Na Sala de Aula com a Vitória e o Vivaço – O Reencontro da Bela Aavisah com o Cavaleiro Eurico, 1.ª Página

Contos de Criança

A Professora ordenava os trabalhos que recebera.

Vitória – Sr.ª Professora, Sr.ª Professora!

Professora – Diz, Vitória!

Vitória – A Sr.ª Professora dá-me licença e ao Vivaço para fazermos uma pequena apresentação? É só para descontrair os colegas; estamos todos tensos por causa do dia exame.

Professora – Se os colegas concordarem, podem começar, se for algo breve!

– Queremos! – respondeu a turma em uníssono.

O Vivaço levantou-se e começou a monologar, caminhando, gesticulando, gracioso, como só ele sabia…

Vivaço – Abro os olhos e ainda sinto aquele cansaço, talvez menos!

“Que chatice!” Tenho de restringir as cavalgadas – cogito!

Levanto-me devagar! Vou à “sala” de banhos! Olho-me ao espelho e… lembro-me daquela:

“- Espelho meu, espelho meu…”

Um ténue sorriso quer soltar-se de mim…

– Eh! Pá! Sou um sujeito de linhagem! Qual espelho meu?!… Só se fosse para lhe perguntar o que já sei…
Ahhh! O espelho está a ficar embaciado!… É do meu viril bafo ou estou a ver mal?!…

Oh!… Mas que raio de nevoeiro é este?!… – questiono!

Por detrás do Vivaço, a Vitória vai-se aproximando delicada e subtil, de bicos de pé.

Vivaço – Sinto um perfume doce, enjoativo. Estremeço, expectante!

A pouco e pouco, a nuvem branca começa a dissipar-se, definindo formas: primeiro uns olhos rasgados, penetrando-me, depois uns lábios vermelhos, tentando-me, a pouco e pouco uns cabelos longos e negros, tocando-me, o rosto de uma linda mulher!

– Aavisah! – pronuncio, sentindo-me desfalecer de alegria!

Ela sorri. Os seus dentes são de uma alvura estonteante.

– Aavisah – repito!

Vitória – Meu Galhardo Cavaleiro Eurico!…

Vivaço – Aguardava-vos há muito, minha bela Aavisah!… Finalmente! Gostaria de levar-vos a passear no meu cavalo ao castelo de Sintra!

Vitória – Meu Galhardo Cavaleiro, quereis mostrar-me essa bela paisagem que encanta todos os mouros, iberos e povos do mundo?!…

Vivaço – O que lêdes nos meus olhos, minha doce Aavisah?!…

Vitória – Ohhh, meu Galhardo Eurico! Os vossos olhos escrevem-me palavras doces, descrevem-me deleites para qualquer moura desencantada se encantar com o vosso encanto, e outras que não ouso referir, porque são para viver!

Vivaço – Ohhh! Minha doce Aavisah não vos sabia tão boa leitora! Conheceis a minha natureza: sou tímido, envergonhado, mas hábil e experiente no manejo das minhas armas, honrando-as e a vós se assim desejardes! Quereis que vos demonstre agora?!…

O Vivaço desembainhou a régua de madeira…

A turma sorria, sorria…

Vitória – Gostaria, e muito Meu Galhardo Cavaleiro! Até obtive uma carta de livre conduto para estar convosco, mas precisais de guardar a energia que vos resta, baixar as armas, limpá-las e voltar a poli-las, para regressardes à luta bem municiado, meu luso-lutador!

Vivaço – Fá-lo-ei, minha doce Aavisah, por vós, pela cavalaria, pelo meu país!

Vitória – Meu Garboso Cavaleiro, sois grandioso, mas… e vós?!…

Vivaço – Mas… não tenho tempo para mim!

A Vitória aproximou-se ainda mais…

(continua)

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