo o seu luto, de olhos nublados, sozinhos!

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