Saudação ao Bom Dia!

Inverno Azulado, 2016

– Olá, BOM DIA!

– Olá, Menina que ainda devia estar deitada!

– Não te zangues, BOM DIA! Vá lá!

– Já estou zangado! Não fizeste o que te disse: dormir até tarde! Era o melhor para ti!

– Ó BOM DIA, mas eu não tenho culpa! Foi o cavalo alado que me acordou! Talvez fosse ajudar a mourita cenourita !

– Tens a certeza?!… Mas não era muito cedo?

– Não para ele! E… eu conheço o sapateado das esporas do cavalo branco, e ouvi muito bem o seu relinchar a dizer: “Toca a voar!”

– Mas, se era um alerta para o cavalo alado, porque quiseste imitá-lo?!…

– Ó BOM DIA, eu não quis, e deitei-me novamente, mas comecei logo a sorrir com as ideias a ferver na minha cabeça, e a cogitar para onde iria o cavalo alado.
E… tive de vir à janela espreitar, para em certificar que direção tomava, mas nem rasto dele! Só uma mensagem no vidro embaciado: Volto já, vencedor!

– Então, volta, certamente, Menina acordada e espreitadeira! E… agora, vais voltar para a caminha e dormir mais um bocadinho?

– Agora, agorinha não posso, BOM DIA, porque quero dar-te os bons-dias como se te servisse uma aguinha fria que te aquecesse! Posso?!…

– Está bem! Dá-mos, se faz favor! Mas, não te demores, porque ainda tenho de ir acordar as casas preguiçosas, cumprimentar meio mundo, e fazer festinhas às crianças e às pessoas de olhar e coração tristes!

– Ohhh! Tu és tão bom e tão lindo, que quando for grande quero ser como tu, um BOM DIA Amigo! Achas que consigo?

– Não precisas, Menina!

– Não percebo, BOM DIA, mas como estás com pressa, podes pegar-me ao colo para dizer-te, em segredo?!…

– Sim, Menina! Anda cá! Podes segredar.

– Obrigada, BOM DIA! Ontem à noite voei com um beijinho, que me deitou de mansinho na cama, tapou-me com um sorriso que nunca mais acabava, fez-me festinhas na cabeça até eu fechar os olhinhos. Mas eu estava sempre a sorrir, e o beijinho também, e adormecemos os dois, e… nem tivemos tempo de contar histórias um ao outro!

– Muito bem, Menina! Contam as histórias hoje, durante o dia! Vai dormir, antes que a fria manhã te caricie com as suas ternas mãos de veludo, e o que o cavalo alado volte, saltitando nas esporas do sucesso e te acorde novamente.

– Concordo, BOM DIA! Vou!

– Vai, Menina! Dorme embalada pela voz da brisa enovelada de fios dourados no canto dos pássaros, baloiçando-se na folhagem da árvore da tua janela!

– Obrigada, BOM DIA! E vou acordar com as danças de alegria, brilhando em ti no silêncio dos teus lábios, esvoaçando na poesia dos teus olhos!
E… deixa flores nas veredas, nos vales e nos valados para receberes a tua irmã, a BOA TARDE, que gosto muito de cores, sabores e doces odores!

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