A Minha Aldeia – O Almoço Apressado e o Escondido

A Minha Aldeia, 2014

O meio-dia já soara!

Apressados, alguns trabalhadores abandonados pelas carrinhas de serviço, carregavam as suas famintas mochilas e/ ou sacos, e sentavam-se à mesa, colocando sobre a nudez da toalha castanha de ripas corridas as malgas com o almoço, descansando o corpo curvado nos duros bancos, feitos das sobras do tecido daquela.

Tinham fardas cinzentas, tratando-os com o nome das respetivas empresas, destacado com gordas letras brancas.

Estavam duas mesas ocupadas, e as árvores-bebés escutavam as sorvas conversas e cobiçavam a sua comida, curiosas.

Os homens pareciam felizes na ligeireza com que se levantavam e dirigiam para um ponto de referência na estrada alcatroada!

Um pouco mais longe, sozinho, fazendo mesa do banco de pedra da velha casa da estação, um homem mal agasalhado, de barba descuidada e de rosto escondido, tirava colheradas de comida envergonhada de um recipiente oculto num saco de plástico cor-de-rosa…

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