A Menina Azul – A Memória do Menino de Branco

A Menina Azul

Foi uma andorinha saudosa, ziguezagueando sobre as memórias do jardim de canteiros floridos, que trouxe consigo o Menino de Branco, esguio na sua impecável bata, ágil no passo e nos saltos, sorridente de olhos grandes esverdeados…

O Menino de Branco, por sua vez, desencantou na arca das recordações: os intervalos didáticos entre as turmas feminina e masculina, dirigidos pelo jovem casal de professores, bem como aquele doloroso dia, antes da sua chegada, em que cada aluna, exceto a Menina Azul, pagou com reguadas a invasão e o aprazível usufruto do parque infantil, exclusivo das crianças da “Creche”!

Por instantes, perseguindo a andorinha, brilhava o chão espelhado, de acesso condicionado, do primeiro andar, as passadeiras, os vaidosos vasos de folhas verdes decorados, e… por baixo do terraço, ao cantinho, ainda ecoavam as palmas das colegas cantando: “A vida é uma tômbola, twist, twist, tômbola…”, batendo palmas à roda das três exímias dançarinas…

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