Amanhã…

O Desbobrar das Ondas de S. Torpes, 2016

Amanhã, quando acordar, vou dar corda ao tique-taque que a maré traz ao peito, chapinhando, chapinhando, chapinhando nas ondinhas-meninas!

Amanhã, quando subir as ameias do castelo, vou ouvir e contar as badaladas do velhinho relógio da torre!

Amanhã, quando vir o sol, vou escancarar as cortinas do horizonte para ver o novo dia a espreguiçar-se no trapézio dos seus fios dourados de alegria!

Amanhã, quando cumprimentar as árvores, vou pedir-lhes para ouvir os passarinhos livres, rasgando o céu, e segui-los, atravessando o tempo verdejante de tesouros presos nas redes com cântaros poisados em toucados floridos!

Amanhã, quando abrir a boca, vou cantar baixinho com múltiplas notas de doce ternura e responder a todas as chamadas do dia-a-dia azul, saboreando o grato e doce calor do seu perfume!

Amanhã, quando escrever na areia, revisto a praia com fonemas, letras, palavras, flocos de mel e balões coloridos de poemas, pedaços de paraíso com segredos e sorrisos!

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