Archive for Abril, 2016

Sorriso do Dia – De Manhãzinha…
Abril 27, 2016

Ruas Estreitas da Natureza, 2010

De manhãzinha…

Percorre as ruas estreitas da tua aldeia, encontra o sol a cada esquina, descobre as imagens que desenha na subtil neblina, e… sorri com os olhos de primavera, acariciando o seu jardim!

Sente a brisa no teu rosto com fresca meiguice, e toca as suas mãos com o perfume das tuas, e… sorri com a cumplicidade dos favos de mel do amor!

Abre as pétalas do teu peito, segue os voos das andorinhas, corre atrás das estrelas cadentes, e… sorri com a certeza de que podes cair, mas agarras a vida!

E…

Começa cada novo dia com a luz dourada da manhã, sem pressa, e de cada pedra faz um castelo, refletindo quadros azuis nas paredes brancas com a beleza do ser e do teu saber, e… RECOMEÇA, oferecendo sorrisos de olhos doces com lábios rubros, cantando hinos de alegria!

O Futuro e o Tempo
Abril 25, 2016

O Sereno Espelho do Parque, 2010

O que é o futuro?

Apenas um muro,
Um obstáculo
Ao teu presente
Que aqui, aí, agora,
Quer viver!

 

O que é o Tempo?

Não temas a escassez do tempo!
Ele não é mais que um lamento!
Vive, vive, vive, cada momento,
Com toda a tua alegria e alento!

A Pátria
Abril 25, 2016

Penedos e Mar Alentejanos, 2010

A Pátria é o poema ondulado de estrelas percorrendo o mundo, é o rosto florido à beira das fontes, é a dança fugidia no olhar sorridente, é o canto do rouxinol na vidraça da História, é a mão estendida e o passo firme, é o barco à deriva de vela içada, navegando pela noite fora à procura da madrugada!

A Pátria é o combate permanente, é o grito dos heróis, é o exemplo dos homens grandes!

Bom Dia, Portugal!

O Ribombar do Tormento
Abril 24, 2016

O Emaranhado das Redes, 2010

O poder é um fugaz e frágil momento cujo abuso se reverte num ribombante e irreversível tormento!

Livro-Amigo
Abril 24, 2016

Abraços da Natureza, 2011

Terra da Livraria Preferida em 2015, 23 de Abril de 2016

Livro-Amigo,
Abre as tuas páginas à beira-mar e pinta bem-te-queres com sorrisos nas páginas em branco, perfumes de rodapé nos dias de neblina discreta, muda e solitária e de muito cansaço do sol ensonado!

Livro-Amigo,
Abre as tuas pétalas às mãos puras das crianças para que colham com doce ternura as gotas orvalhadas de luz dos teus olhos, reguem com beijos todas as flores dos valados, das montanhas e dos jardins despovoados, peguem nelas uma a uma, e façam ramalhetes de escritas espontâneas com laços de liberdade, saciando a tristeza com versos de alegria!

Livro-Amigo,
Abre as tuas asas douradas de saber desenhadas pelos finos aparos prateados da imaginação e percorre o mundo, correndo sem medos, saltando obstáculos, limpando os joelhos magoados, guardando as lições dos trambolhões, prosseguindo seguro e veloz, cantando a beleza da vida, galgando as praias rochosas com ondas, subindo as montanhas verdejantes, alcançando patamares com entusiasmo, escrevendo com danças de sorrisos, saudando o renascer de cada dia com hinos corajosos e ardentes de magia!

Livro-Amigo,
Abre as tuas mãos-orquestra de menino-homem-príncipe-rei, de baguinho de areia-pérola, de mapa-mundo, de sereno-apressado, de receoso-confiante, de expectante-vencedor, de professor-aluno, de escola com porta permanentemente aberta, envolvendo o teu amigo-leitor em mantos de linho tecidos de amor, em doçura do cantar de berço, acariciando-o com a voz da manhã batendo timidamente na morada azul do seu ser!

Livro-Amigo,
Abre as tuas janelas da geometria humana com múltiplos rostos da natureza refletindo-se na tela da vida, florescendo nas coisas simples, sorrindo como crianças-traquinas-felizes, pintando as árvores com aguarelas de abraços, fazendo caretas às azedas, lambuzando o dia com chocolate doce de sabor a sal marinho num vaivém constante de ondas, colhendo, recolhendo e oferecendo ao mundo mãos cheias de bolas coloridas, grandes, pequenas, de todos os tamanhos, acolhendo a magia de cada manhã com notas de flauta, preenchendo o dia de inigualável sinfonia!

O Furacão da Arrogância
Abril 22, 2016

A Fúria das Ondas, 2010

A arrogância é um furacão agredindo violenta e permanentemente os penedos do amor, ferindo-o, insensível e impiedoso, com as suas ferozes garras.

A Petrinha e o Pedrinho – A Melancolia da Melancia
Abril 22, 2016

Meninos no carrinho

– Petrinha, aonde vais tão zangada com o dicionário debaixo do braço?

– Vou jogá-lo fora, Pedrinho! Para o fundo do mar!

– Não digas isso, Petrinha! Tu gostas tanto dele! Dizes que é o teu grande amigo, que só tens pena que fale tanto, mas muito bem calado!

– Era, Pedrinho, era! Diz-me lá para que me serve um dicionário melado com melancolia sem as minha amiga melancia nem a sua mãe?!… Não o quero!

– Mas… Petrinha, talvez tenha melão!

– E tem, Pedrinho! Mais uma razão para não aceitar esta discriminação!

O Bom Exemplo
Abril 22, 2016

Primavera no Parque, 2010

O bom exemplo é a colheita da doce e suculenta fruta da árvore do ser florida de inefável amor, lambuzando-te de beijos de melancia com sementes de alegria!

O Poder da Inércia
Abril 22, 2016

Cogitação Gaivoteira, 2010

A inércia alimenta o medo, apaga a luz da razão e rouba a paz ao coração!

A Água Fria do Medo
Abril 22, 2016

A Praia Repartida, 2012

Tomar uma grande decisão é sentirmo-nos sós e nus numa praia, é olharmos para as ondas e acolhermos as suas carícias nos nossos pés, é, acima de tudo, revestirmo-nos de coragem para entrarmos no mar e darmos um mergulho na água fria do medo seguido de umas fortes e corajosas braçadas, e… nadar… nadar… até o nosso porto alcançar!