A Janela Embaciada

Fragmentos da Ribeira Fingida, 2016

Eram dois inseparáveis amiguinhos…

As mãos pequenas e abertas de uma menina colam-se no interior de uma janela transparente!

As mãos grandes e curiosas de um menino, aproximando-se do exterior, colam-se às delas!

Os meninos sorriem, sorriem, sorriem!

Aproximam os narizes, esborrachando-os numa bola vermelha, crescendo, embaciada!

Os meninos observam-se mais próximos um do outro, transformados, com olhos de estrelas!

E… no vidro embaciado…

Os meninos corados começam a desenhar sorrisos e a escrever histórias!…

Menino – Queria trazer-te uma flor com pétalas bailarinas à porta da casa branca, sacudindo pérolas orvalhadas de sorrisos no teu rosto…

Menina – Queria, espreitar às janelas espelhadas dos teus olhos de arco-íris, poisando subtilmente no palácio do teu coração…

Menino – Queria ser o verão com canto de mar turquesa, agitando as raízes dos teus pés de princesa no calor do dia que (re)nasce e nas provas vencedoras de um cavalo alado…

Menina – Queria mostrar-te a parede azul do teu terraço de príncipe encantado pintada de vagas de alegria com barcos de velas estreladas e mãos cheias de poemas com palavras vestidas de lavanda bordadas de sorrisos…

Menino – Queria oferecer-te este sorriso de trigo dourado, emergindo da nudez da manhã costeira construída de claridade com vaivém de baloiços na tua baía colorida de magia, batendo palmas de ao dia!…

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