O Procópio e o Pirolito – As Armas e as Vitórias

Menino Desenhor

Pirolito – Ó Procópio, para onde levas as armas da terra do Gama? A majestade do Pontal? A grandeza dos Castelos, a impenetrabilidade das Amarelas?

Procópio – Para um trabalho de História, já se vê, Pirolito! Ainda falta algum tempo para as celebrações do Município, mas a professora insiste na preparação prévia e…

Pirolito – Já sei, Procopiozito-Amiguito, queres ganhar um bom lugar na apresentação. Adivinhei?

Procópio – Seria bom, Pirolitozito-Amiguito, mas sabes que gosto de fazer tudo bem feito, com os pés no chão!

Pirolito – Sei, pois! Mas, neste caso, vais gastar muitas solas, porque terás de andar muito, e para trás, por caminhos pedregosos, sem calçada, a não ser que…

Procópio – Ah! Ah! Muito bem observado, Pirolito! Há poucos papagaios tão inteligentes como tu! Desculpa ter-te interrompido! Dizias tu, meu amigo…

Pirolito – Muito obrigado pelo elogio, Procopizito-Grande Amiguito! Ainda bem que reconheces as competências do meu bico! É justo! Mas… dizia eu… a não ser que a viagem no tempo seja através do espaço, contudo… para isso, tens de montar um cavalo alado. Talvez a pedrinha branca que gostas de trazer no teu bolso se transforme e… te leve!

Procópio – Pirolitozito-Grande Amiguito, tens grandes ideias, mas a minha pedrinha guarda as memórias e as lições dos meus antepassados, bem como o calor dos corações das mulheres que os fizeram felizes e ajudaram ao logo das suas vidas!

Pirolito – Mais uma razão, Procópio! Quem me dera ter uma herança dessas, mas só me restam, além da inteligência, claro, o bico e as coloridas penas!

Procópio – Não sejas tão modesto, Pirolito! Pensando bem! Vou à biblioteca e ao museu recolher dados! Farei uma boa pesquisa!

Pirolito – Boa ideia! Vou contigo, Procopiozito! Tu tens uma inteligência ágil e um coração palpitante pela tua terra e por Portugal, mas sabes como sou atento; tornar-me-ei, pois, uma boa ajuda!

Procópio – Muito Obrigado, Pirolitozito-Amiguito! Vamos pôs os nossos olhos neste nosso mar, que é a nossa História, com voos de gaivota e força de vento!

Pirolito – Bora lá, amigo! Desculpa a linguagem, mas quando fico sozinho e vou à janela, aprendo umas coisas com outros miúdos! E olha que são bem giros e divertidos, eles e elas! Acho, até, que, além de livres no linguajar são muito felizes!

Procópio – Conheço alguns, Pirolito e gosto muito deles! A avó Bina é que tem razão quando diz que: “A felicidade não está no que se tem, mas no que se é e como se aprende a viver!”

Pirolito – Muito bem! Os cabelos brancos da tua avó brilham de sabedoria! Se não houvesse tanta gente a tingi-los, isto estava melhor.
Já posso instalar-me no meu poleiro preferido, o teu ombro?

Procópio – Podes, sim, Pirolito! Cuidado com a língua! A minha mãe que não te ouça, nem a tia Lia, que estão a ficar… louras!

Pirolito – É da idade, Procópio! Vamos! E… depois deste trabalho para a escola, e de conquistada a sua vitória, escreve os teus sonhos pela tua mão, respira a paz, vence tudo e todos, Procópio! Tu és capaz!

Procópio – Obrigado, Amigo Pirolito! Fá-lo-ei como quem cuida de uma seara, para que o trigo cresça e amadureça!

Pirolito – Procópiozito-Amiguito, desculpa, mas agora vou concentrar-me na paisagem, principalmente na humana, que me parece a mais rica: nas formas, nas cores e nos humores, diversificada, quero dizer, porque isso de ser rica tem muito que se lhe diga…

Anúncios

There are no comments on this post.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: