Histórias de Fantoches – A Mariana, 1.ª Página

mariana

Caros Leitores,

Esta história, e outras, de fantoches, como: A Gabriel, A Margarida, O Professor, A História da Avozinha, As Recordações do Sr. José, Um Dia com o João, A Ritinha e A Liliana, que alguns de vós tiveram oportunidade de ler nas Estórias da Carochinha, nasceu de um projeto de uma amiga, que construiu as personagens com papel, vestiu-as e adorno-as, deu-me dicas para o tipo de narrativa, interativa e didática, e objetivo temático pretendido.

Partilho convosco a história d´A Mariana, atualizada, aumentada e mellhorada, adequada a este contexto!

Trata-se de uma história simples direcionada para crianças, que espero adoce o gosto de todas as idades!

Muito obrigada pela vossa visita! Voltem sempre!

Maria do Mar

A primeira manhã de Inverno acordou triste. O céu estava cheio de nuvens gordas e de escuro vestidas, soprava uma brisa fresquinha, daquelas que despertam o nosso apetite para um leite com chocolate bem quentinho e uma torradinha estaladiça!

A Mariana estava a sonhar com a Estrelinha, uma cadelinha muito branquinha e castanhinha que o avô Páscoa lhe oferecera no dia dos seus anos, e que ela via a saltitar à sua volta e a correr atrás da bola multicolorida – amarela, azul e laranja -, presente do Pediatra Amoroso quando estivera constipada e chorava, recusando-se a abrir a boca, para que ele lhe observasse a garganta, dizendo-lhe com ar suplicante:

– Oh, Dr. Amorosinho! Já sabe que eu não gosto de mostrar as minhas “amigas” a ninguém!” – referindo-se, graciosamente, às suas amígdalas.

De repente, a magia daquele momento imaginário com sabor a verdadeiro foi interrompida por uma espécie de bicadinhas de passarinho na janela do quarto da Mariana.

A menina levantou-se, pegou na sua dorminhoca boneca de trapos feita pela avó Maria e vestida pela avó Ana, esfregou os seus lindos olhos cor de abóbora celeste nos dias de verão, soltou os seus cabelos de sol nascente, calçou os seus fofos chinelos de flores andantes, levantou a persiana, encostou o nariz à vidraça e exclamou numa explosão de alegria:

– Oh! És tu, minha amiguinha! Gosto tanto de ti! Tinha tantas saudades tuas! E precisava tanto que viesses! Tão delicada, tão gentil por me acordares sorrateiramente, tão fresquinha, tão amiga dos homens e do mundo! Estava à tua espera e já tinha percebido de que não ias demorar a descer da tua carruagem, porque olhei para o céu antes de adormecer e vi muitas nuvens…

– Olá, Marianita! Abre a janela, por favor, para eu beijar as tuas mãozinhas de saudade e lavar o teu rosto de sorrisos – respondeu-lhe a amiga chuva, dançando sem parar, e cantando várias melodias, conforme os “instrumentos” em que tocava.

(continua)

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