Estórias de Meninas – As Manas e as Senhas de Saída

As Asas da Maré Vasa, 2016

As quatro manas, umas já sem tranças, e outras ainda com elas, gostavam muito de ir aos bailaricos da aldeia, quer fossem nos salões das sociedades, quer fossem na distinta Esplanada, que organizava bailes temáticos com atribuição de prémios, quer fossem nos famosos mastros dos Santos Populares!

O pai, severo nas saídas, tal como na preservação das tranças das suas princesas, evitava e/ou desviava as conversas “bailarinas”, mas… astutas e persistentes, as manas aproveitavam-se dos momentos em que algum compadre ou amigo era recebido lá em casa para o presentearem: três delas com garrafinhas de vinho, que eram muito bem acolhidas, e com as quais obtinham de imediato a permissão para a saída, mas a rebelde e inteligente Tó, mais velha do que as irmãs, optava por um maço de tabaco, o que contrariava o seu progenitor, que punha reticências à autorização, facto que nunca a impediu de satisfazer o seu desejo, se bem que, sem a “senha de saída”, se arriscasse a alguma penalização posteriormente, à qual respondia com um vitorioso sorriso, senhora da sua igualdade de direitos, que defendia!

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