Histórias de Fantoches – A Liliana, 1.ª Página

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Caros Leitores,

Esta história, e outras, de fantoches, como: A Gabriel, A Margarida, O Professor, A História da Avozinha, As Recordações do Sr. José, Um Dia com o João, A Ritinha, que alguns de vós tiveram oportunidade de ler nas Estórias da Carochinha, nasceu de um projeto de uma amiga, que construiu as personagens com papel, vestiu-as e adorno-as, deu-me dicas para o tipo de narrativa, interativa e didática, e objetivo temático pretendido.

Partilho convosco a história d´A Liliana, atualizada, aumentada e mellhorada, adequada a este contexto!

Trata-se de uma história simples direcionada para crianças, que espero adoce o gosto de todas as idades!

Muito obrigada pela vossa visita!

Maria do Mar

Era uma vez uma menina muito alegre, que gostava muito de correr, de andar de bicicleta, de caminhar aos saltinhos, de subir às árvores, de jogar à bola e ao berlinde, de saltar à corda, de andar de patins, de comer sopa, cenouras e maçãs e, principalmente, de brincar às enfermeiras.

Vivia numa casa branca de barrinhas amarelas com janelas que se fechavam completamente no Verão, durante o dia, e que se escancaravam quando o Sol já tinha ido dormir, e que no Inverno sentia o calor aconchegante da lareira, porque no interior do Alentejo fazia muito calor e muito frio.

Estava sempre pronta para tratar de toda a família:

– dos arranhões causados pela roseira;

– das lágrimas provocadas pela cebolas;

– das picadelas dos mosquitos;

– de todas as queixas que nem as bonecas, nem os ursinhos de peluche, nem o Bolinha – o cãozinho – precisavam de manifestar.

Esta menina linda e desembaraçada, que gostava muito de ajudar todos chamava-se Liliana!

Quando alguém da família parecia cansado, a Liliana ia logo buscar à sua gaveta dos tesouros um lenço branco, daqueles que ela pedira de presente de Natal ao avô Jorge, dizendo-lhe que ele tinha muitos e mais bonitos, o qual molhava, torcia com muita força, dobrava e colocava na testa do seu doente; outras vezes, pedia para a mãe fazer chá de camomila e era ela quem o servia, ou então misturava uma parte com água e mergulhava o lenço, que depois insistia em passar pelo rosto do pai, por causa das borbulhas que só ela via…

(continua)

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