Gente Boa da Minha Aldeia – A Menina da Assembleia

Barco Branco 8, 2012

Era uma menina-mulher de olhos de mar com o sol da alegria brilhando numa baía em que ela voga na sua sábia simplicidade, em que os barcos de cascos altos e bandeiras da vaidade içadas se surpreendem quando educadamente se dirige a qualquer um felicitando, dando pêsames, cumprimentando…

Era um mundo fechado nas linhas a que se chama democracia de boca fechada com ecos da mentalidade não amadurecida, não alimentada pela pura natureza da “ocidental praia lusitana”, desequilibrada nos passos da insegurança e do medo, não socializada, e em que se soletram as sílabas, na confusão dos sons abertos com os sons fechados…

Era uma menina-mulher agindo educadamente, indiferente às marcas, às cores e às ideologias dos cidadãos que também se sentam nas bancadas, fiel aos seus princípios, e firme nas suas convicções, honrando memórias, ateando amores vivos, respeitando a sua natureza e a sua formação pessoal, levando consigo o sal da aragem do mar do norte, que a foi beijando e vendo crescer na sua unicidade, orgulhosamente!

E…

Era um interminável sorriso de confiante jovialidade, atirando sementes da sua abundância à terra prometida, com a esperança de que entre as pedras nasçam flores, regando todos com alegria, guardando o perfumes das pétalas que pronunciam o seu nome de sabedoria!

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