A Riqueza Afetiva do “Se”

Puras Pétalas de Amizade, 2015

” – Olha, a gente encontrou-se outra vez! Quem se quer bem, sempre se encontra! É verdade” – gritou sorridente, rosada e vivamente a pequena, apressada e acalorada senhora da fila do supermercado, segurando uma blusa de ganga florida, abanando-se com um chapéu igual!

A senhora a quem se dirigiu sorriu e concordou, discretamente!

” – Gostei muito de ver a senhora! Saudinha da boa e tudo bem para a senhora, os seus filhos, o seu marido, a família! Estão todos bem, não é verdade? Isso é que é preciso! – continuava, expressando muita alegria!”

A interlocutora agradeceu e retribiui os votos, discretamente! Depois, como quem pensa em voz alta, a pessoa que seguia a seu lado ainda a ouvir sussurrar:

” – Não percebo porque é que ela insiste em tratar-me por “senhora”, em vez de por “tu”, se andámos juntas na escola, mas… foi sempre assim; até me sinto mal, mas… nem ouso corrigi-la, porque estou certa de que magoaria a sua sensibilidade!”

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