As Estórias da Tó – O Descumprimento da Hora de Recolher

Crianças, As Estórias da Tó

Naquele dia, o pai autorizara a Tó e a Nanda a irem ao baile ao Lusitano, mas… o irmão mais velho, o Léu, teria de acompanhá-las para “andar de olho nelas”, que exalavam beleza e jovialidade – como se os seus chegassem para as suas conquistas, ele que era alvo das atenções femininas e as acolhia com os seus encantos; o primogénito tinha também a responsabilidade de levar as irmãs para casa.

À hora marcada, o Léu começava a rondar as manas e a fazer-lhes sinais, tão discretos quanto possível, para se retirarem, os quais eram visualizados e acolhidos à primeira pela Nanda, quiçá pelo seu jeito para os passos certos de dança, apanhando-os entre os rodopios, a qual apontava para a irmã, sempre afastada dela – “Cada qual às suas”, dizia a Tó quando chegavam à sala, decisão que a melhor bailarina acatava com um sorriso.

Vivaça e voluntariosa, a Tó, quando avistava a cabeça do mano, dava sábios passos de dança com o seu par, ficando sempre de costas para o seu guarda-costas.

A Nanda, corada, também aproveitava as músicas, e dançava, dançava, agradecida, admirando a coragem da irmã.

E… neste joguinho / disfarce, ficavam mais tempo no baile, devidamente justificado pela Tó, porque… não vira.

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