A Ninita e a Didita – O Estudo Conjunto de Línguas

Abraço Florido, 2015

As amigas Didita e Ninita gostavam muito de estudar juntas.

Divertiam-se com as rasteiras da Língua Portuguesa e brincavam com as invenções para aprenderem regras gramaticais, seguindo exemplos por associação, daqueles que só de pensar faziam rir, mas despertavam-lhes a atenção!

” – Não nos vamos esquecer!” – diziam, rindo-se e repetindo-os…

Nos dias em que decidiam dedicar-se à elaboração de textos, procuravam integrar-lhes diálogos, dando voz a todos os seres e objetos; depois levantavam-se e liam-nos em voz alta, alternadamente, como se estivessem apresentando um trabalho na sala de aula, diziam… – e quantas vezes faziam interrupções, divertidas com o desempenho do seu papel, as quais chegaram a ser pretexto para melhorar a escrita!…

Mas… a Ninita queria muito aprender francês! A Didita, mais entendida na matéria, porque já conhecia a língua, ensinava-a paciente e gostosamente, mas ria-se dela, porque soletrava todas as letras, ignorando a fonética.
A Ninita, espantada e meio ofendida pela risada da amiga e pela sua insistência na correção da pronúncia, respondia-lhe, determinada:

– É para veres que conheço todas as letras de cada palavra, que sei como se escreve!

E no meio destes divertidos e bem sucedidos ensaios, as amigas faziam pausas para os faustos lanches de: copos de leite com chocolate, torradas com manteiga, que a Ninita cobria com geleia de marmelo ou doce de abóbora, e queijo, acompanhados por bolinhos e /ou nozes e quadradinhos de chocolate preto…

Aconteceu, um dia, que um fiel amigo ligou para a Ninita, perguntando-lhe onde se encontrava, pois falava pouco para a aula de música, a qual lhe respondeu:

– Estou na explicação de Francês, a lanchar!

– Não sabes mentir, Ninita! Não se lancha na explicação! Diz lá aonde é que estás? – respondeu o amigo, pedindo-lhe para falar com a explicadora naquela língua.

As amigas, perdidas de riso, não podiam olhar uma para a outra, mas com um gesto da Didita, a Ninita pôs o telemóvel em alta voz. Então a amiga, usando os seus conhecimentos de posição de tons vocálicos nos textos que ambas escreviam e liam, quase declamando, colocou-se de costas para ela, e desempenhou o seu papel de competente explicadora, respondendo em francês ao colega, que continuava intrigado…

” – Eu já falo contigo! Não me demoro! Espera por mim à minha porta, sim?!” – pediu a Ninita ao terminar a chamada, disposta a esclarecer a brincadeira com o amigo, contando com a sua habitual compreensão.

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