Alegrias e Preocupações da Pagizinha

A Pagizinha

A Pagizinha já foi para a escola! Está tão crescida a nossa menina! Crescida, bonita, inteligente, graças a Deus!

Mostrou-me, antes do início das aulas, a sua linda mochila vermelha de bolinhas brancas e com rodinhas, se bem que ela me tenha adiantado e comprovado que podia com ela contendo todo o material escolar, com a qual sonhara e que já era a última!

Ainda não tive oportunidade de me encontrar com a minha querida Pagizinha depois do início das aulas, simplesmente por que vou precisar de muito tempo para escutar a pormenorizada narrativa desta sua deliciosa aventura, alindada com toda a sua expressividade, seguir atentamente as suas pausas, e ainda não se proporcionou o momento oportuno para ambas.

Mas…

No último dia em que nos encontrámos, fiquei a saber que, afinal, a Pagizinha não iria partilhar a sua sala de aula com todos os colegas da pré-escola, facto que ela acatou com naturalidade, pois teriam o recreio para se reencontrarem, dizia, sem antever que encantar-se-ia pelo biblioteca onde passou, por sua iniciativa e preferência, os intervalos dos primeiros dias – disse-me o meu dedo que adivinha; ou terá sido que ouvi uma passarinha a cantar-me alegre e orgulhosamente isto ao ouvido?!…

Relativamente aos colegas, observava a minha amiguinha, lamentando não ter ficado com o seu protegido, que parecia ter havido uma troca, porque na sua turma estava a melhor amiga da que partilhava a companhia do seu amiguinho, para o qual ela não tinha paciência e a quem não compreendia…
E… a antiga colega poderia ficar triste por estar separada da sua amiga… – preocupações da Pagizinha, que já se revela crescidinha na análise das situações, mas também na sua aceitação.

Partilho dois enternecedores momentos dos quais a Pagizinha é a protagonista…

A semana passada, num dos dias em que fui à sua casa e não a encontrei, por se estar ainda nas aulas, constatei mais uma vez o seu zelo maternal, pois fizera a cama, mas… deixara os seus filhos deitados e tapados, certamente com recomendações, saboreando ainda o amoroso e caloroso perfume do seu corpinho…

Trago comigo uma taça de amor a transbordar do meu coração, que vou sorvendo, deliciada, grata, feliz, e que me foi oferecida espontânea e efusivamente pela querida Pagizinha-afilhadinha-amiguinha:

” – Adoro-te!” – declarou firme, fixando-me com a profundeza da luz do seu olhar.

Fiquei paralisada de silenciosa emoção, soltando um interminável sorriso, tal como a sua mãe, de rosto feliz, que também foi contemplada com esta torrente de Amor:

” – Também te adoro a ti!”

Abracei-a sem fim, e ela trouxe-me à porta!…

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