O Barquinho Sozinho

Fragmentos Ancorados, 2015

Era um vez…

Um barquinho muito chorão com medo de estar sozinho!

Tinha medo do sol a cintilar sobre a baía e de apanhar um escaldão, porque não tinha protetor!

Tinha medo de atrair as gaivotas, que não respeitavam as embarcações, traziam peixe no bico e comiam na sua mesa sem pedir-lhe licença, e estragavam o seu encerado!

Tinha medo da maré cheia a dançar o sapateado com o vento, porque ficava tudo a tremer, e… enjoava, perdia a rota e nem sabia em que porto estava!

Tinha medo da chuva, porque ficava todo molhado, arrepiava-se e nem conseguia içar a vela para se proteger e sarar as suas mágoa!

E…

Uma sereia dourada vinha em seu auxílio, mas o barquinho tremia, tremia, chorava e nem dava por nada!

Então…

A estrela azul, compadecida e decidida, acariciava-o e sussurrava:

– Vigia, vigia, vigia sob a luz do teu farol à noite e durante o dia! Sou a estrela azul, uma amiga. Estou aqui! Faço-te companhia!

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