Archive for Novembro, 2016

O Precioso Amigo
Novembro 28, 2016

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O verdadeiro e leal amigo é um precioso e raro tesouro, mas… cuidado, porque… nem tudo o que brilha é ouro, e, às vezes, nem prata é!

O Subtil Ladrão
Novembro 28, 2016

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Cuidado com o subtil ladrão, sugando-te, ávido do que é teu, usurpando-te, menosprezando-te, magoando o teu cândido coração!

Abandonar e Ser Abandonado
Novembro 27, 2016

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Abandonar é decisão; ser abandonado é exclusão!

E…

No abandonar e  no ser abandonado há alguém que perece com o coração destroçado!

Quando Eu For Grande – Quinquagésimo Oitavo Desejo
Novembro 27, 2016

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Quando eu for grande, quero ser uma grande ciclista!

Quando eu for grande, quero ser uma ciclista, mas não é de competição.

Quando eu for grande, quero ser uma ciclista de utilização diária da minha “pedaleira”!

Quando eu for grande, quero ser uma ciclista que sorri com o código de estrada na mão para o automobilista que a manda ir para o passeio!

Quando eu for grande, quero ser ministra dos transportes e mandar fazer muitas ciclovias com vista para o campo e para o mar neste lindo Portugal sem igual!

Quando eu for grande, quero ser uma senhora-menina-ciclista a circular por todo o lado, e fazer corridas atrás e à frente da pequenada, sempre fora da estrada!

Quando eu for grande, quero ser uma campeã do pedal para minha idade, e, se for preciso, mais duas pequenas rodas na minha velha amiga bicicleta adaptar para melhor me equilibrar, mesmo deslocando-me mais devagar!

Quando eu for grande, quero ser uma ciclista especial, dotada na especialidade de estacionar nos respetivos parques que as autarquias e os supermercados vão inaugurar!

Quando eu for grande, quero ser um ás do pedal em deslocações à praia, longe das velozes descidas e das esforçadas subidas, em excursões e competições, de calças, calções ou saias, que ninguém leva a mal!

Vigiar e Seguir Pegadas
Novembro 27, 2016

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Vigiar é trazer a prudência pela mão, é subir arrojadamente ao penedo e avistar o inimigo, é distinguir o canto das sereias da voz do vento, é escolher o trigo do joio, é reconhecer-se cordeiro e dizer não ao insaciável leão da tentação, é saborear e oferecer palavras de mel do puro favo do coração, é saber-se criança renascida em cada inocente instante, seguindo as pegadas de verdade e vida!

Estórias de Meninas – A Chucha Feia e Molhada
Novembro 27, 2016

Menina

Perdida na noite que não a embalava, a criança da blusa branca de azul e vermelho riscada, de encaracolado cabelo curto e de bochecha larga segurava na boca serrada uma chucha branca num fio de argolas grossas e alvas ao pescoço pendurada, percorria, baloiçando-se, de saia vermelha rodada, nos seus inseguros passos, os corredores do salão onde o concerto a todos admirava.

No outro lado, uma menina de enormes e escuros olhos, da cor do seu longo cabelo, hirta e de boca aberta escutava, silenciosa, a avó, seguindo com outras senhoras, senhores e meninas, as notas que a voz do coro entoava. Atrás de si, o barbudo avô, sentado, amparava-a com os seus joelhos.

Eis que, de repente, a saia vermelha rodada se apercebe da presença da menina sossegada, aproxima-se, tira a chucha e quer obrigá-la a entrar na boca aberta que o coro escutava.

Recusa, a menina, com jeitos e trejeitos, pelo avô ajudada, e já muito corada, tilintando com várias pulseiras num braço saltitando, consegue ser libertada pela avó da saia vermelha rodada.

Volta a menina de enormes e escuros olhos a encostar-se no conforto das barbas brancas do avô, sem ficar sentada, mas sacudindo, aliviada, o seu longo cabelo onde um grande laço azul-escuro cismava e se firmava, sem cair nem nada!

Como conseguiria a saia vermelha rodada, ainda tão pequenina, perceber que uma menina de longo cabelo com um grande laço azul-escuro, e várias pulseiras no seu fino braço dançando, escutando atentamente a avó, poder-se-ia interessar por uma chucha de bebé, feia e molhada?!…

Sorriso do Dia – A Primavera da Vida
Novembro 27, 2016

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Sorriso do dia é um surpreendente encontro entre uns óculos de sol de arco-íris e um capuchinho vermelho de grandes e escuros olhos, em que se festeja a vitoriosa saída, uma por iniciativa própria e outra por convite, sorrindo na cúmplice liberdade de quem sabe o quer, abrindo os braços à primavera da vida revestida de esperança com sementes já lançadas à nova terra lavrada, e com pequenas-grandes árvores nas mãos prontas para plantar!

Ensinar e Humilhar
Novembro 27, 2016

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Ensinar não é humilhar, mas ser gente-grande e pequeno-gigante, reconhecendo-se irmão na diversidade da desconhecida multidão, compadecendo-se do rosto lambuzado de tristeza da criança deitada no chão, estendendo-lhe a mão!

As Dentadas da Língua
Novembro 27, 2016

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A gula e a maledicência dão dentadas de malagueta na própria língua, que fica de fora, coitada, ardente e aflita, pedindo ajuda, mas a sua sede só se sacia com reflexão e tino,  antes de qualquer impulsiva, imprudente e dolosa ondulação para as suas papilas gustativas e para o coração!

Sintonia do Coração
Novembro 27, 2016

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Caminhar de mão na mão é a sintonia do coração, voando nas espigas dourados do amor com secretas danças floridas da imaginação embriagadas de fecundas marés de sorrisos na nudez de sóis do ser!