A Minha Aldeia – As Priminhas à Coca do Carteirista

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” – É um malandro!” – diz o povo, referindo-se ao surpreendente e rápido carteirista, que anda por estas bandas a arrancar desrespeitosa e violentamente as malas às senhoras da minha aldeia.

Este aflitivo e ameaçador alerta, levou as duas priminhas a decidirem sair de casa da tia-avó, antes que fosse mais tarde, despedindo-se apressadamente.

Na rua, começaram por comentar a insuficiência da iluminação pública, com candeeiros circulares, na zona por onde vinham, acentuando a escuridão do cair da noite.

Não se via ninguém, mas as primas optaram por falar baixinho, lançando os radares dos seus sentidos à volta, à espreita de algum ruído suspeito.

Procurando as ruas com mais luz, olhando de soslaio uma para a outra, lá vinham elas apressadamente: a jovem receosa, e a prima mais madura, tranquilizando-a, admitindo, entre sorrisos, os imaginários arremessos da arma de defesa: o saco de plástico com a caixa grande cheia de doce de gelatina com fruta aos pulos e uma tentadora e pagajosa cobertura, que seria uma belezura no arraso de uma aventura!…

Animadas e mais confiantes, chegaram à porta de uma, e a outra deu meia dúzia de passos para alcançar a sua, ambas ilesas, divertidas, vitoriosas!

Mas…

O malandro ainda anda à solta!

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