A Ternura da Pagizinha

A Pagizinha

Perdida no olhar perante o meu estado de saúde, a carinhosa Pagizinha foi buscar um doce à cozinha e deu-mo:

– Toma! É uma bolachinha de aveia, muito boa! Vais gostar!

Agradeci-lhe com dificuldade e, num ápice, ela já tinha na mão um bombom de pratinha vermelha, estendendo-mo:

– Toma também este bombom! Podes comer já!

Voltei a agradecer-lhe, abraçando-a!

Mas…

A minha amiguinha ainda não estava satisfeita com as suas atenções. Aproximou-se ainda mais de mim, depois de tê-la posto no chão, e fez-me festinhas no braço, encostou a sua cabecinha e voltou a acariciar-mo, prolongadamente como se me dissesse:

– Já passou!

E… lamentando-se por não poder estar mais tempo junto de mim, acrescentou:

– Vou fazer uma visita com a minha mãe; ver uma velhinha que está doente. Tenho de ir. Já viste a minha árvore de Natal?

Recordo-me ainda de ter tentado fazer-me sorrir quando elogiei o seu fofo casaquinho, puxando o capuchinho, chamando a minha atenção com os seus olhinhos para as orelhinhas no alto da cabeça…

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