Na Sala de Aula com a Vitória e o Vivaço – A Joana Brincalhona e o João Sabichão, 2.ª Página

Contos de Criança

Joana Brincalhona – Ia pela Costa de Norte!

João Sabichão – O quê? O teu carro é anfíbio?!… O meu não, mas tem outras caraterísticas de que gosto muito, e que contribuem para o meu conforto!

Joana Brincalhona – És muito avançado, sabichão!

João Sabichão – Achas, brincalhona?!…

Joana Brincalhona – Acho, pois! O meu carro não é desses, mas mete respeito! Um dia, um miúdo meu amigo, dizia ele, nem o conduziu quando lhe pedi uma ajudinha!

João Sabichão – Então?!… Certamente, havia algum constrangimento! O teu miúdo-amigo, dizia ele, não tinha carta?!…

Joana Brincalhona – Mas, que grande adivinhão, João sabichão! O tal miúdo não tinha carta, mas também não podia conduzir, porque o meu carrinho é bué de pequeno, as mudanças não são automáticas e ele ficava com os pés de fora dos pedais!

João Sabichão – Ah! Ah! Ah! Não sou adivinho, menina Joaninha espertinha! Sou racional, cogito, deduzo! E… esse miúdo tinha todas as razões para não conduzir o teu carrinho-bebé!

Joana Brincalhona – És um grande engraçadinho, menino Joãozinho racional! Retomando a viagem!

João Sabichão – Obrigado! Retomemos, Joana brincalhona! Achas que eu caibo no teu carro?

Joana Brincalhona – Ia eu a andar muito bem sentada no meu carrinho junto à Costa de Norte, mais propriamente na via rápida, devagarinho!

João Sabichão – E?!…

Joana Brincalhona – E… de repente, caem-me os olhos para cima do céu…

João Sabichão – Ó Joana brincalhona, como é que os olhos caem para cima do céu?

Joana Brincalhona – Ó João sabichão, isto são jogos de…

João Sabichão – … Jogos?!… Não é poesia, Joaninha brincalhona?!…

Joana Brincalhona – Calhando, Joãozão sabichão! Os jogos de palavras rimam como uma mistura de salada de fruta com iougurte!

João Sabichão – Calhando! Calhando! Continua, então!

Joana Brincalhona – Então parecia-me que estava a cair uma caixa de lápis de cor do céu e a entrar pelas profundezas do mar!

João Sabichão – Estavas, portanto a ver o arco-íris, menina “comparadeira”! Também gosto!

Joana Brincalhona – Ahhhh! Ainda bem, menino “gostoseiro”! Mas, olha!…

João Sabichão – Olho para onde?!…

Joana Brincalhona – É uma forma de chamar a tua atenção, menino racional! Parecia-me que estavas a mirar os biquinhos dos sapatos daquela menina!

João Sabichão – “´Tá” bem! Não mirava nada! Estou atento à tua conversa!

Joana Brincalhona – Continua atento, se faz favor! No mar, estava…

(continua)

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