A Janela do Poeta

A Simbiose Azul, 2016

Poeta,
As tuas palavras escritas são crinas soltas, percorrendo livremente as praias abraçadas ao vento, beijando as crianças, os homens, as mulheres, as estrelas e as manhãs nas velas brancas dos barcos azuís de redes douradas, sulcando ondas de desejos abertas à alegria mágica de um carrossel, esvoaçando em sonhos de felicidade!

Poeta,
As tuas letras contadas derramam sorrisos nos rostos tristes, despontam dias melodiosos no silêncio da noite, desenham lábios com vozes ardentes, entusiastas, reticentes, definem a natureza humana com monossílabos ecoantes, deleitam com danças de encantos arrebatadores os convidados para a tua festa!

Poeta,
As tuas histórias coloridas de afortunada espontaneidade são “buizinhos”, cantando do lindo e imenso mar turquesa da tua essência montados em cavalos marinhos, deslizando geométrica, graciosa e garbosamente das tuas mãos falantes, acolhidas com palmas delirantes noutras mãos, que correm, correm para a agarrá-las com a sofreguidão de quem admira e toca esculturas encantadas pela primeira vez!

Poeta,
Deixa a janela das tuas palavras aberta, e espreguiça-te com a manhã entre as lágrimas orvalhas das árvores, e escuta a melodia dos pássaros vestidos de alegria, acariciando com inefável doçura a magia da poesia, para que ela perfume a vida e sorria!

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