O Perdoado Presente Estragado

abraco-florido-de-mar-2016

Era um presente muito bem embrulhado num papel pardo de sorrisos amarelados com um pálido e baço laço pendurado, perfurado de subtis mentiras, que parecia ser pesado, mas ao pegar-lhe, a serena e silenciosa destinatária percebeu logo que era matreiramente leve, e ao abri-lo, que estava completamente estragado!…

Então…

A menina-grande lembrou-se da recomendação da avó Miguita: “Desconfia, minha filha, quando a oferta é farta!

Agradeceu-o, e devolveu-o delicadamente sem mais palavras, porque nada se tem a dizer quando já não se acredita!

E…

Afastou-se com paz no coração, retribuindo o perverso gesto com o seu perdão! Perdão, sim! Aquele perdão que se compadece da gananciosa pobreza alheia, aquele perdão que deseja o discernimento e o arrependimento, aquele perdão que emana o bem, todo o bem do mundo, espontânea, sincera e generosamente!

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