Quando Eu For Grande – Quadragésimo Oitavo Desejo

Menina Grande

Quando eu for grande, quero ser um poema!

Quando eu for grande, quero ser um poema de amor!

Quando eu for grande, quero ser um poema de amor com rimas consoantes, ricas de sorrisos!

Quando eu for grande, quero ser um poema de amor com versos de felicidade: soltos, brancos e de cores escaldantes, com sílabas acentuadas, fortes e átonas, fracas!

Quando eu for grande, quero ser um poema de amor com sílabas da alegria sem número, com ritmo do pulsar de cada peito e com a métrica de mãos inteligentes, com cantigas, quadras, e sonetos!…

Quando eu for grande, quero ser um poema de amor e guardar o tempo das memórias a chaves de ouro, no encontro do ser com a poesia da vida!

Quando eu for grande, quero ser um poema de amor e pintar o sentido das coisas com a espontaneidade do sentir das palavras!

Quando eu for grande, quero ser um poema de amor e sorrir com o renascer das pedras à beira do caminho, com as crianças a brincar, a correr, a suar, a sonhar, a crescer, a viver, a rir!

Quando eu for grande, quero ser um poema de amor e descobrir o sol a brilhar num gomo de laranja, a vitória a saltar de um bago de uva, o dia a perfurmar-se de sorrisos doces e frescos numa fatia de melancia, a força do mar imenso na água que sacia, a flor de meio-dia a fazer cócegas nos rostos tristes com pétalas de alegria, à espera que o mundo sorria!

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